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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Capítulo Cinco: O Tesouro do Túmulo

de Max Lucado

“Então, o que devo fazer com Jesus”?
Pilatos perguntou primeiro, mas todos nós temos perguntado depois.
É uma pergunta justa. Uma pergunta necessária. O que é que você faz você com um homem assim? Ele se chamou de Deus, mas usou as roupas de um homem. Ele se chamou o Messias, mas nunca comandou um exército. Ele foi considerado como rei, mas sua única coroa foi de espinhos. Pessoas o veneraram como real, contudo seu único manto foi costurado com escárnio.
Não é de se admirar que Pilatos ficou confuso. Como você explica um homem assim?
Uma maneira é por uma caminhada. A caminhada dele. A última caminhada dele. Siga os passos dele. Fique na sombra dele. De Jericó até Jerusalém. Do templo para o jardim. Do jardim até o julgamento. Do palácio de Pilatos até a cruz de Gólgota. Olhe ele caminhando – indignado para o templo, cansado para Getsêmani, atormentado pela Via Dolorosa. E poderosamente para fora do túmulo desocupado.
Testemunhando o caminho dele, reflita sobre o seu, porque todos nós temos nosso próprio caminho para Jerusalém. Nosso próprio caminho pela religião oca. Nossa própria descida pela ladeira estreita da rejeição. E cada um de nós, como Pilatos, temos que lançar um veredicto sobre Jesus.
Pilatos ouviu a voz das pessoas e deixou Jesus para percorrer o caminho só. Será que nós vamos?
Eu espero que plantado permanentemente em sua alma esteja o momento em que o Pai lhe tocou na escuridão e lhe levou pelo caminho da liberdade. É uma memória como nenhuma outra. Porque quando ele liberta você, você está realmente livre.
Posso lhe contar minha história?
Uma aula da Bíblia numa pequena cidade ao leste do Texas. Eu não sei o que era mais notável, que um professor estava tentando ensinar o livro de Romanos para um grupo de meninos de dez anos de idade, ou que eu me lembro do que ele disse.
A sala de aula era de tamanho médio, uma das cerca de doze numa igreja pequena. Minha banca estava toda riscada e com chiclete grudado em baixo. Havia cerca de vinte delas, embora só uns quatro ou cinco estivessem ocupados.
Todos nós sentamos no fundo da sala, querendo parecer sofisticados demais para estar interessados. Calças jeans engomadas. Tênis da moda. Era verão e o sol que descia lentamente pintava a janela de ouro.
O professor era um homem sério. Eu ainda lembro da barriga dele aparecendo em baixo do terno que ele nem faz mais questão de tentar abotoar. A gravata dele acaba a meio caminho. Ele tem um sinal preto na testa, uma voz macia, e um sorriso amável. Embora ele não tenha nada a ver com as crianças de 1965, ele não sabe disso.
As anotações dele estão empilhadas em um pódio debaixo de uma Bíblia preta pesada. Ele está de costas para nós e o terno dele sobe e desce enquanto ele escreve no quadro. Ele fala com paixão genuína. Ele não é um homem dramático, mas esta noite ele está fervoroso.
Só Deus sabe por que eu o ouvi naquela noite. O texto dele era Romanos capítulo seis. O quadro-negro ficou coberto com diagramas e palavras longas. Em algum momento no processo de descrever como Jesus entrou no túmulo e depois saiu, aconteceu. A jóia da graça foi erguida e virada para que eu pudesse vê-la de um ângulo novo... e tirou minha respiração.
Eu não vi um código moral. Eu não vi uma igreja. Eu não vi os dez mandamentos ou demônios infernais. Eu vi meu Pai entrar na minha noite escura, me despertar do meu sono, e suavemente me guiar – não, me carregar para a liberdade.
Eu não disse nada a meu professor. Eu não disse nada a meus amigos. Eu nem sei se falei qualquer coisa a Deus. Eu não sabia o que dizer. Eu não sabia o que fazer. Mas para tudo que eu não sabia, havia um fato do qual eu estava absolutamente seguro: eu queria estar com ele.
Eu falei para meu pai que eu estava pronto para entregar a minha vida a Deus. Ele pensou que eu era muito jovem para tomar esta decisão. Ele perguntou o que eu sabia. Eu lhe falei que Jesus estava no céu e eu queria estar com ele. E para meu pai aquilo era o bastante.
Até hoje eu fico em dúvida se meu amor já foi tão puro quanto naquela hora. Eu tenho saudades da certeza da minha fé principiante. Se você tivesse me falado que Jesus estava no inferno, eu teria concordado em ir. Confissão pública e batismo vieram naturalmente para mim.
Você vê, quando seu Pai vem lhe libertar de escravidão, você não faz perguntas; você obedece instruções. Você segura a mão dele. Você caminha o caminho. Você deixa para trás a escravidão. E você nunca, nunca esquece.
Minha oração é que você nunca esqueça de seu caminho ou do dele: O caminho final de Jesus de Jericó para Jerusalém. Porque foi este caminho que lhe garantiu liberdade.
O passeio final dele pelo templo em Jerusalém. Foi neste caminho que ele denunciou a religião oca.
O passeio final dele para o Monte das Oliveiras. Porque foi ali que ele prometeu voltar e levá-lo para casa.
E o caminho final dele do palácio de Pilatos para a cruz de Gólgota. Pés descalços e ensangüentados se esforçam para subir um estreito caminho pedregoso. Mas igualmente vívida como a dor da viga atrás as suas costas dilaceradas, é a visão que ele tem de você e ele caminhando juntos.
Ele podia ver a hora em que ele entraria em sua vida, em seu quarto escuro lhe despertando do seu sono para lhe guiar à liberdade.
Mas o caminho não terminou. A viagem não está completa. Há mais um caminho que deve ser trilhado.
“Eu voltarei,” ele prometeu. E para provar isso ele rasgou em dois o véu do templo e estourou os portões da morte. Ele voltará.
“Aquele que nos resgatou voltou!” nós vamos clamar.
E a viagem terminará e nós tomaremos nossos lugares no banquete dele. . . para sempre. Te vejo à mesa.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Vida em Cristo: Buscando Jesus Durante Carnaval‏















