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sábado, 7 de agosto de 2010

Vida em Cristo - É Só Continuar Falando

de Robert Wolgemuth

Pais e filhas que conversam juntos permanecem juntos.

Ensinar corretamente a habilidade de conversar é uma das coisas mais importantes que um pai pode fazer. A habilidade de você e sua filha trocarem palavras eficazmente - e os sentimentos normalmente ligados a elas - construirá uma ponte entre os dois que durará o resto de sua vida.

Desde quando ela é pequena, você tem que ensinar sua filha a respeitar conversação - palavras que ligam dois seres humanos. Esta lição normalmente é ensinada quando ela o interrompe enquanto você está falando com sua esposa ou outra pessoa.

A primeira vez, e toda vez, que isso acontece, você tem que parar de falar. Então olhe para sua filha e diga, “Querida, eu estou conversando. Tão logo acabemos de falar, você e eu poderemos conversar. Eu prometo. Você entende?”

Daí, quando você tiver terminado, vá para sua filha e pergunte o que ela tem para lhe dizer. Ela pode ter esquecido. Se ela tiver, comece a conversar. Enquanto você estiver falando com sua filha, tenha o cuidado de olhar nos olhos dela. Não deixe sua mente vagar. Preste atenção o máximo que você puder.

Ao escutar cuidadosamente enquanto ela estiver falando, você está dizendo a sua filha pelas suas ações que conversação é muito importante. Você também está comunicando seu amor por ela.

Tempo para Conversar

Quando sua filha é pequena, não há muitas coisas interessantes sobre as quais você pode conversar. Você mora num mundo que é estranho a ela. Você tem pressão no trabalho e está lutando para pagar as contas. Ela tem uma boneca que machucou o joelho. Como é que você pode encontrar coisas para conversar e tempo para falar sobre elas?

Um bom amigo cedo me ensinou uma lição na minha vida de pai. “Nos fins de semana, nunca vá para qualquer lugar só”, ele me disse. Um conselho simples com conseqüências maravilhosas. Tomando a sugestão dele, eu raramente fiz minhas tarefas sozinho. Eu sempre levei comigo uma ou ambas as minhas filhas, Missy e Julie.

Enquanto íamos, eu fazia perguntas. “Olhe lá. Você alguma vez viu tantos carros? Queria saber quantos há.” Missy começaria contando.

Ou eu diria, “Daqui até a loja, vamos contar quantos caminhões ultrapassamos”. Ou eu poderia perguntar, “Se você fosse um animal qualquer, qual você gostaria de ser?”

Logo cedo, nós construímos uma ponte de palavras que nos uniram de forma permanente.

Nenhuma Mesa de Crianças

Quando eu era criança, os feriados eram cheios de grandes conversas familiares, especialmente ao redor da mesa de jantar. Relembrando aqueles grandes banquetes, eu recordo que eu freqüentemente era recrutado para ajudar a montar uma ou duas mesinhas junto à mesa principal, de modo que ficávamos numa enorme mesa na sala de estar.

Estas mesinhas normalmente eram de uma altura diferente da mesa principal, mas para minha mãe, não havia problema. “Considerando que nós somos uma família”, ela diria, “nós vamos comer juntos. Todos numa mesa só. Não vai ter mesa só de crianças na varanda ou noutro quarto.”

Ela tinha razão. Como crianças, meus três irmãos, duas irmãs e eu aprendemos a importância de conversação. Nós aprendemos que a mesa de jantar não era um balcão de lanchonete coberto com comida. Nós aprendemos que a hora de sentar para uma refeição era um tempo importante de conversar, de escutar outros e de ser ouvido. Hoje eu agradeço isso.

Só Para Meninas?

Você pode estar querendo saber, especialmente se você também tiver um filho, “Será que não é importante ensinar um menino a conversar também?”

Sim é, mas há várias razões porque eu coloco mais importância em conversação entre você e sua filha. Primeiro, meninas tornam-se adeptas à conversação numa idade mais cedo que os meninos. Se você for um bom instrutor em conversação para ela, ela ensinará outros, especialmente meninos, o que ela aprende com você. À medida em que ela aprende a conversar com meninos, ela descobrirá o que é importante para eles. Ela ficará menos surpresa com o sistema de convicções equivocadas ou a bússola moral quebrada de um menino, se ela falar regularmente com ele.

Porque sua filha aprendeu a arte de boa conversação, será menos provável que ela seja pega em situações físicas comprometedoras. Uma razão é que ela saberá como expressar abertamente o compromisso dela com a pureza e o medo que ela tem das conseqüências de contato íntimo antes do casamento. Também, namorados jovens normalmente escolhem entre falar e tocar. Eles não fazem ambos simultaneamente. Minha preferência é para minha filha falar!

Um Presente Que Será Devolvido

Se você der a sua filha o presente da habilidade de conversar, ela devolverá o presente muitas vezes no futuro. Deixe-me ilustrar.

No meu aniversário de quarenta e quatro anjos, eu recebi o telefonema que todo empresário teme. O homem que ligou tinha uma mensagem breve:

“Roberto, nós temos que executar a hipoteca do empréstimo para sua empresa. Eu sei o que isto significa, e sinto muito. Eu tenho que fazer o que eu tenho que fazer.”

Depois que a ligação terminou, eu fiquei aturdido. Eu respirei fundo, entrei no escritório de meu sócio, e contei as notícias. Nossos olhos encheram de lágrimas quando cogitamos as conseqüências daquele telefonema.

Alguns minutos depois, nós reunimos todos os funcionários. Eu e meu sócio tínhamos feito o possível para protegê-los das tempestades pelas quais nosso negócio havia passado. Porém, agora tínhamos que explicar que estavam desempregados e deveriam começar a procurar outro emprego.

Eu voltei para meu escritório, fechei a porta, e liguei para minha esposa. Quando eu ouvi a voz dela, eu desmoronei e chorei incontrolavelmente. Uma vez que recuperei minha compostura, eu contei o que tinha acontecido. “Nós perdemos tudo, querida”, eu disse. “Não dá para acreditar.”

Durante as próximas semanas, eu tive que fazer muitas ligações dolorosas. Uma das mais difíceis foi para Missy, naquela época no segundo ano da faculdade. Depois de falar sobre o fechamento da minha empresa, eu a avisei que depois daquele semestre nós não poderíamos continuar pagando a faculdade particular dela.

A resposta dela foi rápida e cheia da resolução de um adulto. “Está tudo bem, Papai”, ela disse. “Eu amo esta escola, mas se eu precisar trabalhar durante um ano para ajudar a pagar as contas, eu farei isso.”

O resto da conversa foi cheio de ternura e afirmação. Quando nós desligamos, eu agradeci Missy pelo encorajamento dela. Eu falei para ela como era grato que ela ainda acreditava em mim, e o quanto eu a amava.

Naqueles momentos, nossos papéis tinham invertido. Eu precisava de minha filha mais do que ela precisava de mim. E porque eu tinha lhe ensinado a arte de escutar e conversar quando ela era pequena, ela podia devolver o presente então a mim.

Dê a sua filha o mesmo presente.

Apêndice

Lista de conferição de construtor


Conversação é absolutamente fundamental em sua relação com sua filha. Mas não acontecerá automaticamente. Aqui estão alguns lembretes:

1. Mostre a sua filha que palavras são maravilhosas. Leia para sua filha antes mesmo que você pense que ela pode compreender uma palavra. Isso criará nela um amor por palavras.

2. Procure lugares especiais, só para você e ela. Pode ser uma lanchonete velha ou um parque da cidade. Não tem que ser sofisticado ou caro; basta que seja um lugar onde os dois gostem de conversar.

3. Peça desculpas por palavras infelizes. Já que você é normal, você vai dizer a coisa errada no momento errado. Você vai ferir os sentimentos de pessoas, incluindo sua filha. Deixe-a ouvir o pai dela se corrigir, e se necessário, pedir o perdão dela.

4. Saiba que tudo isso levará tempo e paciência. Mas a recompensa de ver uma filha crescer e se tornar um de seus melhores amigos é incrível. E este relacionamento crescerá através da conversação.

Este artigo é adaptado de “Ela Me Chama de Papai”, de Robert Wolgemuth, publicado por Focus on the Family. Copyright © 1996 Robert Wolgemuth. Todos os direitos reservados.

Para uma tocante mensagem sobre a importância que os pais fazem na vida das suas filhas, veja o artigo "Pais e Filhas"

Vida em Cristo - Pais e Filhas



de Heather Helton

Pais, este artigo está em nome de suas filhas que precisam de vocês desesperadamente. Estas palavras não vêm com a intenção de culpar, machucar, ou apontar dedos, mas para provocar reação em vocês. A entrarem em ação. Nós, filhas feridas, somos um dilema nacional. Vocês não ouvirão falar de nós no jornal das oito, mas estamos aqui.

Estamos vivendo debaixo do seu teto, comendo da mesma mesa de jantar que você, vertendo da mesma jarra de suco. Estamos passando pelo menos dezoito anos, ou 6.570 dias com você em casa. Nós passamos por você no corredor e ficamos curiosas sobre por que nós não somos interessantes o bastante para chamar sua atenção. Queremos saber o que é que um jogo na televisão ou um jornal tem que nós não temos. Ficamos curiosas para saber por que você não fica tão animado com suas filhas quanto você fica com aquele jogo de campeonato.

Estamos atentas ao fato de que você não parece muito interessado em nossas palavras, nossos sentimentos, nossas convicções mais íntimas e nossas dúvidas. Embora você não veja, por dentro estamos chorando.

Quando você nos ignora você está mudando o que nós somos. Você está mudando o que fomos feitas para ser, e não para o melhor. Você pode não ver qualquer impacto de sua ausência emocional agora, mas logo você verá. Quando começarmos a beber, usar drogas, e ter relações antes de casar, então você verá. Quando nós enganarmos, mentirmos, dirigirmos alcoolizadas, namorarmos sujeitos ruins, e acabarmos grávidas fora de casamento, então você verá. Você verá nossa baixa auto-estima manifestada. Nossa insegurança tomará vida e você provavelmente ficará furioso conosco. Mas, você não devia estar. Você devia estar furioso é com você mesmo, por não prestar mais atenção a nós quando nós éramos pequenas meninas.

Pais, nós estamos doendo.

Pais, nós lhes agradecemos a educação, nosso abrigo, comida, e roupas. No entanto, pais, nós precisamos de mais.

Nós temos corações sensíveis. Mas você não saberia disso porque você nunca fitou nossos corações.

Nós não somos como meninos. Talvez meninos podem ser duros, mas nós precisamos da ternura do nosso papai.

Nós precisamos de seu conforto quando doemos.

Nós precisamos que você nos ame afetuosamente com um amor constante, para que saibamos o que procurar num homem quando nós crescermos. Por constantemente, eu quero dizer constantemente. Diariamente. De hora em hora. Todo o tempo.

E quando você está em casa conosco, realmente esteja em casa conosco. Ler o jornal e ir para cama, enquanto não diz uma só palavra o tempo todo a nós, não é estar conosco.

Nós nos sentimos ignoradas.

Nós nos sentimos tristes.

Você nos faz sentir inseguras sobre nós mesmas. E pior de tudo, você está moldando – ou destruindo – nossa imagem do é que paternidade.

Sim, você está nos moldando. O que nós nos tornaremos está em suas mãos. Você não sabia? Você está nos moldando literalmente como barro.

Talvez você nos quis, talvez não. O fato permanece: NÓS ESTAMOS AQUI.

Nós somos humanas, estamos vivas, e precisamos mais de você.

Talvez você se relaciona melhor com meninos. Nós não somos meninos. Nós precisamos mais de você.

A maneira como você trata nossas mães é crucial para que saibamos como desenvolver nosso próprio relacionamento amoroso. Quando você fere nossa mãe de qualquer forma, nós não gostamos. Nossas mãe estava lá, tentando preencher o vazio que você escolhe deixar diariamente em nossas vidas. Você não entendeu isso?? Você devia se desdobrar agradecendo nossa mãe por assumir o que você largou.

