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sábado, 2 de fevereiro de 2013

A lei de Deus: O que é essa lei?

             
            A lei de Deus é uma expressão do caráter santo e moral d Deus (Tg 2.10-11). Nesse sentido, a lei de Deus é eterna, como o próprio Deus é eterno. Além disso, ela é também a boa dádiva de Deus para a humanidade (Rm 7.12). Deus criou a humanidade e o mundo para operar em conformidade com sua lei. Por esse motivo, quando a lei de Deus é compreendida e aplicada corretamente, ela é nosso deleite e alegria, nosso caminho para uma vida de sucesso, e não um fardo ou maldição (Js 1.8-9; Sl 112.1; 119.14, 16, 47-48, 97-113, 127-128, 163-167).
         Porém, a identificação, a interpretação e a aplcação correta da lei de Deus é uma tarefa complexa que exige uma análise das Escrituras como um todo. Deus revelou a sua lei a Adão e Eva na forma de suas responsabilidades gerais como portadores da imagem de Deus (Gn 1.27-30) e na proibição com respeito ao fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.15-17). Deus também revelou a sua lei a Noé e aos patriarcas israelitas de várias maneiras apropriadas às suas respectivas circunstâncias. No tempo de Moisés, Deus descreveu a sua lei em detalhes, de acordo com o estágio da história da salvação em que seu povo se encontrava e também inspirou a sua primeira codificação. Outras revelações transmitidas ao povo de Deus pelos profetas do Antigo Testamento também aplicaram a lei eterna de Deus a Israel, especialmente durante o período monárquico (2Sm 23.1-2; 24.11). Por fim, a lei eterna de Deus foi revelada por Cristo e seus apóstolos, cujos ensinamentos são sintetizados como sendo de autoridade no Novo Testamento (p. ex., Mt 5-7). Uma vez que o caráter de Deus é imutável e nunca se contradiz, em nenhum momento os princípios de conduta exigidos num estágio da revelação contradizem outras prescrições. E, no entanto, nunca são exatamente iguais.
            A expressão mais complexa da lei eterna de Deus na revelação bíblica aconteceu no período de Moisés, o grande legislador de Israel. Tradicionalmente, a teologia reformada dividiu a lei mosaica em três partes: a lei moral, a lei cerimonial (rituais, cultos, etc) e as leis civis ou judiciais (regras socias e criminais). Desde que nos lembremos que essas categorias se sobrepõem de várias maneiras, essa distinção tríplice é útil.
           Os Dez Mandamentos expressam os princípios morais básico da lei de Deus em dez regras simples, mas abrangentes. Essas leis são declaradas de modo um tanto abstrato e, portanto, podem ser aplicadas com relativa facilidade a todas as pessoas, lugares e épocas. As leis judiciais e cerimoniais, porém, são estreitamente ligadas a aspectos e circunstâncias da época. As cerimônias foram criadas para o culto no tabernáculo e no templo, e as leis judiciais visavam guiar Israel como nação teocrática. Esses aspectos da lei Moisés são relativamente difíceis de serem aplicados à ea do Novo Testamento, pois as cerimônias e a organização política de Israel se cumpriram em Cristo. Ainda assim, os princípios morais que alicerçam as leis cerimoniais e judiciais ainda devem ser aplicados ao nosso tempo.
             Por fim, o próprio Novo Testamento orienta o modo de vida dos cristãos do período posterior ao ministério de Cristo aqui na terra ao fornecer suas próprias regras ou leis. A vida cristã não é desprovida de leis externas. Jesus ensinou vários princípios morais e demonstrou repetidamente como seus ensinamentos eram aplicações verdadeiras da lei de Moisés (Mt 5-7; 12.11-12; Mc 2.23-28). Os apóstolos também ensinaram os mandamentos de Deus à igreja (Jo 13.34; 1Co 14.37; 1Jo 2.7-8) e mostraram em várias ocasiões que essas prescrições eram aplicações da revelação do Antigo Testamento. Quando Paulo declarou, não estar "sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo" (1Co 9.21), po exemplo, quis dizer que tinha a obrigação de guardar toda a lei de Deus do mesmo modo que Cristo e os apóstolos a haviam aplicado às circunstâncias da igreja primitiva. Devemos seguir o exemplo de Jesus e de ser apóstolos e discernir os princípios morais ensinados ao longo das Escrituras e aplicá-los zelosamente à igreja e ao mundo de nosso tempo.

