Em alguns dos textos que produzo, vez ou outra,
trago criticas àquilo que avalio não estar em conformidade com a Palavra
de Deus, a sã doutrina. É evidente que estou ciente de que trazer
criticas a certos comportamentos e grupos no meio gospel desagradaria
algumas pessoas, mas, nas últimas semanas, tenho recebido,
principalmente, dois tipos de comentários bem repetidamente: O primeiro
dizendo que, como cristão, não posso julgar, que a Bíblia proíbe isso.
Sobre esse comentário já escrevi uma resposta no artigo “A Bíblia diz que o cristão não pode julgar?”.
O segundo dizendo que a Bíblia não diz para o cristão criticar. Uma
pessoa chegou a me dizer que não acreditava ser possível se fazer uma
crítica construtiva e que os cristãos não devem “falar mal” ou criticar
um assunto, pessoa ou grupo “a” ou “b”, antes, devem orar sobre aquilo
ao invés de provocar discussões sobre o tema, através da critica,
principalmente se se tratar de criticas a líderes de igrejas.
Assim, resolvi pontuar, em uma breve pesquisa que fiz, alguns textos
bíblicos a respeito das criticas. Não vou me ater nas explicações desses
textos. Vou apenas citá-los e deixar que cada um faça sua critica – se
você achar que a Bíblia aprova o cristão ser crítico – se não aprova
isso, não faça nada, apenas medite nesses textos, se é que isso é
possível.
Paulo critica os falatórios profanos de Himeneu e Fileto: “Além disso, a linguagem deles corrói como câncer; entre os quais se incluem Himeneu e Fileto.” (2 Timóteo 2.17)
Jesus critica a postura dos fariseus com relação ao próximo:
“Atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros
dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.”
(Mateus 23.4)
Jesus critica – com palavras e atitudes – os que contaminavam o
templo com sua vendas profanas e os chama de salteadores (ladrões):
“Tendo Jesus entrado no templo, expulsou todos os que ali vendiam e
compravam; também derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que
vendiam pombas. E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada
casa de oração; vós, porém, a transformais em covil de salteadores.”
(Mateus 21.12-13)
João critica as palavras e atitudes maliciosas de Diótrefes:
“Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a
primazia entre eles, não nos dá acolhida. Por isso, se eu for aí,
far-lhe-ei lembradas as obras que ele pratica, proferindo contra nós
palavras maliciosas. E, não satisfeito com estas coisas, nem ele mesmo
acolhe os irmãos, como impede os que querem recebê-los e os expulsa da
igreja.” (3 João 1.9 -10)
Paulo critica a atitude de Elimás, o mágico, por atrapalhar a pregação da palavra de Deus ao procônsul :
“Todavia, Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, fixando
nele os olhos, disse: Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de
toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perverter os
retos caminhos do Senhor?” (Atos dos Apóstolos 13.9-10)
Paulo critica a atitude fingida de Pedro e dos que estavam com ele: “E
também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio
Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles. Quando, porém, vi
que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a
Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não
como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gálatas
2.13)
Jesus critica alguns grupos de religiosos de sua época: “Ai
de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos
sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente
estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós
exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios
de hipocrisia e de iniquidade. Ai de vós, escribas e fariseus,
hipócritas, porque edificais os sepulcros dos profetas, adornais os
túmulos dos justos e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos
pais, não teríamos sido seus cúmplices no sangue dos profetas! Assim,
contra vós mesmos, testificais que sois filhos dos que mataram os
profetas. Enchei vós, pois, a medida de vossos pais. Serpentes, raça de
víboras! Como escapareis da condenação do inferno?’ (Mateus 23.27-33)
PS.: É evidente que nem todo tipo de critica é boa e edificante.
Existem pessoas que criticam com o único e exclusivo intuito de causar
problemas. Porém, não podemos negar que a critica faz parte da defesa da
fé e da exposição e defesa da verdade. Nem sempre ela é agradável, mas
ela é necessária em muitos momentos – e é sim bíblica.
E VOCÊ, ACHA QUE A BÍBLIA NOS PROÍBE DE CRITICAR?


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