O que é mais importante de tudo, nós vemos nosso Pai Celestial na mesma luz que nós vemos nossos pais terrestres. Se você nos ignorar, acreditamos então que Deus nos ignora. Se você nos ferir, nós vemos Deus como um que nos fere. Se você age como você não quer estar junto de nós, nós vamos acreditar que Deus não deve querer ou estar junto de nós também. Você é o elo! Você está segurando a chave!

Há uma canção de John Mayer chamado "Filhas." (“Daughters” em inglês) Procure esta música, compre-a, e escute.

Nós somos mesmo criaturas muito delicadas.

E nós precisamos de você.

Isso aí é o ponto.

Não estamos tentando lhe ferir ou lhe derrubar.

Mas estamos rogando que você preste atenção em nós.

Se você não o fizer, nós não cresceremos emocionalmente e isso afetará o resto de nossas vidas, nossos cônjuges futuros, nossos filhos futuros e todos os nossos relacionamentos para sempre.

Por favor, passe o quanto tempo puder conosco. Tempo de qualidade.

Diga para nós que somos bonitas.

Diga para nós que somos talentosas.

Diga para nós que você nos ama mais do que você imaginava que era possível.

Fale para nós.

Se nós não ouvimos coisas boas de você sobre nós, nós não cresceremos emocionalmente ou espiritualmente e isto nos afetará fisicamente. Toda ênfase que podemos dar a isso é pouco!

Nós nos voltaremos a outras fontes para nos fazer sentir bem, estando elas certas ou erradas.

Então você ficará furioso conosco por nos voltarmos àquelas coisas. Mas a realidade é que, se você tivesse formado relacionamentos de verdade, relacionamentos íntimos, amorosos, honestos e genuínos conosco, nós não teríamos procurado essas coisas.

Esses meninos pelo menos nos fazem sentir especiais. Você nunca fez isso!

Álcool e drogas pelo menos tiram nossas mentes da nossa depressão e ansiedade que você deixou conosco nos ignorando todos estes anos.

Vocês vêem, pais, é realmente simples.

Só prestem atenção.

E amem-nos.

Para algumas dicas para pais de filhas, veja a mensagem É Só Continuar Falando

Vida em Cristo - Avistando a Nova Terra

de Max Lucado

Passávamos uma semana de férias no Colorado, e nossa família juntou-se a várias outras pessoas para subir ao topo de uma montanha de 14 mil pés de altura. Nós a escalaríamos da maneira mais fácil, dirigindo até onde fosse possível e cumprindo a trilha final a pé. Vocês, bons colegas andarilhos, teriam ficado aborrecidos. Mas, para uma família com três pequenas garotas, era quase tudo que podíamos fazer.

A jornada foi tão bela quanto cansativa. Fui coagido a lembrar como o ar era leve, fino, ao contrário da minha cintura.

Nossa filha Sara, de quatro anos, teve sua dificuldade duplicada. Uma queda logo nos primeiros minutos deixou-a com o joelho esfolado e, conseqüentemente, com problemas para caminhar. Ela não quis andar. Na verdade, recusou-se a fazê-lo. Queria uma carona. Primeiro em minhas costas, depois nos braços da mãe, de volta às minhas costas, então nas costas de um amigo, nos braços da mãe... bem, você já entendeu.

Na verdade, sabemos como ela se sentiu. Você também tem caído e pedido ajuda, e também tem recebido.

Todos nós precisamos de auxílio algumas vezes. Esta jornada é íngreme, e alguns desistem dela.

Alguns param de escalar. Outros apenas sentam. Ainda estão perto da trilha, porém não estão nela. Não abandonam a viagem, mas não continuam. Não descem do cavalo, porém não o estimulam a andar. Não renunciam, e também demoram a se decidir.

Apenas pararam de andar. Muito tempo é gasto em volta da fogueira, falando sobre como as coisas costumavam ser. Alguns permanecem sentados no mesmo lugar durante anos. Eles não mudarão. As orações não se aprofundarão. A devoção e a paixão não irão aumentar.

Alguns tornam-se até cínicos. Desdenham do viajante que os animam a prosseguir a jornada. Afligem o profeta que os desafia a ver a montanha. Afligem o explorador que os relembra seu chamado... peregrinos não são bem-vindos aqui.

Assim, o peregrino desloca-se junto com o fazendeiro.

Muda para a mesma monotonia.

Muda por segurança.

Muda para o banco de areia.

Espero que você não faça isso. Em caso afirmativo, porém, espero que não desdenhe o peregrino que o chama de volta à jornada.

Vale a pena continuar caminhando.

Enquanto tentava inutilmente convencer Sara a andar, eu procurava descrever o que estávamos para ver.

- Será tão lindo - eu dizia a ela. - Você verá todas as montanhas, o céu, as árvores.

Não deu certo. Ela queria ser carregada.

De qualquer modo, ainda era uma boa idéia. Mesmo que não desse certo. Nada impulsiona uma jornada como a visão do topo da montanha.

A propósito, um grande cenário também aguarda você. O escritor hebreu dá-nos uma parte da Geografia Celestial. Vejam como ele descreve o topo da montanha de Sião. Ele diz que, ao alcançarmos a montanha, teremos chegado à "cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos, à universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel" (Hb 12.22-24).

Que montanha! Não será ótimo conhecer os anjos? Finalmente ver como se parecem e quem são? Ouvi-los contar os momentos que estiveram ao nosso lado, até mesmo em nossas casas?

Imagine o encontro dos primogênitos. A reunião de todos os filhos de Deus. Sem ciúmes. Competição. Divisão. Precipitação. Seremos perfeitos... puros. Não haverá mais erros, pecados. A cobiça cessará. Fofocas serão silenciadas. O rancor será extirpado para sempre.

E, imagine ver Deus. Finalmente olhar a face de nosso Pai. Sentir o olhar de Deus para você. Isto nunca mais terá fim.

Ele cumprirá sua promessa. Eis que faço novas todas as coisas, Ele prometeu. Limparei de seus olhos toda lágrima. Restaurarei o sorriso apagado pela dor. Tocarei novamente as sinfonias não ouvidas pelos surdos e o pôr-do-sol nunca visto pelos cegos.

Os mudos cantarão. O pobre será farto. As feridas, saradas.

Farei novas todas as coisas. Restaurarei todas as coisas. As crianças atingidas por doenças correrão para os seus braços. A liberdade perdida pela opressão dançará em seu coração. A paz de um coração puro será o meu presente para você.

Farei novas todas as coisas. Nova esperança. Nova fé. E, mais do que tudo, novo amor 0 amor do qual todos os amores falam. O amor diante do qual todos os amores perdem o brilha O amor que você tem procurado em centenas de portas, em centenas de noites.., este amor vindo de mim, será seu.

Que montanha! Jesus estará lá. Você anseia vê-lo, e final-mente o fará. E interessante a descrição do que veremos. O escritor não menciona a face de Jesus, conquanto a veremos. Não se refere à voz de Jesus, conquanto será ouvida. Ele menciona algo de Jesus que a maioria de nós jamais pensaria ver. O sangue de Jesus. O sangue carmesim derramado na cruz. O líquido de vida que saiu de sua fronte, de suas mãos, do seu lado.

O sangue humano do Cristo divino. Cobrindo nossos pecados.

Proclamando a mensagem: Fomos comprados e jamais poderemos ser vendidos.

Que momento! Que montanha!

Acredite-me quando digo que valerá a pena. Nenhum custo é muito alto. Se você precisa pagar o preço, faça-o. Nenhum sacrifício é grande demais. Caso precise deixar a bagagem no caminho, faça-o! Nenhuma perda pode ser comparada. Prossiga a qualquer custo! Pelo amor de Deus, prossiga!

Valerá a pena, asseguro-lhe. Ao avistar o topo, a dor da trilha será justificada.

A propósito, nosso grupo finalmente subiu a montanha. Ficamos mais ou menos uma hora no topo, tirando fotos e apreciando a vista. Mais tarde, no caminho de volta, ouvi a pequena Sara exclamar orgulhosa:

- Consegui!

Eu ri. Não você, pensei. Sua mãe e eu a carregamos. Amigos e familiares a ajudaram subir esta montanha. Você não fez nada.

Mas eu não disse qualquer palavra, pois tenho recebido o mesmo tratamento. Assim como você. Podemos pensar que estamos escalando, mas estamos pegando uma carona. Uma carona nas costas do Pai, o qual deseja que caminhemos em direção ao Lar. O Pai que não fica nervoso quando cansamos.

Além do mais, Ele sabe o que é escalar uma montanha.

Ele escalou uma por nós.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Vida em Cristo - Volte Para Casa

de Max Lucado

Inglaterra. Século dezenove. Natal. Numa pequena cidade, existe a tradição de uma festa geral na qual todas as crianças recebem presentes. E uma ocasião festiva; os sorrisos alegres dos pequeninos, uma árvore alta na praça, pacotes coloridos. Existe um rapaz retardado na cidade que, devido à sua deficiência, é vítima de muitas brincadeiras cruéis. A peça que lhe pregam nesse dia de Natal é a mais cruel de todas.

À medida que a montanha de presentes vai ficando menor e menor, seu rosto vai ficando mais e mais comprido. Ele é velho demais para um presente, mas não sabe disso. Seu coração infantil está pesado enquanto ele observa todos receberem presentes, menos ele próprio. Então alguns dos meninos vêm a ele com um presente. O seu é o último debaixo da árvore. Seus olhos dançam enquanto ele olha o pacote vistosamente embrulhado. Sua excitação aumenta quando arranca as fitas. Seus dedos se atropelam para rasgar o papel. Mas quando ele abre a caixa, seu coração afunda.

Está vazia.

O embrulho era atraente. As fitas eram vivamente coloridas. O exterior era suficiente para fazê-lo chegar ao interior; mas quando ele chegou ao interior, a caixa estava vazia!(1)

Você já esteve nessa situação alguma vez?

Muitas pessoas estiveram.

Uma jovem mãe chora silenciosamente em seu travesseiro. Toda a vida ela havia sonhado com o casamento. "Se apenas eu pudesse ter um lar. Se apenas pudesse ter um marido e uma casa."

E, assim, agora está casada. A lua-de-mel acabou-se há muito tempo. O túnel que ela escavou para sair de uma prisão apenas levou a outra. Seu país encantado tornou-se um país de fraldas sujas, dificuldades de transporte e contas.

Ela partilha a cama com um marido a quem não ama. Ouve o sono calmo de uma criança que não sabe como criar. E sente a areia de sua juventude escoar-lhe por dentre os dedos.

Um homem de negócios de meia idade senta-se em seu luxuoso escritório, olhos fixos fora da janela, sem nada ver. Um carro esporte vermelho alemão espera por ele no estacionamento. Há um anel de ouro em seu dedo e um cartão de crédito dourado em sua carteira. Seu nome está gravado em metal numa porta de nogueira e numa escrivaninha de nogueira. Seu terno é feito por alfaiate. Seus sapatos são costurados a mão, seu nome é bem conhecido. Ele devia ser feliz. Possui tudo o que se dispôs a obter quando se postou ao pé da escada olhando para cima. Mas agora que tem o que deseja, ele não mais o deseja. Agora que está no topo da escada, vê que esta encontra-se encostada no prédio errado.

Ele deixou a jovem esposa submersa na poeira de sua ambição. As crianças que o chamavam de papai já não o chamam de papai; têm um novo pai. E embora possua tudo que o sucesso oferece, ele o trocaria para ter um lar ao qual pudesse retornar nessa noite.

Já contei os buracos nas placas do teto cem vezes." A voz tremeu a despeito de uma tentativa de parecer estável. "Dizem que ficarei engessado seis semanas. Também dizem que tenho sorte em estar vivo."

Sua voz mal podia ser ouvida através da máscara de oxigênio. A pele de sua testa e do nariz estava esfolada. "Eles ficam perguntando do que me lembro. Nem mesmo me lembro de ter entrado no carro, quanto mais de dirigi-lo. Eu jamais havia experimentado craque antes. Acho que tomei demais. Pensarei antes de experimentá-lo novamente. Na verdade, parece que vou ter tempo mais do que suficiente para pensar."