de Dennis Downing 

A história “Os Três Eduardos” de Thomas Costain, descreve a vida de
Reinaldo III, um duque do décimo quarto século, que viveu no que hoje
é a Bélgica. 

Totalmente acima do peso, Reinaldo foi comumente chamado por seu
apelido latino, Crassus, que quer dizer "gordo".

Depois de uma disputa violenta, o irmão mais novo de Reinaldo,
Eduardo, conduziu uma revolta bem sucedida contra ele. Eduardo
capturou Reinaldo, mas não o matou. Ao invés disso, ele o colocou num
quarto no castelo de Neuwkerk e prometeu que ele poderia recuperar o
título e a propriedade dele assim que ele pudesse deixar o quarto.

Isto não teria sido difícil para a maioria das pessoas porque o
quarto tinha várias janelas e uma porta de tamanho próximo ao normal,
e nenhuma delas estava trancada. O problema era o tamanho de
Reinaldo. Para recuperar a liberdade dele, ele precisava perder peso.
Mas Eduardo conhecia o irmão mais velho, e cada dia ele enviava uma
variedade de comidas deliciosas. Ao invés de fazer regime para sair
da prisão, Reinaldo engordou mais. 

Quando acusaram o Duque Eduardo de crueldade, ele tinha uma resposta
pronta: "Meu irmão não é um prisioneiro. Ele pode sair quando ele bem
quiser."

Reinaldo ficou naquele quarto durante dez anos e só foi libertado
depois que Eduardo morreu numa batalha. Porém, a esta altura a saúde
dele já estava tão arruinada que ele morreu dentro de um ano –
prisioneiro do seu próprio apetite.

Podemos ver nesta época de Carnaval como o apetite pelo pecado cresce
e começa a controlar a vida das pessoas. Alguns parecem totalmente
fora de si. De fato, estão sendo controlados e usados por forças que
nem imaginam. É o resultado do pecado e seu apetite insaciável. É
necessário o Cristão estar atento para a força do pecado e dos
apetites carnais, para não “brincar” e acabar caindo na mesma cilada. 

