Pages

Tecnologia do Blogger.
Mostrando postagens com marcador William Lane Craig. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador William Lane Craig. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Que diferença faz se Deus existe?

 As pessoas ocidentais por viverem em contextos de origem cristã não conseguem perceber a importância da existência de Deus. Então, devemos mostrar as implicações da existência de Deus para pessoas descrentes. Na Rússia está havendo um crescimento do cristianismo devido “a prova do contrário”, pois o povo viu que o marxismo por tantos anos não deu certo.
Filósofos existencialistas como Sartre analisaram que de fato a inexistência de Deus torna a vida sem sentido. Apesar disso não ser uma prova em favor da existência de Deus, isso mostra a importância da pergunta. Ninguém que conhece as implicações do ateísmo pode ignorar a pergunta “que diferença faz se Deus existe”, pois sem Deus a vida humana é absurda: a vida não tem sentido, valor ou propósitos superiores e definitivos.
  1. Sentido: significado (porque algo importa)
  2. Valor: bem ou mal (certo ou errado)
  3. Propósito: alvo (razão de algo existir)
Minha defesa é que se Deus não existe, então tais coisas não existem, além de em nossas próprias cabeças. Não estou dizendo que ateus são imorais ou não tem alvos, mas que segundo o ateísmo todas as coisas são somente ilusões subjetivas.
Consideremos a questão da imortalidade. Se Deus não existir tanto o homem quanto o universo estão fadados à morte, ao “não ser”. Conforme diz o filósofo existencialista Jean-Paul Sartre: “Uma vez perdida a eternidade, não faz muita diferença se isso demorar muitas horas ou muitos anos”. A consequência disso é que a vida se torna absurda:
1) Sem sentido final: se toda pessoa deixa de existir quando morre, qual a diferença final faz nossa vida. Certamente, podemos ter influência relativa, mas nenhuma importância absoluta. Em última análise, não faz diferença e a humanidade não tem nenhuma diferença de um bando de mosquitos. Mas mesmo tendo imortalidade, não é só disso que o homem precisa para ter sentido. O homem precisa de imortalidade e de Deus e se Deus não existe, o homem não tem nenhum dos dois.
2) Sem valor: sem imortalidade e se tanto o bom quanto o mal tem o mesmo fim, então não existe razão para sermos morais. “Não pode haver virtude sem imortalidade” (Dostoievski). Dizer que a moralidade flui de interesses comuns (uma mão lava outra) é uma resposta simplista que ignora que os interesses de algumas pessoas vão diretamente contra o de outras. Sem imortalidade não há nenhum razão objetiva para moralidade. E se Deus não existe, não há um padrão objetivo de moralidade, tornando-se só uma construção do gosto pessoal, da evolução ou da sociedade.
3) Sem propósito: se tudo está fadado à morte, então não há nenhum propósito na vida ou no universo.  Se Deus não existe, a vaidade descrita em Eclesiastes é verdade: “Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade” (Eclesiastes 3:19). Se a vida acaba com a morte não temos um propósito final com a vida. E, além disso, mesmo com a imortalidade, mas sem Deus, o homem continuaria a sendo um mero acidente cósmico, um produto casual de matéria, tempo e chance, sem razão nenhuma de existência. Se Deus não existe você não passa de um aborto da natureza, lançados sem propósitos para viverem uma vida sem propósito.
Se Deus não existe, então tudo o que temos é o desespero. Como Schaeffer diz: “Se Deus está morto, então o homem também o está”. O filósofo ateu Bertrand Russell, por exemplo, sugeriu que devemos construir nossas vidas “sob o firme fundamento do desespero incessante”.  A vida consistente com o ateísmo é uma vida infeliz. Toda felicidade de um ateu é uma inconsistência. Nietzsche, filósofo existencialismo, em uma história previu as consequências do ateísmo:
Não ouviram falar daquele homem louco que em plena manhã acendeu uma lanterna e correu ao mercado, e pôs-se a gritar incessantemente: “Procuro Deus! Procuro Deus!”? – E como lá se encontrassem muitos daqueles que não criam em Deus, ele despertou com isso uma grande gargalhada. Então ele está perdido? Perguntou um deles. Ele se perdeu como uma criança? Disse um outro. Está se escondendo? Ele tem medo de nós? Embarcou num navio? Emigrou? – gritavam e riam uns para os outros. O homem louco se lançou para o meio deles e trespassou-os com seu olhar. “Para onde foi Deus?”, gritou ele, “já lhes direi! Nós os matamos – vocês e eu. Somos todos seus assassinos! Mas como fizemos isso? Como conseguimos beber inteiramente o mar? Quem nos deu a esponja para apagar o horizonte? Que fizemos nós ao desatar a terra do seu sol? Para onde se move ela agora? Para onde nos movemos nós? Para longe de todos os sóis? Não caímos continuamente? Para trás, para os lados, para a frente, em todas as direções? Existem ainda ‘em cima’ e ‘embaixo’? Não vagamos como que através de um nada infinito? Não sentimos na pele o sopro do vácuo? Não se tornou ele mais frio? Não anoitece eternamente? Não temos que acender lanternas de manhã? Não ouvimos o barulho dos coveiros a enterrar Deus? Não sentimos o cheiro da putrefação divina? – também os deuses apodrecem! Deus está morto! Deus continua morto! E nós o matamos! Como nos consolar, a nós, assassinos entre os assassinos? O mais forte e sagrado que o mundo até então possuíra sangrou inteiro sob os nossos punhais – quem nos limpará esse sangue? Com que água poderíamos nos lavar? Que ritos expiatórios, que jogos sagrados teremos de inventar? A grandeza desse ato não é demasiado grande para nós? Não deveríamos nós mesmos nos tornar deuses, para ao menos parecer dignos dele? Nunca houve ato maior – e quem vier depois de nós pertencerá , por causa desse ato, a uma história mais elevada que toda a história até então!” Nesse momento silenciou o homem louco, e novamente olhou para seus ouvintes: também eles ficaram em silêncio, olhando espantados para ele. “Eu venho cedo demais”, disse então, “não é ainda meu tempo. Esse acontecimento enorme está a caminho, ainda anda: não chegou ainda aos ouvidos dos homens. O corisco e o trovão precisam de tempo, a luz das estrelas precisa de tempo, os atos, mesmo depois de feitos, precisam de tempo para serem vistos e ouvidos. Esse ato ainda lhes é mais distante que a mais longínqua constelação – e no entanto eles cometeram! – Conta-se também no mesmo dia o homem louco irrompeu em várias igrejas , e em cada uma entoou o seu Réquiem aeternaum deo. Levado para fora e interrogado, limitava-se a responder: “O que são ainda essas igrejas, se não os mausoléus e túmulos de Deus?”. (Nietzsche, A Gaia ciência, fragmento 125)
A cosmovisão cristã fornece tanto a existência de Deus, quanto a imortalidade, necessárias para uma vida significativa e objetivamente feliz. Então, se só tivéssemos isso, parece muito mais razoável escolher o cristianismo. Conforme a aposta de Pascal: “quem apostar na existência de Deus, se ganhar, é evidente que tudo ganha, mas caso perca, nada perde. Trata-se de um jogo em que se arrisca o finito para ganhar o infinito”.
Você consegue ver agora a importância da pergunta “Que diferença faz se Deus existe?”? Considere-a atentamente.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Quem precisa de Apologética?