Nenhuma brincadeira. Nenhum barulho. Nenhuma luz piscando. Seus sonhos se tornaram realidade, mas em vez de o deixarem dormir, estão fazendo com que fique acordado. O que você faz numa hora dessas? Aonde você vai quando o desfile pára? Seus fracassos sugam o alicerce arenoso do seu futuro, arrancando-o de sob você. E agora, o que fazer?

Pode culpar o mundo. O filho pródigo podia ter feito isso. De fato, provavelmente foi o que fez (Lucas 15:11-27).

O rapaz mirou o seu reflexo na poça enlameada. Ele questionou se o rosto era realmente seu. Não se parecia consigo.

A chama dos olhos estava agora apagada. A risadinha irônica havia sido humilhada. A atitude leviana dera lugar à sobriedade.

Ele revirou de ponta-cabeça e aterrissou de cara no chão.

Não bastava estar sem amigos. Não bastava estar sem um tostão. Não bastava penhorar seu anel, seu casaco, até mesmo os sapatos. As longas horas de perambulação pelas ruas não o quebraram. Você poderia pensar que as noites passadas com apenas um travesseiro de alojamento ou os dias passados arrastando um balde de lavagem forçariam uma mudança no coração.

Mas não. O orgulho é feito de pedra. Fortes batidas podem lascá-lo, mas é necessário o malho da realidade para quebrá-lo.

O dele estava começando a rachar.

Os primeiros dias de miséria foram provavelmente cheios de vapor do ressentimento. Ele estava bravo com todos. Todos tinham culpa. Seus amigos não deviam tê-lo abandonado. E seu irmão devia vir e livrá-lo. Seu patrão devia alimentá-lo melhor e seu pai jamais devia tê-lo deixado partir em primeiro lugar.

Ele deu aos porcos os nomes de cada um deles.

O fracasso convida a apontar o dedo e passar adiante a responsabilidade. A pessoa pode estar sem dinheiro, sem emprego e sem amigos, mas jamais estará sem alguém a quem culpar.

Às vezes é a família:
"Se meus pais tivessem levado mais a sério a sua tarefa..."
"Se meu marido não fosse tão egoísta..."
"Se meus filhos tivessem algum respeito por mim..."
"Se me tivessem ensinado a usar o peniquinho mais cedo..."

As vezes é o sistema:
"Ninguém pode tirar nota boa nesta escola!"
"Se me tivessem dado uma oportunidade igual, eu teria sido promovido."
"Este lugar está todo `arranjado'."
"Não há como alguém possa subir nesta vida."

Até mesmo a igreja já foi responsabilizada por algumas coisas.
"Oh, eu freqüentaria a igreja, mas você sabia que fui à igreja uma vez em 1958 e ninguém veio me visitar?"
"Aquele grupo de gente? Um bando de hipócritas."
"Tenho planos de voltar para a igreja. Assim que eu encontre uma que esteja ensinando a doutrina certa, abrigando todos os desabrigados, alimentando todos os doentes e dando prêmios de assiduidade, então voltarei."

Logo, você está certo e os demais errados. Você é a vítima e o mundo é o seu inimigo.

Uma segunda opção é a de continuar as brincadeiras, só que desta vez com um pouco mais de abandono.

Minha esposa tem um primo chamado Rob. Rob é um ótimo sujeito. Seu bom coração e sorriso amistoso o tornam querido de todos. Ele é o tipo de pessoa a quem você pode recorrer quando não pode apelar para mais ninguém.

Assim, quando as Bandeirantes precisaram de alguém que se fantasiasse de monstro numa festa para arrecadar fundos, quem foi que chamaram? Acertou. Rob.

Mas houve alguns problemas. Primeiro, ninguém previu que o dia da campanha estaria tão quente. Segundo, Rob não sabia que a fantasia seria tão grande. Terceiro, quem teria imaginado que os óculos de Rob embaçariam tanto que ele não conseguiria enxergar? Enquanto ele estava sentado no palco esperando sua vez de falar, o calor dentro da máscara cobriu-lhe os óculos de vapor. Ele não os podia limpar — as patas eram grandes demais para caber no buraco dos olhos.

Ele começou a ficar preocupado. A qualquer momento seria chamado para fazer uma palestra e não podia, nem mesmo, ver onde estava o palco!

Assim, sussurrou pedindo ajuda. A fantasia era espessa demais e seus apelos não foram ouvidos.

Ele começou a abanar as mãos. O que ouviu em resposta foram gritinhos de alegria das crianças. Acharam que ele acenava para elas!

Ao ouvir essa história, ri. . . e depois suspirei. Era conhecida demais. Pedidos de ajuda abafados atrás de rostos fantasiados? Medo escondido atrás de um sorriso pintado? Sinais de desespero confundidos com sinais de alegria?

Diga-me se isso não descreve o nosso mundo.

Desde que Eva costurou as folhas de figueira para cobrir Adão, temos estado a disfarçar as nossas verdades.

E ficamos melhor a cada geração.

A criatividade de Michelangelo não é nada se comparada à maneira como um homem calvo usa alguns poucos fios de cabelo. O mago Merlin ficaria espantado com a nossa capacidade de apertar uma cintura de lenhador em calças tamanho bailarina.

Somos mestres em disfarces. Carros são dirigidos para impressionar. Calças jeans são compradas para retratar uma imagem. Sotaques são adquiridos para esconder uma herança. Nomes importantes são mencionados. Pesos são levantados. Lorotas são contadas. Brinquedos são comprados. Conquistas são professadas.

E ignoramos a dor. E, com o tempo, o verdadeiro eu fica esquecido.

Os índios costumavam dizer que dentro de cada coração existe uma faca. Essa faca anda como a mão que marca os minutos num relógio. Toda vez que o coração mente, a faca gira um pouco. Ao girar, ela corta o coração. Ao girar, ela entalha um círculo. Quanto mais ela gira, mais amplo se torna o círculo. Após a faca ter girado uma volta completa, uma trilha foi recortada. O resultado? Nada resta da dor, nada resta do coração.

Uma escolha que o rapaz no chiqueiro dos porcos tinha era a de voltar ao baile de máscaras e fingir que estava tudo bem.

Ele podia ter recortado sua integridade até a dor desaparecer. Poderia ter feito o que fazem milhões de pessoas. Poderia ter passado toda uma vida no chiqueiro fazendo de conta que era um palácio. Mas não foi o que fez.

Algo lhe disse que esse era o momento da verdade e para a verdade.

Olhou na água. O rosto que viu não era bonito — enlameado e inchado. Ele desviou os olhos. "Não pense nisso. Você não é pior do que os outros. As coisas vão melhorar amanhã."

As mentiras antecipavam um ouvido receptivo. Sempre o haviam encontrado antes. "Não desta vez", murmurou ele. E mirou o seu reflexo.

- Quão baixo caí.

Suas primeiras palavras da verdade.

Ele olhou dentro dos próprios olhos. Pensou em seu pai. — Sempre disseram que eu tinha os seus olhos.

Podia ver a mágoa no rosto do pai quando lhe havia dito que estava de partida.

- Quanto devo tê-lo magoado.

Uma rachadura ziguezagueou através do coração do rapaz.

Uma lágrima pingou na poça. Outra logo se seguiu. Depois outra. Então o dique rompeu-se. Ele enterrou o rosto nas mãos sujas enquanto as lágrimas fizeram o que lágrimas fazem tão bem: limparam-lhe a alma.

Seu rosto ainda estava molhado quando ele se sentou perto do charco. Pela primeira vez em muito tempo pensou no lar. As lembranças aqueceram-no. Lembranças de risos em torno da mesa do jantar. Lembranças de uma cama quentinha. Lembranças de noites na varanda com o pai enquanto ouviam o som hipnótico dos grilos.

- Pai. Ele disse a palavra em voz alta enquanto olhava para si mesmo. — Costumavam dizer que eu era parecido consigo. Agora o senhor nem mesmo me reconheceria. Puxa vida, dei com os burros n'água, não dei?

Ele ergueu-se e pôs-se a andar.

A estrada que levava de volta ao lar era mais longa do que se lembrava. Na última vez que viajara por ela, seu estilo havia feito cabeças voltarem-se. Se fizesse cabeças se voltarem dessa vez, seria por causa do seu fedor. Suas roupas estavam rasgadas, o cabelo emaranhado, os pés pretos. Mas isso não o incomodava porque, pela primeira vez em todo um calendário de sofrimentos, ele estava com a consciência limpa.

Estava voltando ao lar. Voltava ao lar como um homem transformado. Não exigindo receber o que merecia, mas disposto a aceitar qualquer coisa que pudesse receber. "Dê-me" havia sido substituído por "ajude-me", e sua rebeldia havia sido substituída pelo arrependimento.

Voltou pedindo tudo, nada tendo para dar em troca. Não tinha dinheiro algum. Não tinha desculpa alguma.

E não tinha a menor idéia de quanto o pai havia sentido a sua falta.

Não tinha a menor idéia do número de vezes em que o pai se havia detido entre duas tarefas a fim de espiar pelo portão da frente a ver se enxergava o filho. O rapaz não tinha a menor idéia do número de vezes em que o pai havia acordado de um sono inquieto, ido ao quarto do filho e sentado na cama do rapaz. E o filho jamais teria acreditado nas horas em que o pai havia-se sentado na varanda, próximo da cadeira de balanço vazia, olhando, anelando por ver aquele vulto conhecido, aquele andar aquele rosto.

Enquanto o rapaz fazia a curva que levava à casa, ensaiava mais uma vez o que iria dizer.

"Pai, pequei contra os céus e contra ti."

Ele aproximou-se do portão e colocou a mão na tranca. Começou a levantá-la, depois se deteve. O plano de ir para casa subitamente parecia tolo. "O que adianta?", ele ouviu-se perguntando a si mesmo. "Que chance tenho?" Inclinou a cabeça, voltou-se e começou a se afastar.

Então ouviu os passos. Ouviu as batidas de sandálias. Alguém estava correndo. Ele não se voltou para olhar. É provavelmente um empregado vindo me afugentar ou meu irmão mais velho querendo saber o que estou fazendo de volta à sua propriedade. Começou a afastar-se.

Mas a voz que ouviu não era a voz de um empregado nem a voz do irmão; era a voz do pai.
- Filho!
- Pai?

Ele virou para abrir o portão, mas o pai já o tinha aberto. O filho olhou o pai parado na entrada. Lágrimas brilhavam em suas faces enquanto braços se estendiam do leste ao oeste convidando o filho a vir para casa.

- Pai, pequei... As palavras foram sufocadas enquanto o rapaz enterrava o rosto no ombro do pai.

Os dois choraram. Por uma eternidade, ficaram junto ao portão entrelaçados como se fossem um. As palavras eram desnecessárias. O arrependimento havia ocorrido, o perdão havia sido concedido.

O rapaz estava em casa.

Se existe uma cena nesta história que merece ser emoldurada, é a do pai com as mãos estendidas. Suas lágrimas comovem. Seu sorriso emociona. Mas suas mãos nos chamam ao lar. Imagine essas mãos. Dedos fortes. Palmas enrugadas com as marcas da vida. Abertas, estendidas como um largo portão, deixando a entrada como única opção.

Quando Jesus contou essa parábola do pai amoroso, pergunto-me, será que ele usou as mãos? Quando chegou a esse ponto na história, será que abriu os braços para ilustrar o que dizia?

Será que ele percebeu os pensamentos daqueles na audiência que estavam refletindo deste modo: "Eu jamais poderia ir para casa. Não depois da vida que tive"? Será que ele viu uma dona de casa olhar para o chão e um homem de negócios sacudir a cabeça como que a dizer: "Não posso começar de novo. Fiz uma embrulhada grande demais"? E será que ele abriu os braços mais ainda como que a dizer: "Sim. Pode, sim. Pode vir para casa"?

Se ele fez ou deixou de fazer isso aquele dia, não sei. Mas sei que o fez mais tarde. Ele estirou as mãos tanto quanto pôde. Forçou os braços a se abrirem tanto que doeu. E para provar que esses braços jamais se cruzariam e que essas mãos jamais se fechariam, ele fez com que fossem pregados abertos.

