O que é verdadeira espiritualidade? Deus promete saúde e prosperidade a todos os crentes? Como os dons espirituais atuam? Respondendo a essas perguntas, Albert Mohler faz um exame do movimento carismático e de seu efeito na igreja de Cristo. Este livro é uma tentativa de considerar, com base na perspectiva do
cristianismo bíblico, vários assuntos controversos e problemáticos
sobre a sexualidade.
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Livre arbítrio: Tenho liberdade para crer?
É comum pensar que a teologia reformada nega o livre-arbítrio humano e
se mostra contrária a passagens que enfatizam a importância da decisão
humana no processo de salvação. Na realidade, porém, a teologia
reformada sempre reconheceu as atividades reais da vontade humana na
salvação.
Embora a expressão “livre-arbítrio” não apareça nas Escrituras, num
sentido técnico ou teológico, é correto dizer que a Bíblia tanto afirma
como nega, de várias maneiras, que as pessoas possuam livre-arbítrio. Os
teólogos reformados costumam abordar essa questão distinguindo entre a
livre agência humana, o livre-arbítrio moral e a liberdade absoluta.
Em primeiro lugar, a livre agência simplesmente reconhece que os seres
humanos são criaturas que possuem vontade própria. Ao contrário de
pedras, árvores, montanhas e outras partes da criação, os seres humanos
fazem escolhas morais. Todos os seres humanos são agentes livres, no
sentido de que tomam decisões ao que farão. Por esse motivo, também
somos moralmente responsáveis pelas nossas escolhas voluntárias. Foi
assim com Adão tanto antes quanto depois de ele ter pecado; é assim
agora e o será para os cristãos glorificados – um fato que é refletido
ao longo da Bíblia. Todas as pessoas têm o dever de fazer escolhas
certas e responsáveis (Js 24:15; 2Sm 12:1-10; Jo 7:24; Rm 1:18-32;
14:13). No entanto, a livre agência não inclui a capacidade de fazer
qualquer escolha moral em qualquer circunstancia, nem a capacidade de
escolher algo contrário à própria natureza. Uma vez que a obediência e
fé no evangelho são contrárias a natureza humana decaída (Rm 8:4-8), o
conceito de livre agência não afirma que o homem decaído possui o
livre-arbítrio para fazer tais coisas.
O livre-arbítrio moral, por sua vez, é uma capacidade de escolher entre
todas as opções morais que uma situação apresenta. Muitos teólogos
cristãos do século 2º. (por exemplo, Clemente de Alexandria e Orígenes),
ensinavam que a natureza humana decaída possui o livre-arbítrio.
Negavam que os seres humanos limitados pela sua condição moral decaída,
insistindo em vez disso que os homens são capazes de escolher qualquer
rumo que desejarem, incluindo a decisão, pelo seu próprio poder e
vontade, de crer no evangelho e obedecer a ele. Essa visão contrasta
nitidamente com as Escrituras. Agostinho e teólogos reformados afirmaram
corretamente apesar de a humanidade possuir livre-arbítrio moral antes
da queda, o pecado original nos privou do mesmo.
Uma vez que somo descendentes de Adão, não temos a capacidade natural
de discernir e escolher o caminho de Deus ou de crer no evangelho, pois
não temos nenhuma inclinação natural para com Deus. Nosso coração é
escravo do pecado e somente a graça e a regeneração podem nos libertar
dessa servidão. Por isso Paulo ensinou em Romanos 6:16-23 que somente as
pessoas libertas do domínio do pecado podem escolher entre a justiça
livremente e de todo coração. Uma inclinação do coração para agradar a
Deus é um dos aspectos da liberdade que Cristo concede aos seus
seguidores (Jo 8:34-36; Gl 5:1,13).