William Lane Craig palestra sobre “Quem precisa de Apologética?”, apontando 3 objetivos nos quais a apologética se mostra útil: (1) Moldar a cultura, (2) Fortalecer os crentes e (3) Evangelizar descrentes. Leia o resumo e opine:
  • Você sente a necessidade da apologética em seu dia a dia?
  • Você acredita que o ensino da apologética ajudaria nestes pontos citados?

William Lane Craig – Quem precisa de Apologética? (resumo)

Apologética cristã é um ramo da teologia cristã que busca dar um aval racional para as alegações do cristianismo. E, embora não indispensável, a ela pode ser de grande utilidade e benéfica..

Três fins nos quais a apologética se mostra útil

Qual a utilidade da apologética? O valor da apologética vai muito além do evangelismo diário das pessoas. Quero apontar três fins aos quais a apologética se mostrará útil.

Moldar a cultura
A apologética é útil e ouso dizer até indispensável para que o evangelho seja eficazmente ouvido. Em geral vivemos em uma cultura ocidental pós-cristã cujo ambiente secularizado torna difícil sequer falar do Evangelho. A cultura secular acredita que acreditar em Deus está em pé de igualdade com acreditar em duendes, tendo uma falsa ideia de que aquele que segue a razão invariavelmente se tornará ateu ou agnóstico. E considerações culturais são importantes porque o Evangelho nunca é ouvido isoladamente; mas é sempre ouvido em relação ao contexto cultural em que a pessoa vive. Então, em uma cultura onde o cristianismo é no mínimo uma opção viável, há maior facilidade de testemunhar do Evangelho. É nisso que a apologética pode ser útil.

Fortalecer os crentes
As emoções nos levam até certo ponto na vida cristã, mas depois disto precisamos de algo mais substancial; e a apologética ajuda a ter parte deste algo mais substancial. Inclusive apologética pode ajudar (apesar de não poder impedir totalmente) pessoas de se desviarem. Contando uma experiência pessoal, um homem chegou para mim e me agradeceu porque um debate meu que ele viu foi o meio através do qual Deus impediu que ele se desviasse.
Precisamos nos alertar para necessidade da apologética em nossas famílias. Nossos jovens são atacados intensamente com a cosmovisão naturalista e relativista e se seus pais não estiverem intelectualmente engajados e tiverem bons argumentos em prol do teísmo cristão, estaremos no perigo iminente de perder nossa juventude. Não é suficiente ler histórias da Bíblia para nossos filhos. Eles precisam de doutrina e apologética.

Evangelizar descrentes
Apologética é um grande incentivo para o evangelismo, pois nada inspira mais confiança do que saber que temos boas razões para crer o que cremos e boas respostas para as perguntas dos descrentes. Os próprios apóstolos quando pregavam aos judeus apelavam à comprimento de profecias, aos milagres e à ressurreição de Jesus. Contudo, quando diante de um público gentílico, eles recorriam às obras da criação como evidência do Criador e, depois, às testemunhas oculares, afirmando que Deus se revelou através de Cristo e o ressuscitou.
Estes são três motivos que apresento porque apologética é benéfica e portanto, deveria fazer parte de nossas igrejas, de nossas famílias e de nossas vidas.

domingo, 11 de novembro de 2012

Como lidar com dúvidas sobre o Cristianismo?

Você já teve alguma dúvida sobre o Cristianismo? Perguntas difíceis em relação à Bíblia? William Lane Craig nos dá algumas instruções de como lidar com as dúvidas.


Por William Lane Craig. © Reasonable Faith. All rights reserved worldwide. Website: reasonablefaith.org 
Traduçãodeusemdebate.com
 

Vale o clique e, principalmente, a reflexão.

Rádio Reformada

Rádio Reformada
Santifica-os, a Tua Palavra é a Verdade.

Vale o clique e, principalmente, a reflexão.

Voltemos Ao Evangelho

Visitinhas