Ainda estão assim.

1. Essa história é popularmente atribuída a Harry Emerson Fosdick.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Vida em Cristo - Prova Viva

de Max Lucado

- Jenna, acorde, está na hora de ir à escola.

Ela ouvirá essas palavras milhares de vezes na vida. Mas ouviu-as pela primeira vez esta manhã.

Sentei-me na beira de sua cama algum tempo antes de dizê-las. Para falar a verdade, não queria dizê-las. Não queria acordá-la. Uma estranha hesitação pairava sobre mim ao sentar-me ali na escuridão da madrugada. Envolto pelo silêncio, percebi que minhas palavras a despertariam para um novo mundo.

Por quatro anos-relâmpagos ela havia sido nossa, e apenas nossa. E agora tudo isso ia mudar.

Colocamo-la na cama ontem à noite como "nossa menina" - propriedade exclusiva de mamãe e papai. Mamãe e papai liam para ela, ensinavam-na, ouviam-na. Mas a partir de hoje, alguém mais também o faria.

Até hoje, eram mamãe e papai que limpavam as lágrimas e faziam os curativos. Mas a partir de hoje, alguém mais também o faria.

Eu não queria despertá-la.

Até hoje, sua vida era essencialmente nós - mamãe, papai e a irmãzinha caçula Andrea. Hoje essa vida se ampliaria novos amigos, uma professora. Seu mundo era esta casa o quarto, os brinquedos, o balanço. Hoje seu mundo se expandi-ria. Ela adentraria os átrios sinuosos da educação - pintar, ler, calcular. . .crescer.

Eu não queria despertá-la. Não por causa da escola. E uma boa escola. Não porque não desejo que ela aprenda. Deus sabe que desejo que ela cresça, leia, amadureça. Não porque ela não deseje ir. Ela não tem falado noutra coisa além da escola nesta última semana!

Não, não queria acordá-la porque não queria entregá-la.

Mas acordei-a mesmo assim. Interrompi sua infância com a proclamação inevitável:

- Jenna, acorde... está na hora de ir à escola.

Levei a vida toda para me vestir. Denalyn me viu amuado por ali e ouviu-me cantarolando "Sunrise, Sunset" (Aurora, Ocaso) e disse:

- Você nunca agüentará o casamento dela.

Ela tem razão.

Levamo-la à escola em dois carros para que eu pudesse dirigir-me diretamente ao serviço. Convidei Jenna para ir comigo. Achei que ela precisaria de um pouquinho de afirmação paterna. Conforme ficou patente, era eu quem precisava de afirmação.

Para alguém dedicado à arte das palavras, encontrei muito poucas para dizer à minha filha. Disse-lhe que se divertisse. Disse-lhe que obedecesse a professora. Disse-lhe:

- Se se sentir sozinha ou amedrontada, diga à sua professora para me chamar e virei buscá-la.

- Está bom - sorriu ela. Então pediu-me se podia ouvir uma fita de músicas infantis.

- Tudo bem - falei.

Assim, enquanto ela entoava canções, eu me esforçava para não chorar. Observei-a enquanto ela cantava. Parecia crescida. O pescocinho se espichava tão alto quanto podia para olhar por cima do painel. Os olhos estavam famintos e brilhantes. As mãos estavam cruzadas no colo. Os pés, calçando novíssimos tênis rosa e turquesa, mal se estendiam além do assento.

É esta a menininha que carreguei?
E esta a criancinha que brincava?
Não me lembro de ter ficado mais velho.Quando foi que fiquei assim?
Quando ela passou a ser tão linda?
Quando passei a ser tão alto?
Não era ontem mesmo que eram os pequeninos?
Aurora, ocaso; aurora, ocaso;
Tão depressa voam os dias. 1

- Denalyn tinha razão - resmunguei comigo mesmo - nunca agüentarei o casamento dela.

Em que ela está pensando? conjeturei. Será que sabe como é alta esta escada da educação que começará a subir agora?

Não, ela não sabia. Mas eu sabia. Quantos quadros-negros esses olhos verão? Quantos livros essas mãos segurarão? Quantos professores esses pés seguirão e - engulo em seco - imitarão?

Se estivesse em meu poder, teria, naquele exato momento, reunido todas as centenas de professores, instrutores, treina-dores e tutores que ela teria durante os próximos dezoito anos e anunciaria:

- Ela não é uma aluna comum. É a minha filha. Cuidado com ela!

Quando estacionei e desliguei o motor, minha menina crescida tornou-se pequenina outra vez. E foi a voz de uma menina muito pequenininha que quebrou o silêncio.

- Paizinho, não quero sair.

Fitei-a. Os olhos que haviam estado a brilhar agora refletiam medo. Os lábios que haviam estado a cantar agora tremiam.

Lutei contra um impulso extraordinário de conceder-lhe o que pedia. Tudo em meu íntimo queria dizer: "Está bem, vamos esquecer tudo isto e dar o fora daqui." Por um momento breve, eterno, considerei seqüestrar as minhas próprias filhas, agarrar a minha esposa e escapar a essas horrendas patas do progresso, e viver para sempre nos Himalaias.

Mas eu sabia que não podia. Sabia que era chegada a hora. Sabia que era certo. E sabia que ela estaria bem. Mas jamais pensei que seria tão duro dizer:

- Benzinha, você ficará bem. Venha, eu a carregarei.

E ela ficou. Um passo para dentro da classe e o gato da curiosidade apoderou-se dela. Eu me afastei. Entreguei-a. Não muito. E não tanto quanto terei de fazer no futuro. Mas entreguei-a tanto quanto pude hoje.

Enquanto eu caminhava de volta ao carro, um versículo apoderou-se de mim. Era uma passagem que eu havia estudado antes. Os acontecimentos de hoje transpuseram-na da teologia branca e preta para a realidade colorida.

"Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como não nos dará também com ele todas as coisas?" (Romanos 8:31,32).

Foi assim que Deus se sentiu? O que eu senti hoje de manhã é de alguma forma parecido com o que o Senhor sentiu quando entregou seu Filho?

Se foi, isso explica muita coisa. Explica a proclamação dos anjos aos pastores nas cercanias de Belém. (Um pai orgulhoso anunciava o nascimento de um filho.)

Explica a voz no batismo de Jesus: "Este é meu filho... " (O Senhor fez o que eu queria fazer mas não pude.)

Explica a transfiguração de Moisés e Elias no alto do monte. (O Senhor os enviou para encorajá-lo.)

E explica como o seu coração deve ter doído quando ouviu a voz entrecortada de seu filho: "Pai, passa de mim este cálice."

Eu estava soltando Jenna dentro de um ambiente seguro com uma professora compassiva e pronta para enxugar quaisquer lágrimas. Mas o Senhor soltou Jesus em uma arena hostil com um soldado cruel que transformou as costas do seu Filho em carne viva.

Eu me despedi de Jenna sabendo que ela faria amizades, riria, desenharia figuras. O Senhor despediu-se de Jesus sabendo que cuspiriam nele, caçoariam dele e o matariam.

Entreguei minha filha plenamente ciente de que se ela precisasse de mim, eu estaria ao seu lado num instante. O Senhor despediu-se de seu Filho plenamente ciente de que quando ele mais precisasse do Pai, quando seu brado de desespero rugisse pelos céus, o Pai ficaria em silêncio. Os anjos, embora em posição de alerta máximo, não receberiam nenhuma ordem sua. Seu Filho, embora em angústia, não sentiria nenhum conforto vindo das mãos do Pai. "Ele deu o melhor que tinha", raciocina Paulo. "Por que duvidaríamos do seu amor?"

Antes que o dia terminasse, sentei-me em silêncio uma segunda vez. Desta vez, porém, não ao lado de minha filha, mas diante do meu Pai. Desta vez, não triste por causa do que eu tinha de dar, mas grato por aquilo que já havia recebido - a prova viva de que Deus se importa.

1. "Sunrise, Sunset" (Jerry Bock, Sheldon Harnick), direitos autorais 1964 - Alley Music Corp. e Trio Music Co. Inc. Todos os direitos reservados. Usado com permissão.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Vida em Cristo - O Pai Pródigo

- O fim é melhor do que o começo

de Antenor Gonçalves

O jovem pai iniciou sua jornada. “O caminho é longo?”, ele perguntou. O mentor disse: “Sim, o caminho é longo e duro. Você estará bem velhinho antes de chegar ao fim dele. Mas lembre-se de uma coisa; o fim será melhor do que o começo”.

O jovem pai estava tão feliz que não podia acreditar que qualquer coisa poderia ser melhor do que aqueles anos. Ele brincava com seus filhos e os ensinava seus esportes favoritos; desde andar de bicicleta até parar debaixo de uma noite estrelada para contar as estrelas. Ele os ajudava a ter apreço pela natureza e admirar as plantas e as flores ao longo do caminho. Juntos, se divertiam nas águas cristalinas dos riachos e o sol brilhava sobre eles e a vida era tão boa, e o jovem pai exclamava; “Nada, jamais poderá ser melhor do que isso!”.

Então a noite veio e um temporal bateu e o caminho escureceu. Seus filhos tremeram de medo e frio. O pai os trouxe para bem pertinho de si e os abraçou com um manto que cobria e protegia as crianças. Naquela noite, os filhos disseram: “Ó pai, nós não estamos mais com medo, pois o senhor está perto e nenhum mal pode nos sobrevir". E o jovem pai disse: "Isto é melhor do que o brilho do dia, pois hoje, meus filhos foram ensinados o que significa ter coragem".

Na manhã seguinte, eles tinham uma grande montanha diante deles. Os filhos começaram a se cansar enquanto subiam. O pai também estava cansado, mas ele dizia o tempo todo aos filhos: “Um pouco mais de paciência e logo chegaremos no topo desta montanha”. Assim, os filhos escalaram e ao chegarem no topo, disseram: “Não teríamos conseguido sem você pai”. E o pai, quando se deitou naquela noite debaixo do céu estrelado disse: “Hoje, com certeza, foi melhor do que ontem, pois meus filhos aprenderam a ter força diante dos desafios. Ontem eu lhes dei coragem, hoje eu lhes dei a força”.

No dia seguinte, os ventos sopraram nuvens estranhas que escureceram a terra – nuvens de guerras, ódio e destruição. Os filhos tatearam e tropeçaram e o pai disse: “Filhos, olhem para cima. Ergam os olhos para acima das nuvens. Olhem para a Luz”. E os filhos olharam e viram, acima das nuvens, a Glória Eterna e ela os guiou, e, assim foram conduzidos com segurança na travessia pela escuridão. Naquela noite, o pai disse: “Este, com certeza, foi o melhor dia de todos, pois, hoje eu mostrei Deus aos meus filhos”.

E os dias se passaram, e as semanas e meses se foram e o pai envelheceu. Agora, depois de muitos anos, ele estava pequeno e curvado, porém, seus filhos eram altos e fortes. Seus filhos andavam com coragem e quando o caminho era duro, eles estavam ali ao lado do pai para ajudá-lo. Quando o caminho era cheio de obstáculos, os filhos o erguiam e carregavam-no, pois ele estava tão leve quanto uma pena.

Finalmente, chegaram a um monte e lá de cima, enxergaram uma estrada que reluzia com um brilho intenso. Ao olharem, viram um grande portão de ouro que estava escancarado. E o pai disse: “Filhos, cheguei ao fim da minha jornada. Agora sei que o fim é melhor do que o começo. Hoje vocês têm a força, a coragem e a sabedoria para caminharem sozinhos e para conduzirem seus filhos.

E, ali parados enquanto observavam, o pai caminhou sozinho rumo ao portão que se fechou após ter entrado. Os filhos se entreolharam e disseram: “Embora temporariamente não possamos vê-lo, ele continuará conosco para sempre. Um pai como o nosso é mais do que uma simples lembrança. Ele é uma presença viva no nosso meio”.