Se você faz parte de uma igreja que tenha retiro espiritual neste
período, faça o possível para participar. Se não puder participar no
feriado todo, procure pelo menos os dias em que pode. Se não tiver
acesso a um retiro, separe um bom livro, ou uma sequencia de leituras
bíblicas. Organize encontros com outros irmãos buscando edificação
neste período. Desligue a televisão, ou se ligar, que seja só para
assistir filmes que edificam. Há dentro de cada um o apetite pelo
pecado. Cabe a nós decidirmos se vamos alimentá-lo ou não. 

Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: “Estou sendo tentado
por Deus”. Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém
tenta. Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por
este arrastado e seduzido. Então esse desejo, tendo concebido, dá à
luz o pecado, e o pecado, após ter se consumado, gera a morte. Tiago
1:13-15. 

Neste Carnaval, vamos buscar Jesus, que nos dará as coisas da
verdadeira vida abundante e feliz, a libertação do pecado, e um dia a
vitória sobre a própria morte. 

A história dos irmãos Reinaldo e Eduardo veio de “Illustrations for
Preaching and Teaching from Leadership Journal” de Craig Brian
Larson, editor, Grand Rapids: Baker Book House, 1993.

Devocional Para Hoje : Salmos 62:7‏

 
VERSÍCULO:
De Deus dependem a minha salvação e a minha glória; estão em
Deus a minha forte rocha e o meu refúgio. 

    -- Salmos 62:7 

PENSAMENTO:
   Quem somos, o que nos tornamos nesta vida, e o que realizamos de
importante estão nas mãos de Deus. Não podemos conseguir honra
duradoura para nós mesmos sem a bênção Dele. Não podemos assegurar
o nosso futuro ou a nossa segurança sem a proteção e bênção Dele. A
base de toda realização e glória depende de nossa disposição para
colocar as nossas vidas sob os cuidados Dele.  

ORAÇÃO:
 Ó Rocha, Fortaleza da minha vida, coloco a minha vida sob os
seus cuidados. Cuide do meu futuro e use-me para Sua glória. No
Senhor me refugio e dependo na Sua força para fazer meus dias
valerem. No precioso nome de Jesus eu oro. Amém.

domingo, 13 de março de 2011

Vida em Cristo: O Poder que Machuca‏





















de Danilo Souza


 “A sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus" (1 Coríntios 3.19)

O poder vem de diversas formas. É o marido que recusa ser amável com
a esposa. É o empregado que coloca a ambição pessoal sobre a própria
integridade. É a esposa que regula o sexo para punir e persuadir. Pode
ser o tirar a vida de alguém, ou o tirar a vez de alguém... Porém
tudo é soletrado da mesma forma: P-O-D-E-R.

E todos têm a mesma meta: “Conseguirei o que quero às suas custas”. E
todos têm o mesmo fim: Futilidade.

Poder absoluto é inalcançável. E quando você chegar ao topo – se
houver um topo – o único caminho a seguir é para baixo. E a descida é
geralmente dolorosa.

 Daqui a mil anos terá importância o título que o mundo lhe
deu? Não, mas fará uma enorme diferença saber de quem você é filho –
e quantos foram recebidos por você como irmãos.

 “... Se eu puder ajudar alguém a seguir a diante, mostrar o caminho
certo, cumprir meu dever como cristão, que é divulgar a mensagem que
Cristo deixou, então minha vida não terá sido em vão..."

Devocional para hoje: Filipenses 1:29

VERSÍCULO:
 Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não
somente de crerdes nele,

    -- Filipenses 1:29

PENSAMENTO:
   Quando lemos o livro de Atos, vemos os discípulos felizes no seu
sofrimento "por causa do nome". Porque Jesus já passou
vitoriosamente pelo mesmo tipo de sofrimento, devemos considerar
sofrer por causa de Cristo um privilégio, e não apenas uma
tribulação. A seriedade do nosso compromisso é mostrada melhor aos
céticos quando estamos sendo criticados e testados. Então, vamos
manter nosso caráter quando estamos sendo atacados e regozijar,
porque temos visto, através de Jesus, o que acontece quando os
filhos de Deus são fiéis, mesmo quando lhes custa a própria vida.

ORAÇÃO:
 Que nome precioso o Senhor deu ao seu filho, ó Senhor.  Que Ele
seja exaltado em toda a terra e nos céus, até que cada coração
saiba que Ele realmente é o Senhor. Em nome de Jesus, e pela glória
Dele, eu oro. Amém.
 

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