Fonte: Artigo extraido da Bíblia de Estudo de Genebra
2ª Edição Revisada e Ampliada

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A autorrevelação de Deus: Ele tem um nome?

            No  undo moderno, o nome de uma pessoa é apenas um rótulo de identificação. Nos tempos bíblicos, porém, os nomes pessoais costumavam ser escolhidos para informar, descrever de algum modo o caráter da pessoa ou as circunstâncias na ocasião do seu nascimento. Do mesmo modo, as Escrituras se referem com frequência aos nomes de Deus como modo de revelar o seu caráter. O Antigo Testamento celebra constantemente o fato de que Deus tornou o seu nome conhecido a Israel. Dentre os muitos nomes de Deus no Antigo Testamento, temos, na tradução para a nossa língua, deus Todo-Poderoso (Gn 17.1; 35.11), Altíssimo (Nm 24.16), Deus Altíssimo (Gn 14.18-22), o Criador de Israel (Is 43.15), o Santo (Is 43.15), o Santo de Israel (Sl 89.18).
            Não há dúvida de que o nome mais importante de Deus no Antigo Testamento é Yahweh, conforme a grafia empregada pelos estudiosos mais recentes (Jeová na grafia mais antiga), ou "o Senhor", como em várias traduções modernas da Bíblia. Apesar de Deus ter-se revelado aos patriarcas como Yahweh antes do tempo de Moisés (Gn 15.7; 28.13), ele declarou a Moisés que esse nome era especialmente significativo em seu tempo e o seria para o restante da história de Israel. Quando Deus falou a Moisés da sarça ardente, Moisés perguntou qual era o nome Deus. A primeira resposta foi "Eu Sou o que Sou" (ou "Eu Sereis o que Serei), nome abreviado em seguida para "Eu Sou". Deus é "O Senhor (o nome usado no lugar de Yahweh, traduzida como "Eu Sou"), o Deus de vossos pais" (êx 3.6, 13-16).
             O nome Yahweh é envolto em grande mistério. Tradicionalmente, esse nome em todas as suas formas era considerado o foco do caráter eterno, autossuficiente, autônomo e soberano de Deus, o modo sobranatural de existências que o sinal da sarça ardente havia indicado. Em tempos mais recentes, esse nome é associado de momdo bastante próximo à ideia de Deus é fiel e guarda a sua aliança. Quando Deus falou pela primeira vez na sarça ardente, revelou-se como Aquele que havia feito promessas aos patriarcas por meio da aliança firmada com eles (Êx 3.6). Essa revelação levou Moisés a perguntar o nome de Deus. Quando Deus revelou o seu nome como Yahweh, anunciou que não era apenas o Deus do passado, mas também o Deus que se lembra das promessas que havia feito na aliança e que opera em favor para os israelitas no Egito. Numa ocasião posterior de sua vida (Êx 33.18 - 34.7), Moisés pediu para ver a "glória" de Deus e, em resposta a esse pedido, Deus proclamou seu nome, Yahweh, da seguinte maneira: "Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado...". A fidelidade de Deus em cumprir suas alianças reaparece com frequência em passagens posteriores das Escrituras (Dt 7.9; Ne 9.7-8; Is 61.8; Jr 31.31-34). Tudo isso faz parte da revelação de sua natureza, pela qual ele deve ser adorado para sempre.
                Assim, não é difícil entender por que o nome de Deus é ligado muitas vezes à sua posse e autorização (Êx 23.21; Dt 18.19; 2Cr 7.14, Is 43.7). Também representa a presença invocável de Deus no templo de Salomão, onde está intimamente associado aos olhos atentos, ouvidos abertos e coração receptivo de Deus (2Cr 7.14-15). Nesse sentido, o nome de Deus é o objeto de oração e louvor (Sl 8.1; 113.1-3; 145.1-2; 148.5,13).


Fonte: Artigo extraido da Bíblia de Estudo de Genebra
2ª Edição Revisada e Ampliada
 

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