O Retrato de um Pai Pródigo

1. Em primeiro lugar, um pai pródigo é um pai generoso. Não quero dizer com isso que seja generoso com um dilúvio de presentes sobre os filhos levando-os ao mimo e ao egocentrismo. O pai verdadeiramente pródigo é generoso no tempo que dispensa aos filhos. Contrastando com a maioria que diz que qualidade é mais importante que quantidade, o pai pródigo sabe que qualidade só é encontrada na quantidade. Por isso, ele aproveita cada momento com seus filhos. Aquilo que parece ser trivial aos olhos de um adulto pode ser crucial na formação de uma criança. O pai pródigo sabe disso e se envolve na vida e nas atividades de seus filhos.

2. O pai pródigo sabe que tem a responsabilidade de ensinar valores e princípios aos seus filhos. Ele não relega esta responsabilidade à televisão, escola, estado, nem à igreja. Ele compreende que um dia será julgado pelo legado que passou ou deixou de passar aos seus filhos.

3. O pai pródigo entende que a maior herança que seus filhos receberá dele não é bens materiais, uma boa educação nem uma genética de longevidade. A riqueza de uma criança está na fé que ela possui que conseguirá transpor os montes com determinação, encarar seus vales com coragem, e enxergar além das nuvens escuras e turbulentas. Esta fé deve ser fincada num Deus que criou os montes e os vales e que reina acima das nuvens.

4. O pai pródigo sabe que o fim é melhor do que o começo. Ele só se contenta quando vê que seus filhos andam de cabeça erguida, corajosamente, com um caráter irrepreensível e que os filhos de seus filhos estão na mesma jornada.

domingo, 1 de agosto de 2010

Vida em Cristo - Dia dos Pais

de Dennis Downing

Este dia dos pais nós temos no noticiário do Brasil dois exemplos que chamaram muita atenção nos últimos tempos.

O primeiro exemplo nós vamos lembrar agora. O segundo lembraremos um pouco mais adiante.

Na madrugada de sábado dia 23 de junho de 2007, Sirlei Dias saiu cedo do apartamento onde trabalha como doméstica na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Ela estava indo para uma consulta médica. Como qualquer pessoa pobre, que depende da rede pública hospitalar, ela tinha que chegar cedo, senão, poderia perder a vaga.

Enquanto Sirlei aguardava numa parada de ônibus, quatro jovens desceram de um Gol e começaram a puxar a bolsa dela e agredi-la.

De acordo com Sirlei, “Levei muitos pontapés e chutes no rosto. Coloquei o braço na frente, para me proteger e eles passaram a me dar socos e cotevaladas na cabeça”.

Os quatro jovens e o motorista do carro eram todos de classe alta. São moradores de condomínios de luxo na Barra da Tijuca. Todos os jovens são alunos de faculdades em cursos como Turismo, Administração e Direito.

O pai de um dos agressores chamou o que seu filho fez de “deslize” e ainda declarou sobre a agressão que “Sirley é mais frágil por ser mulher, por isso fica roxa com apenas uma encostada”.

O mesmo pai ainda disse que, se pudesse, daria uma surra em seu filho pelo que fez.

Podemos ver nas atitudes daquele pai aquilo que foi refletido nas ações do filho.

Por um lado ele minimizou a agressão a um outro ser humano, neste caso uma mulher sem condições de se defender.

Por outro lado, se o pai estaria disposto a dar uma surra em seu filho adulto já vemos de onde deve ter partido as lições de casa que acabaram naquela agressão.

Todos os pais reconheceram que a agressão que seus filhos cometeram foi errado. Alguns tentaram minimizar, mas, todos reconheceram que foi errado.

Todos queriam que o episódio não tivesse ocorrido, mas, infelizmente já era tarde demais.

Houve um pai naquela história que parece ter dado a lição certa aos seus filhos.

Infelizmente, foi o pai da vítima.

Não foi um pai de classe media ou alta, com educação e dinheiro. Não foi um pai que tinha condições de dar tudo na vida a seus filhos.

Foi um pedreiro de 54 anos e quatro filhos. Um homem simples e sem muita educação, mas, que soube educar seus filhos com amor e respeito pelos outros.

Depois de saber dos comentários dos pais dos jovens privilegiados que agrediram sua filha, o pai de Sirlei, Seu Renato Moreira Carvalho disse “Eu criei quatro filhos e nunca tive condições de dar uma bicicleta para eles, mas, soube dar limites”. “Eu criei quatro filhos e nunca tive condições de dar uma bicicleta para eles, mas, soube dar limites”.

Um dos maiores presentes que um pai pode dar a seu filho é justamente limites.

Como são esses limites?

1. Começa com o ensino sobre Deus.

Dt 6:6-7 LH - “Guardem sempre no coração as leis que eu lhes estou dando e não deixem de ensiná-las aos seus filhos. Repitam essas leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem”.

Dt 11:18-19 LH - “Amarrem essas leis nos braços e na testa, para que não se esqueçam delas, e não deixem de ensiná-las aos seus filhos”.

Dt 31:12-13 LH - “Reúnam todo o povo - homens, mulheres, crianças e os estrangeiros que moram nas cidades onde vocês vivem - para que ouçam a leitura, aprendam a Lei, temam O Eterno, o nosso Deus, e obedeçam fielmente a tudo o que a Lei manda. Assim os seus descendentes que ainda não conhecerem a Lei de Deus também ouvirão a leitura e aprenderão a temer o Eterno, o nosso Deus, durante todo o tempo em que viverem na terra que fica do outro lado do rio Jordão e que vai ser do povo de Israel”.

É preciso transmitir os princípios básicos que regem a fé e o comportamento
não apenas ao primogênito,
não apenas ao herdeiro,
não apenas às filhas,
não apenas aos mais dóceis,
não apenas aos de tendência mais religiosa.
Não apenas a Jacó, mais caseiro e mais místico, mas também a Esaú, mais independente e mais profano.
Não apenas a Abel, mas também a Caim.
A casa toda, o que vale dizer a família inteira, tem de pertencer ao Senhor.
Daí as palavras de Josué: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24:15).
O que você faz ou não faz hoje vai ter um impacto não somente nos seus filhos, mas para gerações.
[de um artigo na revista “Ultimato” chamado “A Lei Da Transmissão”, Ultimato, Nov., ‘97, pp. 32-33]

2. O segundo passo é o respeito pelos próprios pais.

Êxodo 20:12 “Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o SENHOR, o teu Deus, te dá.”

Como Paulo lembrou, este é o primeiro mandamento com uma promessa (Efé 6:2).

Quer que seus filhos sejam abençoados por Deus? Ensine-os a lhe respeitarem

Como é que você ensina filhos a lhe respeitarem?

Primeiramente sendo homens que inspiram respeito.

Nós não ganhamos ou exigimos respeito. Nós inspiramos.

Se seu filho lhe ouve ensinando a não mentir, mas, vê você dizendo à esposa quando aquele colega chato liga “diga a ele que não ‘tô aqui”, você está inspirando respeito ou desrespeito?

Se você é casado com a mãe dele, mas, não consegue parar de olhar para outras mulheres, este é um exemplo para respeitar?

Se você, ao tentar colocar limites, excede os limites na disciplina, ele vai lhe respeitar?

“E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.” Efésios 6:4

A disciplina do Senhor também tem limites.

Bater num filho com mais de dez anos ou xingá-lo ou humilhá-lo não é a “disciplina do Senhor”.

Este tipo de “disciplina” pode criar filhos que não respeitam os limites daquilo que podem fazer com os outros.

Se queremos criar filhos que respeitam os limites da casa e da família, nós temos que ter limites em como criamos e disciplinamos aqueles filhos.

1. Ensine-os a respeitarem a Deus e os limites que Ele coloca.
2. Ensine-os a lhe respeitarem e os limites que você coloca.
3. Ensine-os a respeitarem os limites que a sociedade impõe.

3. Respeito pelo próximo

** Eu tive um professor de Estudos Sociais que dizia “Seus direitos e suas liberdades terminam onde começam os direitos e liberdades do próximo”.

É meio simplista, mas, há uma verdade muito importante o ditado.

Eu preciso aprender a conviver com limites fora da minha casa.

Eu preciso reconhecer que há um limite naquilo que posso fazer diante da liberdade de outras pessoas.

** Seu Juraci Martins, de 54 anos, vendedor de embreagens remanufaturadas entrou no noticiário brasileiro recentemente pelo fato de ter se negado a pagar a fiança de seu filho Rodolfo, preso por provocar um acidente de trânsito enquanto dirigia alcoolizado e com a habilitação vencida.

Sr. Juraci disse “Fiz isso por amor”.

Ele entendeu que tinha que dar um basta no processo de socorrer um filho que evidentemente havia perdido totalmente os limites em sua vida.

Alguns o criticaram pela atitude, outros apoiaram sua decisão.

Mas, o que ele fez foi colocar limites. Ele não precisou bater em seu filho ou gritar no rosto dele. Ele simplesmente recusou socorrer o filho e o deixou experimentar a conseqüência dos seus próprias erros.

Há vários limites que podemos colocar, dependendo da idade:
- Cortar mesada
- Cortar privilégios como televisão, computador, som
- Colocar limites nos horários de saírem de casa
- Parar de socorrer

Parar de socorrer não quer dizer deixar de ajudar. Mas, quando os filhos tem idade para dirigir, votar ou cursar faculdade, tem idade para lidar com as conseqüências das suas ações.

Ensine seus filhos a respeitarem o próximo e a convivência com outras pessoas que também tem seus direitos e liberdades.

O Brasil atravessa um momento que podemos até dizer é histórico.

Toda uma geração foi criado com o conceito de que a criança deve receber o máximo de liberdade e o mínimo de limites.

Estamos testemunhando as conseqüências desastrosas de tal tipo de conceito de criação.

Salas de aula em caos, medo e violência nas ruas, em grande parte por causa de atitudes de jovens e crianças, e pais perplexos em saber como tirar seus filhos do caminho da criminalidade.

O primeiro passo começa em casa.

Eu volto a lembrar o exemplo de Seu Renato Moreira Carvalho.
Um pedreiro, com pouca educação ou oportunidades na vida.
Ele soube dar o que era melhor para seus filhos – ele deu limites.
Que nós possamos fazer o mesmo com os nossos filhos.

Um dia, no céu, não haverá limite para a alegria e a gratidão que seu filho vai sentir por ter sido criado por você, dentro dos limites que Deus estabeleceu – e no caminho da Salvação.

Faremos isso se

1. Ensinamos nossos filhos a respeitarem a Deus e os limites que Ele coloca.
2. Ensinamos nossos filhos a respeitarem e os limites que nós coloca.
3. Ensinamos nossos filhos a respeitarem os limites que a sociedade impõe.

Que Deus nos abençoe.

sábado, 31 de julho de 2010

Vida em Cristo - Fora da Bigorna

de Max Lucado

Enquanto digito a conclusão deste livro, meus pensamentos acabaram de sofrer um novo impacto. Minha esposa e eu voltamos há pouco de uma viagem de emergência para ver meu pai. Ele está muito doente. Sofre da doença Lou Gehrig (Esclerose Lateral Amiotrófica), que ataca os músculos e para a qual não se conhece cura, nem a sua origem. Fomos chamados para ir vê-lo sem saber se iríamos encontrá-lo vivo ao chegarmos. Mas ele estava vivo e ainda continua vivendo. "Todavia, embora tivesse melhorado bastante, nós sabemos (e ele também) que, a não ser pela intervenção divina, o tempo de sua partida está próximo.

Meu pai é um homem de grande fé. Um professor apto e um líder influente. Ele jamais deixou qualquer dúvida quanto à sua posição sobre Deus. Suas primeiras palavras para nós, quando fomos vê-lo na unidade de terapia intensiva foram: "Estou pronto para ir para o céu. Penso que chegou a minha hora".

Quando a doença foi diagnosticada, minha mulher e eu nos encontrávamos nos últimos estágios dos preparativos para trabalhar como missionários na cidade do Rio de janeiro, no Brasil. Quando soube que meu pai tinha uma doença terminal, escrevi-lhe oferecendo para mudar meus planos e ficar com ele. Mas imediatamente me respondeu, dizendo: "Não se preocupe comigo. Não temo a morte nem a eternidade. Vá... agrade a Ele".

A vida de meu pai é um exemplo de um coração derretido no fogo de Deus, formado em sua bigorna e usado em sua vinha. Ele sabia e sabe, qual o propósito de sua vida. Numa sociedade de dúvidas e confusão, a vida dele sempre foi definida.

Uma passagem pela bigorna de Deus deve fazer isso por nós: esclarecer nossa missão e definir nosso propósito.

Quando uma ferramenta emerge da bigorna do ferreiro, sabe-se perfeitamente para o que serve. Não há qualquer dúvida sobre a sua aplicação. Basta olhar para a ferramenta e você sabe na mesma hora qual a sua função. Se pegar um martelo, sabe que foi feito para bater pregos. A serra foi feita para cortar madeira. A chave de fenda serve para apertar parafusos.

Quando um ser humano sai da bigorna de Deus, o mesmo deveria acontecer. Ao sermos provados por Deus, nos lembramos que nossa função e tarefa é cuidar dos negócios dele; que nosso propósito é ser uma extensão da sua natureza, um embaixador de sua corte real e um arauto da sua mensagem. Devemos sair da oficina sem qualquer indagação sobre o motivo de termos sido feitos. Conhecemos nosso propósito.

Num mundo de confusão de identidade, de compromissos vacilantes e futuros incertos, vamos ser firmes em nosso papel. A sociedade precisa desesperadamente de um grupo de pessoas cuja tarefa seja clara e cuja determinação seja indiscutível.

Deus não escondeu sua vontade de seu povo. Nosso Mestre não brinca conosco. Sabemos quem somos. Sabemos para o que fomos feitos. Pode haver alguma pergunta de vez em quando sobre como e com quem devemos realizar a sua missão. Mas a verdade subjacente continua a mesma. Somos o povo de Deus e devemos cuidar dos seus negócios.

Se vivermos deste modo, poderemos, como meu pai, entrar nos últimos anos com a segurança de saber que a nossa vida foi bem gasta e que o céu está à nossa espera.

Existe recompensa maior que essa?

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Vida em Cristo - Dois pais, duas festas

de Max Lucado

Ontem à noite, levei a família à casa dos avós para comemorar o Dia de Ação de Graças. Depois de três horas, das seis que levaríamos durante toda a viagem, percebi que eu estava num laboratório teológico.

Um dia com o um carro cheio de crianças ensinará a você muito sobre Deus. Transportar a família de uma cidade para a outra é quase a mesma coisa que Deus nos transportar de nossa casa para a dele. E muitas das horas mais difíceis da vida acontecem quando o passageiro e o motorista discordam sobre o destino.

Uma viagem é uma viagem, seja o destino a mesa da refeição de ações de graças ou a mesa do céu. Ambas requerem paciência, um bom senso de direção e um motorista que saiba que a festa no fim da viagem vale a pena, apesar do sofrimento no meio do caminho.

O fato de que todos os meus viajantes tinham idade abaixo de sete anos, apenas contribuiu para enriquecer minha experiência de aprendizado.

Enquanto os minutos se transformavam em horas e nosso carro deslizava pelos montes, comecei a perceber que o que eu estava dizendo para minhas filhas possuía um tom familiar. Já havia escutado isso antes, e de Deus. De repente, o carro se transformou numa sala de aula. Percebi que eu estava fazendo, em poucos minutos, o que Deus fez durante séculos: encorajar aqueles viajantes que preferiam descansar, em vez de prosseguir a viagem.

Compartilhei a idéia com Denalyn e começamos a descobrir similaridades entre as duas viagens. Aqui estão algumas que notamos.

A fim de alcançar o destino, temos de dizer não aos pedidos.

Você pode imaginar o que aconteceria se um pai resolvesse atender cada pedido dos filhos durante uma viagem? Encheríamos nossa barriga com potes de sorvetes, um após o outro. Nossa prioridade seria pipocas e nosso itinerário mostraria um cardápio de comidas fast-food.

Vá para o Milk-Shake e vire à direita. Siga em frente até encontrar o Cheeseburguer. Siga em frente por mais 1.300 calorias e entre à esquerda na Pizza Gigante. Quando vir o Hot-Dog Especial, vire à esquerda na Coca-Cola e conte 5 lojas de conveniência. No sexto banheiro...

Pode imaginar o caos se um pai saciasse todos esses desejos?

Pode imaginar o caos se Deus resolvesse saciar todos os nossos desejos?

Não é uma palavra necessária para se levar numa viagem. O destino deve reinar sobre o Super Sundae Cremoso.

"Pois Deus não nos escolheu (ênfase minha) para sermos castigados, mas para sermos salvos por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” 1 Tessalonincenses 5:9

Note o destino de Deus para a sua vida: salvação.

O principal desejo de Deus é que você alcance seu destino. Seu itinerário inclui paradas que encorajam sua jornada. Ele não se alegra com paradas que detêm você. Quando o plano supremo dele e o seu plano terreno entram em conflito, uma decisão precisa ser tomada. Quem está na liderança dessa viagem?

Se Deus deve escolher entre sua satisfação terrena e sua salvação divina, o que você esperaria que ele escolhesse?

Eu, também.

Quando estou no assento do motorista como pai das crianças, lembro-me de que sou o responsável. Mas quando estou no banco dos passageiros como um filho do meu Pai, eu me esqueço de que ele é o responsável. Esqueço que Deus está mais preocupado com meu destino do que com minha barriga (embora minha barriga não esteja tão ruim). E eu reclamo quando ele diz não.

Os pedidos que minhas filhas fizeram, ontem à noite, a caminho da casa da vovó, não eram maus. Não eram injustos, nem rebeldes. Na verdade, tomamos muito sorvete e refrigerante, mas a maioria dos pedidos era desnecessária.

Minha filha de quatro anos queria discutir sobre esse fato. Do ponto de vista dela, um outro refresco era indispensável para sua felicidade. Eu sei o que poderia acontecer, por isso disse não.

Um adulto de quarenta anos discutiria sobre o fato. Do seu ponto de vista, um novo chefe seria necessário para sua felicidade. Deus sabe o que poderia acontecer, por isso diz não.

Uma mulher de trinta anos discutiria sobre o fato. Do ponto de vista dela, aquele homem com aquela função e aquele nome era exatamente do que ela precisava para ser feliz. Seu Pai, que está mais preocupado com que ela chegue na Cidade dele do que no altar, diz:

— Espere mais alguns quilômetros. Há uma opção melhor mais a frente no caminho. — Esperar?! — ela protesta. Por quanto tempo tenho que esperar?

Isso nos leva à segunda similaridade entre as duas viagens.

Crianças não compreendem os conceitos de minutos e quilômetros.
— Estaremos lá em três horas eu disse.
— Quanto tempo é três horas? — perguntou Jenna. (Como você explica sobre horas para uma criança que nem sabe ler as horas?)
— Bem, dura aproximadamente como três episódios de Vila Sésamo — eu me arrisquei a explicar.
As crianças gritaram em uníssono:
— Três episódios de Vila Sésamo?! Isso vai durar para sempre!
E para elas duraram.
E para nós, também.

Aquele que "habita a eternidade" Isaías 57:15 -- colocou a si mesmo como cabeça de um grupo de viajantes que só murmuram: "Até quando, ó Deus, até quando?" Salmos 74:10; 89:46

Até quando vou ter de agüentar essa doença?

Até quando devo aturar meu cônjuge?

Até quando devo tolerar esse salário?

Você realmente quer que Deus responda? Ele poderia fazer isso. Ele poderia responder nos termos do aqui e agora, ou com a idéia de tempo que conhecemos:

— Mais dois anos agüentando essa enfermidade.
— Vai aturar o casamento para o resto da vida.
— As contas só acabarão daqui 10 anos.

Entretanto, Deus raramente faz isso. Sempre opta por medir o aqui e o agora com o lá e o então. E quando você compara essa vida com aquela vida, essa vida não dura.

"Como a sombra são os nossos dias na terra. " 1 Crônicas 29:15
"À tua presença, o prazo da minha vida é nada." Salmos 39:5
"Vocês são como neblina que aparece por um instante e logo desaparece. " Tiago 4:14
"Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ela floresce; pois, soprando nela o vento, desaparece; e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar. " Salmos 103:15-16

— É uma viagem curta. — ofereci uma resposta melhor – Estamos quase lá.

Eu sei, pois já estive lá antes, já dirigi nessa estrada, já passei por esse território. Para mim, não é nenhum desafio. Ah, mas para as crianças, era uma eternidade.

Então, tentei uma outra abordagem:
— Pensem como será bom, — eu tentava melhorar — peru, molhos, torta... eu prometo a vocês que quando chegarmos lá, a viagem terá valido a pena.

Mas elas ainda resmungavam.

O que nos leva para a terceira similaridade.

Crianças não conseguem visualizar a recompensa.

Para mim, seis horas na estrada é um preço pequeno a pagar para comer o bolo de morango que minha mãe faz. Não me importo de dirigir porque sei o que é a recompensa. Tenho três décadas de ações de graças na barriga, literalmente. Enquanto eu dirigia, podia degustar o peru, ouvir as risadas à mesa, sentir a fumaça da lareira.

Podia suportar a viagem porque sabia o meu destino.

Minhas filhas tinham esquecido o destino. Além disso, elas eram jovens demais. As crianças esquecem facilmente. A estrada era estranha e a noite estava chegando. Elas não podiam ver para onde estávamos indo. Era a minha função, como pai, guiá-las.

Tentei ajudá-las a enxergar o que elas não estavam conseguindo ver.

Disse a elas como daríamos comida aos patos, como brincaríamos nos balanços, como elas passariam a noite com os primos. Falamos sobre dormir dentro daqueles sacos no chão e levantar tarde, uma vez que não tinham aula.

E parece que funcionou. Os murmurinhos diminuíram à medida que a visão delas se tornava mais clara, à medida que o destino se desdobrava.

Talvez foi assim que o apóstolo Paulo obteve motivação. Ele tinha uma visão bem clara da recompensa:

"Por isso nós não desanimamos. Pelo contrário, mesmo que o nosso corpo esteja envelhecendo, nosso ser interior vai se renovando dia a dia. Pois as nossas dificuldades são peque-nas e passageiras em comparação com a imensa e eterna glória que elas nos produzem. Nós não nos concentramos nas coisas que podemos ver, mas nas coisas que não podemos ver. Pois o que nós podemos ver é temporário, mas o que não podemos ver é eterno. " 2 Coríntios 4:16-18

Não é fácil levar três crianças menores de sete anos para ver uma cidade que elas nunca viram. Mas é necessário.

Do mesmo jeito, não é fácil para nós vermos uma Cidade que nunca vimos antes, especialmente quando a estrada está ruim... a hora avançada... e os companheiros esperando para cancelar a viagem, parar e dormir em um hotel. Não é fácil fixar nossos olhos naquilo que é invisível. Mas é necessário.

Uma parte na passagem de 2 Coríntios, que acabamos de ler, me faz sorrir: "as nossas dificuldades são pequenas e passageiras".

Não teria considerado assim se eu fosse Paulo. Leia o que ele chamou de pequenas e passageiras, e acho que você vai concordar comigo:
• Estar preso;
• Ser açoitado cinco vezes;
• Encarar a morte;
• Ser fustigado com vara três vezes;
• Ser apedrejado;
• Naufragar três vezes;
• Ficar encalhado em alto mar;
• Ficar desprovido de casa;
• Estar em constante perigo;
• Ficar com fome e sede. 2 Coríntios 11:23-27

Longos sofrimentos, talvez, aflições árduas e mortais, tudo bem. Mas, pequenas e passageiras dificuldades? Como Paulo descreve esses duros momentos intermináveis com essa expressão?

Ele nos conta o que podia ver: "imensa e eterna glória".

Posso falar francamente por alguns instantes?

Para alguns de vocês, a jornada tem sido longa. Muito longa e tempestuosa. Não M. jeito de minimizar as dificuldades que precisam encarar ao longo caminho. Alguns de vocês carregaram nas costas pesos que poucos de nós poderiam carregar. Despediram-se de velhos amigos, tiveram seus sonhos roubados, têm feito amizades que não podem suportar seu espírito, possuem cônjuges que não toleram sua fé, têm contas que passam muito além do seu ordenado e desafios maiores que suas forças.

Conclusão: você está cansado.

É muito difícil, para você, ver a Cidade em meio às tempestades. O desejo de virar para o acostamento da estrada e sair dela o agrada. Você deseja continuar, mas há dias em que a estrada parece tão longa...

Deixe-me encorajá-lo com um paralelo final entre a jornada da sua vida e aquela que minha família fez ontem à noite.

Vale a pena.

Enquanto eu escrevia, o jantar de Ação de Graças era finalizado. Minhas pernas estavam apoiadas na lareira e meu bloco de anotações, sobre elas.

Tinha a intenção de cochilar assim que terminasse o capítulo.

O peru havia sido atacado. Os restos mortais da pobre ave tinham sido devorados. A mesa estava limpa, as crianças dormiam e a família inteira estava feliz.

Enquanto sentávamos ao redor da mesa, ninguém comentou sobre a longa viagem até ali, ninguém mencionou os pedidos que não atendi, ninguém resmungou que meu pé continuara no acelerador, ao mesmo tempo que os coraçõezinhos estavam focalizados nos sorvetes.

Ninguém reclamou de chegar tarde.

Os desafios do dia anterior se dissiparam com a alegria daquele dia.

Era sobre isso que Paulo estava tentando explicar. Deus nunca disse que a jornada seria fácil, mas ele disse que a chegada valeria a pena.

Lembre-se disso: Deus pode não fazer o que desejamos, mas ele fará o que é correto... e melhor. Ele é o Pai do caminhar para frente. Confie nele. Ele o levará para casa, e os momentos difíceis da viagem se dissiparão com a alegria da festa.

Agora, se você me dá a licença, vou fechar meus olhos, pois estou um pouco cansado da viagem, e me parece muito bom descansar.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Vida em Cristo: Lembrando os Pais

de Dennis Downing

Alguns de nós não temos boas memórias dos nossos pais.
Alguns tiveram pais violentos, abusivos ou rudes.
Outros nem conheceram seus pais ou, se conheceram, foi muito pouco.

Minha mãe mal conheceu seu pai.
Se não me engano, ela disse que só lembra de duas ocasiões quando esteve com ele como menina.

Para alguns o dia dos pais, ao invés de ser um dia de comemoração e alegria, é um dia de tristes lembranças.

Para outros ainda é um dia triste porque, apesar de ter tido um pai que foi bom e muito amado, ele já partiu deste mundo.

Graças a Deus, alguns têm boas lembranças e seus pais ainda estão aqui para comemorar este dia especial.

Queremos saudar os pais desta igreja e reconhecer todos os pais que realmente têm se dedicado a cuidar bem dos seus filhos.

Quero dizer que até a tristeza de alguns que não têm boas memórias dos seus pais, ou que sentem uma enorme saudade do pai que já paritu desta vida
– para todos vocês
– há um sentido especial neste dia dos Pais.

Você tem um pai que sempre lhe amou.
Apesar das experiências que teve nesta vida
– Você tem um pai que nunca lhe abandonou.

Você tem um pai que, desde antes que você nasceu, tem trabalhado e operado para que você tivesse toda a felicidade possível a um ser humano.

Aquele pai é o nosso Deus.

João falou sobre esta realidade com as seguintes palavras:

“Aquele que é a Palavra veio para o seu próprio país, mas o seu povo não o recebeu. Porém alguns creram nele e o receberam, e a estes ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus. Eles não se tornaram filhos de Deus pelos meios naturais, isto é, não nasceram como nascem os filhos de um pai humano; o próprio Deus é que foi o Pai deles.” – João 1:11-13

Por melhor que seu pai seja, um dia ele será vencido pela morte.

Pode ser uma doença, um ato de violência, ou simplesmente o fim das forças desse corpo.

Um dia até o melhor dos pais desta vida deixará de estar lá para lhe ajudar como pai.

Mas Deus não morre, ele não vai embora.
Ele não esquece.
E mesmo que a luta seja longa, ele derrota qualquer inimigo.

Neste Domingo, ao invés de elogiar os pais humanos, nós vamos elogiar e louvar o pai de todos nós – Deus.

Os Evangelhos registram Jesus chamando Deus de Pai mais de 150 vezes.

Em suas primeiras palavras, Jesus falou:
"Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?" (Lc 2.49, ARA).

Nas suas últimas palavras, Jesus clamou: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lc 23.46).

Só no Evangelho de João, o Senhor Jesus repetiu este nome mais de 100 vezes.
Não foi Jesus que nos ensinou a começar nossa oração com a frase "Pai nosso"?

Deus gosta de ser chamado de Pai. Ele gosta de ser chamado de Pai porque é assim que Ele olha para nós – como filhos dEle.

Eu sei que é difícil pensar em Deus como pai, porque nós não O vemos.

Nós não sentimos a mão dele nos nossos ombros, não ouvimos a voz dEle nos encorajando.
Não O vemos nos defendendo ou protegendo.

Ele parece mais austente do que qualquer pai terrestre.
Mas a chave é justamente esta – é só a aparência.

Deus está conosco.
Deus está aqui, agora neste salão.
Deus está presente na sua vida, cuidando, guiando, protegendo.

Creio que só lá no céu é que vamos descobrir o quanto Deus estava cuidando de nós, nos protegendo, nos guidando pelo seu Espírito, pela Palavra, pelos conselhos de nosso irmãos (outros filhos que Ele deixou aqui para nos ajudar) e assim por diante.

Na verdade, Deus está mais presente do que qualquer pai biológico poderia ser.

** Um irmão muito querido para mim, Carlos Eduardo, me chama com todo carinho de “pai”. E eu agradeço porque em Carlos Eduardo Deus, meu Pai, me deu um filho.

Mas, quando eu escuto Carlos falando de como ele era, por onde ele andava, o que ele fazia, o caminho no qual ele andava, descendo para o Inferno sem perceber - e daí escuto ele falando sobre como Deus o pegou e o levou pela mão para a salvação em Cristo Jesus, eu sei que estou escutando alguém que viu como Deus é o melhor Pai que qualquer pessoa pode sonhar.

Nós queremos louvar a Deus e agradecer a Ele porque Ele é o nosso verdadeiro Pai.

Este culto é dedicado a Deus como nosso Pai.
Quando você cantar, pense em Deus.
Pense em ficar frente a frente com Ele, agradecendo a Ele por tudo que Ele tem feito na sua vida.

** Uma das reclamações dos filhos quando se aproxima o dia dos pais é “o que dar para papai” de presente?

Afinal, parece que ele tem tudo que precisa.
Parece assim com Deus também.

Mas uma coisa que você pode dar, que ele nunca vai recusar, é isso – o louvor de um coração sincero e grato por tudo que Ele tem feito.

Dê a Ele agora este louvor de todo seu coração.
Vamos agradecer agora ao nosso Pai por tudo que Ele tem feito, por tudo que Ele é para nós – seus filhos.

[Esta mensagem foi elaborada com o uso de textos de Max Lucado do livro "A Grande Casa de Deus" – Rio de Janeiro: CPAD, 2001]

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Vida em Cristo: Conhecendo a Deus com seus filhos

de John Maxwell

Traduzido e adaptado de um artigo de John C. Maxwell chamado “Getting to Know God With Your Children” (Conhecendo Deus Com Seus Filhos). Alguns exemplos acrescentados por Dennis Downing.

O que vou passar aqui não são leis. Elas são tiradas em boa parte mais da experiência do que da Palavra de Deus. Mesmo assim creio que a maioria tem base na Palavra.

Estes princípios não garantem nenhum sucesso com a conversão dos nossos filhos. Há pais que fazem de tudo para levar seus filhos ao Senhor, contudo alguns não O aceitam. Há crianças que se rendem ao menor chamado, e há outras cujas pais morrem sem ver nenhuma mudança. Minha esperança e oração é de que estas dicas lhe ajudem, mas não garantem sucesso, porque a decisão de seguir o Senhor é, no final, feito por cada um individualmente.

Pode ser que na sua casa não houve nada de Deus ou da sua palavra. Ou, pode ser que Deus estava presente em tudo. Seja qual for a situação da sua criação, quem vai determinar como sua casa vai ser é você e seu cônjuge. E, por causa do impacto que seu exemplo terá em seus filhos, se você der uma boa direção a eles agora, eles irão criar os filhos deles (seus netos) no Caminho e assim por diante por várias gerações. Tudo pode começar a mudar agora.

Finalmente, não sou expert em criar filhos no Senhor. Sou pai há apenas seis anos. Não tenho nem exemplo já criado para provar o que vou dizer. Mas, creio ter aprendido alguma coisa com meus pais, que me criaram no Senhor e isso espero poder lhe passar.

1. Seja um exemplo
Não podemos subestimar o poder do nosso exemplo nos nosso filhos. Albert Schweitzer, um médico e missionário que dedicou boa parte da sua vida pregando o evangelho e construindo hospitais na África disse: “Exemplo não é o fator principal em influenciando outras pessoas … é o único fator.” Alguém disse “Nós ensinamos o que sabemos. Nós reproduzimos o que somos.” Ou seja, seus filhos vão ouvir o que você diz, mas, eles vão imitar o que você faz.

Uma mãe tentou encorajar seu filho a ler mais a Bíblia. A resposta dele? “Eu não vejo você lendo a Bíblia.” A mãe tinha um tempo de leitura da Bíblia e de orar, mas era depois que os filhos iam dormir. Daí, ela passou a ler mais cedo no dia e seu filho foi encorajado pelo seu exemplo. Seja pronto para fazer ajustes no seu horário e nos seus hábitos para ser um modelo melhor para seus filhos.

2. Mantenha tudo básico
Pais não precisam se intimidar com a educação espiritual de seus filhos. Você não tem que ser o pregador da igreja ou professor de Escola Dominical. De fato, quanto menos formal sua transmissão da vontade de Deus a seus filhos, melhor.

Você pode fazer comparações a coisas do mundo atual para seus filhos. Esta semana eu trouxe umas lagartas que achei comendo folhas em arvore para casa. As meninas ficaram admiradas. Daí Paulina começou a perguntar se elas iam fazer o casulo para daí virar borboleta. A gente falou um pouco sobre isso e minha esposa disse “Sabe, Paulina quando a gente morre e vai para o céu Jesus vai nos transformar e nos dar um outro corpo. Este novo corpo é como o corpo da borboleta para a lagarta.” Daí, ela deu um ótimo exemplo de como pegar as coisas da vida cotidiana para ensinar verdades espirituais aos filhos.

O que minha esposa disse não era algo profundo com passagens da Bíblia. Era simples e verdadeira. Ela usou informações que uma criança da idade de Paulina pode compreender. Par comunicar com seus filhos, busque objetos e exemplos do seu dia a dia. Mas, mantenha tudo básico e simples.

3. Seja sensível
Às vezes o melhor devocional com seus filhos pode ser simplesmente escutando eles e respondendo às suas dúvidas. Jesus fazia isso muito com seus discípulos. Houve coisas que Jesus os ensinou em tempo que ele escolheu. Mas, houve também ocasiões em que Jesus deixou os discípulos escolherem o tempo, como a pergunta deles de como se deve orar.

4. Seja breve
Não é preciso uma aula de quarenta minutos para ensinar seu filho. Crianças têm um tempo de atenção muito curto. Por isso, precisamos abreviar nossas lições e ensino com elas. Mantendo um tempo de leitura bíblica ou de ensino bíblico curto mantém a atenção e o interesse delas. Assim, elas vão esperar com ânimo o próximo tempo juntos na Palavra.

5. Anime seu devocional com seus filhos
Seja criativa. Além de ler histórias da Bíblia você pode assistir um desenho animado bíblico. Orar sobre coisas que eles querem. Usar jogos. Um jogo é vinte perguntas. Um membro da família pensa em um personagem da Bíblia. Os outros fazem perguntas para tentar descobrir quem era. Para a leitura da Bíblia com seu filho, compre uma Bíblia especialmente para crianças. Há desenhos e uma linguagem simples. Há Bíblias para crianças adequadas para todas as idades.

6. Seja flexível
Orando com seu filho antes de dormir é um momento íntimo e gratificante. Mas, não é o único horário ou jeito de passar tempo com seu filho conhecendo Deus melhor. Você pode falar de Deus e das coisas espirituais na hora das refeições, após assistir algo na televisão, depois que algo acontece que marcou a vida deles. Há oportunidades durante o dia todo para olhar o lado espiritual das coisas nas vidas dos nossos filhos. A nossa flexibilidade mostra a eles que Deus não é só presente na Igreja ou na Bíblia, mas no nosso dia a dia e nas coisas comuns da vida.

7. Seja consistente
Tente equilibrar a flexibilidade com a consistência.Deut 6:7 “Repitam essas leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem.” Ou seja, falando sobre Deus e ensinando nossos filhos o Caminho deve virar um estilo de vida, não somente uma atividade planejado para ocorrer uma vez ao dia. Faça com que falando sobre Deus com seus filhos se torne parte de como você pensa e age o tempo todo. Ao mesmo temo que fazemos isso de várias e variadas maneiras (flexibilidade), nós devemos tentar fazer isso de forma consistente e integrada no nosso dia a dia.

8. Seja realista
Certa vez um homem levou seu filho para ver o Grande Canhão. O filho estava mantendo anotações da viagem. O pai ficou ansioso que o filho apreciasse toda a grandeza e beleza desta obra de Deus. O menino parecia totalmente encantado com a profundidade do vale. Aquela noite o pai leu o que seu filho escreveu no seu jornal. O jornal apenas disse “Hoje eu cuspi um quilometro!” Não podemos esperar que nossos filhos reagem como adultos. Às vezes suas mentes vagam. Ou, eles podem responder sem compreensão às nossas perguntas. Eles esqueçam coisas que acabamos de ensiná-los. Mas, não fique desesperado. Lembre-se que o tempo que você gasta com eles não vai mudá-los hoje - mas, vai transformá-los durante uma vida toda.

9. Seja transparente
Não estamos ajudando nossos filhos se damos a entender que somos algo além de pecadores salvos somente pela graça de Deus - gente verdadeira com medos e falhas como eles. Quando confessamos nosso erros e pecados diante de Deus e deles mostramos nossa humildade. Estamos mostrando um relacionamento legítimo com Deus, e nos tornamos mais acessível aos nosso filhos. Quando seu filho vê que você lida com suas fraquezas e tentações, ele sentirá mais à vontade para lhe procurar quando ele também enfrenta a tentação e o pecado.

10. Começa hoje
Pode ser que você seja nervoso sobre começando a orar e ler a Bíblia, a falar com seus filhos sobre coisas espirituais. Mas, lembre-se que o tempo que você passa com seus filhos conhecendo Deus não tem que ser perfeito, só precisa acontecer. Permita que Deus aperfeiçoe o que você faz, e, Ele vai.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Vida em Cristo: Conselhos Para Pais

de Charles Swindoll

"Para Pais" Traduzido e adaptado por Dennis Downing de conselhos de Charles Swindoll do livro “The Finishing Touch” (“O Toque Final”), Dallas: Word Publishing, 1994. pp. 282-284.

1. Resista à tentação de dar coisas ao invés de dar de si mesmo - nossa presença, nosso envolvimento pessoal.

Prover para a família é bíblico e temos um dever de providenciar para nossos filhos. 1 Tim. 5:8 chama aquele que fracassa em prover para sua família “pior que o descrente”.
Mas a tentação à qual estou me referindo vai além das necessidades básicas. É a batalha entre brinquedo versus tempo.

Às vezes o pai deseja tentar compensar as longas horas que ele passa ausente com coisas materiais, ao invés de estar “lá” quando precisam dele.

Não tem como substituir sua presença, seu tempo em:
- festas da escola;
- ajudar no dever de casa, quando há necessidade;
- assistir o jogo quando o filho está competindo;
- estar por perto, quando ele está aprendendo a jogar bola ou quando ela quer ajuda para fazer um desenho ou armar uma pipa.


* Jesus veio aqui nos mostrar o amor de Deus pelos seus filhos.
O que foi que Jesus deu aos seus discípulos? Roupas? Bens? Dinheiro? O que Jesus mais deu a seus discípulos foi seu tempo.

Mat 28:20 “E eis que estou convosco todos os dias ….”
Vamos ver nessas seis dicas que Jesus tratou seus discípulos como nós pais devemos tratar nossos filhos.



2. Não dê o melhor no trabalho e apenas o que sobrar em casa.

Todos nós temos limites de energia, entusiasmo, idéias, humor, e paixão pela vida.
É fácil para os pais usar todas essas coisas no trabalho, deixando quase nada para o final do dia.
Resultado, a esposa e os filhos recebem só os restos.

Pais, nossas famílias merecem mais! Se você não reservar parte da sua energia e força para sua família, você chega lá no final do dia cansado, irritado e sem disposição para “dar” mais nada!

Vamos ser homens que pensam primeiro no bem estar de nossas famílias.
Vamos conservá-las como a prioridade nas nossas vidas.
Vamos preservar o melhor que temos para nossas famílias.

* Jesus ensinou muitas pessoas, às vezes milhares.
Ele teve que enfrentar inimigos decididos a matá-lo.
Mas, Jesus sempre guardou o melhor dele mesmo para seu tempo com seus discípulos.
A passagem mais famosa nos ensinamentos de Jesus, o “Sermão do Monte” é direcionada não às multidões, mas aos discípulos.

Em Mateus 5:1-2, quando Jesus viu o tamanho da tarefa diante dele, quando ele tinha muito trabalho a fazer, ele se dedicou a ensinar aqueles poucos que Deus tinha dado especialmente a ele.


João 17 mostra o apego especial que Jesus tinha para com esses discípulos:

João 17:6-9 “Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra. Agora, eles reconhecem que todas as coisas que me tens dado provêm de ti; porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste. É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus…”
… v. 12 Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.”

Jesus olhou para estes homens como uma dádiva preciosa de Deus. E nós ainda mais, devemos olhar nossos filhos assim!
Jesus se esforçou para guardar, para preservar e para não perder nenhum.
Vemos o carinho, a afeto que Jesus tinha para com seus discípulos.

É verdade que Jesus não se casou, não teve filhos, nunca foi “pai” enquanto esteve aqui na terra.
Mas, dizer que ele não sabia como um pai sente é esquecer que, se ele e Deus são um, então ele sente o que um pai sente.
É assim que Deus quer que nós pais sintamos para com nossos filhos.



3. Ao invés de dar “sermões” sobre tudo que precisa mudar em seus filhos, que tal dar um bom exemplo através de uma atitude de escutar e aprender com a família.

Tiago 1:19: “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.”

Quando as coisas fogem do controle em casa, temos a tendência natural de inverter a ordem do que Tiago disse.
Primeiro, ficamos com raiva.
Daí gritamos (sempre a mesma coisa…”Quantas vezes eu tenho que lhe dizer para não mexer com a antena da televisão quando estou vendo o jogo…!!!.).
Finalmente, nós ouvimos.

Quando isso acontece, nós perdemos o mais importante.
Nossos filhos podem parar. Pode ser que eles olhem para nós.
Mas eles não estão ouvindo.
Eles se calam. Eles param. Eles nos temem, mas, eles não nos respeitam.
Nossa casa não é uma extensão do nosso escritório ou sala de trabalho.
Sua esposa e filhos não são seus empregados.

Talvez consigamos respeito automaticamente onde trabalhamos; mas em casa precisamos ganhá-lo à moda antiga: através de nosso exemplo.

O difícil não é dominá-los, mas dominar a nós mesmos, e ganhar a luta contra nosso próprio temperamento.

Em Lucas 9:46 Jesus viu os discípulos discutindo quem era maior.
Talvez dois anos mais tarde a mesma discussão começa na hora da última ceia em
Lucas 22:24
Suscitaram também entre si uma discussão sobre qual deles parecia ser o maior. 25 Mas Jesus lhes disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. 26 Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve. 27 Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve.

Qual a atitude de Jesus? Gritos? Desespero? Frustração?
Jesus falou as mesmas palavras, com a mesma paciência que tinha falado dois ou três anos antes.

Jesus lembrou os discípulos de seu exemplo.
Como pais, não podemos ter exemplo melhor do que Jesus. Vamos tratar nossos filhos com a mesma paciência com a qual Jesus tratou seus discípulos.
E, quem sabe, eles acabam um dia sendo igual àqueles mesmos discípulos do Mestre Jesus.



4. Vamos não exigir a plena perfeição dos nossos filhos.

Nós pais às vezes exigimos demais, não é?
Às vezes esperamos que nossos filhos sejam quase perfeitos em tudo.
Se um terço dos chutes contra a rede de um jogador resultarem em gol, isso é o que?
É um ótimo resultado!
De fato, se ele mantiver essa marca, será um sucesso no campeonato.
Mas nós muitas vezes esperamos demais de nossa esposa e filhos, como se todos os chutes deles tivessem que resultar em gols.

Seu filho vai ter notas baixas, ele vai ter brigas com colegas.
Ele vai esquecer de lhe dar um recado importante.
Mas, tenha cuidado em como você reage às falhas dele.

Col 3:20 “Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados.”

Uma criança irritada é alguém que não consegue saltar alto o suficiente, graças a um pai exigente, que por ignorância pensa que ser um bom técnico significa estar sempre subindo a barra.
Já vimos na vida de Jesus como ele foi paciente com as falhas de seus discípulos.
Não podemos esquecer que ele continua paciente para conosco.
Devemos ter cuidado não somente no julgamento dos outros, mas de nossos filhos também:

Mat 7:2 “Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também.”



5. Resista à tentação de encontrar intimidade ou prazer fora da sua casa.

Graças à nossa habilidade de racionalizar, nós homens podemos nos envolver nos casos mais ridículos que alguém pode imaginar. Eu já ouvi diversas estórias.
Eu também já escutei os filhos dos adúlteros depois do ocorrido, que nunca conseguiram compreender, que sofrem mais do que podemos descrever, que carregam cicatrizes permanentes.

O charme da paixão sedutora é incrivelmente forte, capaz de cegar até os santos.
A tentação pode ser o suficiente para fazer um pai esquecer por um momento até sua família.

O desejo pode fazê-lo menosprezar as conseqüências devastadoras do seu pecado.
Mas, há conseqüências e elas podem destruir não somente sua família, mas seus filhos também.

** É por isso que eu sugiro que os pais carreguem consigo uma foto da sua família, e que a olhem com freqüência.
É difícil ter fantasias sexuais enquanto se olha para os rostos sorridentes e crédulos dos seus familiares.
Qual a atitude de Jesus perante as tentações que ele enfrentou?

João 17:19 “E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade.”

Jesus se manteve puro e se negou, porque era certo e justo.
Mas, também sabemos que ele fazia isso pensando nos seus discípulos e na importância disso para eles.



6. Assuma seu papel de líder espiritual da sua família.

Sua esposa e filhos desejam que você os guie espiritualmente.
Os filhos adoram saber que seu pai ama a Deus, anda com Deus e fala sobre Deus.
Nunca esqueça seu valor como líder espiritual da família.
Deut 4:10-11
Reúne este povo, e os farei ouvir as minhas palavras, a fim de que aprenda a temer-me todos os dias que na terra viver e as ensinará a seus filhos. Então, chegastes e vos pusestes ao pé do monte; e o monte ardia em fogo até ao meio dos céus, e havia trevas, e nuvens, e escuridão.

Deut 6:1-7
Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o SENHOR, teu Deus, se te ensinassem, para que os cumprisses na terra a que passas para a possuir;
para que temas ao SENHOR, teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida; e que teus dias sejam prolongados. Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.

Está pronto para um desafio?
Comece a passar tempo com Deus, torne-se num homem de oração, ajude sua família a saber o quanto você ama a Cristo e deseja honrá-lO.

Por que não começar hoje?
Vamos lá, é um dos maiores presentes que um homem pode dar a sua família.

E, não há dia melhor para começar do que no seu dia.
 

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