Tem havido, e ainda há teólogos cristãos que argumentam de várias
maneiras que, a fim de terem qualquer relevância, as escolhas humanas
devem ser absolutamente livres dos decretos soberanos de Deus. A
teologia reformada rejeita categoricamente este erro. Em primeiro lugar,
é evidente que possuímos várias limitações físicas e mentais
decorrentes da ordem natural determinada por Deus para este mundo. Não
temos a liberdade absoluta em nenhuma área. Ademais, as Escrituras
ensinam que Deus tem um plano imutável que abrange todos os
acontecimentos que ocorrem, desde os maiores até os menores (Is 46:10;
Mt 10:29-31). As escolhas humanas estão incluídas nesse plano, mas não
podem, jamais, impedir ou frustrar os propósitos de Deus (Is 8:10;
14:26-27). Portanto, assim como estamos certos de que nenhum ser humano
decaído tem a capacidade moral de escolher crer no evangelho, podemos
ter certeza de que ninguém tem a capacidade de frustrar os propósitos de
Deus nem a salvação que ele determinou para nós em Cristo (Rm 8:28-30).
Todos os que foram predestinados à salvação receberão o chamado eficaz,
serão regenerados e escolherão crer. Essa limitação de nossa vontade não
é, de maneira alguma, um fatalismo que diminui a importância da escolha
humana, mas sim, uma afirmação sublime do nosso lugar importante no
mundo de Deus.
Fonte: Artigo extraido da Bíblia de Estudo de Genebra
2ª Edição Revisada e Ampliada
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Honestidade, juramentos e votos: Devo jurar?
A verdade nos relacionamentos, especialmente entre os cristãos, é um mandamento divino (Ef 4.25; Cl 3.9), e dizer a verdade é parte essencial da piedade autêntica (Sl 15.1-3). Deus proíbe a mentira, o engano e as interpretações maliciosamente equivocadas (Êx 20.16; Lv 19.11), e Jesus indica que Satanás é a origem das mentiras (Jo 8.44). Aqueles que, como Satanás, dizem inverdades a fim de enganar e/ou prejudicar a reputação de outros são condenados nas Escrituras como sendo particularmente abomináveis em sua impiedade (Sl 5.9; 12.1-4; 52.2-5; Jr 9.3-6; Ap 22.15). Uma maneira de reconhecer a dignidade do nosso próximo que, como nós, foi criado à imagem de Deus, é entender que, de um modo geral, ele tem direito à verdade. Assim, dizer a verdade, uma prática que demonstra o devido respeito pelos fatos, pelo nosso próximo e, acima de tudo, por Deus, se torna um elemento fundamental da religião autêntica e da expressão sincera de amor ao próximo.
Os juramentos são declarações solenes que invocam Deus como testemunha daquilo que é declarado e prometido, tornando o mentiroso digno de punição. As Escrituras aprovam os juramentos e os consideram apropriados em ocasiões solenes (Gn 24.1-9; Ed 10.5; Ne 5.12; cf. 2Co 1.23; Hb 6.13-17). No tempo da Reforma, os anabatistas rejeitavam todos os tipos de juramento como parte do seu repúdio do envolvimento com o mundo secular. Afirmavam que Jesus havia condenado os juramentos, sem perceber que, na verdade, ele argumentou contra o abuso desse tipo de declaração, e não contra os juramentos legítimos (Mt 5.33-37; cf Tg 5.12).
Os votos a Deus são o equivalente devocional dos juramentos e, como estes, devem ser tratados como extrema seriedade (Dt 23.21; Ec 5.4-6) e, uma vez feitos, devem ser cumpridos (Sl 15.4; cf Js 9.15-19). Deus exige que levemos a sério não apenas as palavras dele, mas também as nossas. No entanto, os votos nunca devem ser usados como desculpa para desobedecer à Palavra de Deus (Mc 7.11). Veja CFW 21.5; 22.1-5; CM 13; CH 101.
Os juramentos são declarações solenes que invocam Deus como testemunha daquilo que é declarado e prometido, tornando o mentiroso digno de punição. As Escrituras aprovam os juramentos e os consideram apropriados em ocasiões solenes (Gn 24.1-9; Ed 10.5; Ne 5.12; cf. 2Co 1.23; Hb 6.13-17). No tempo da Reforma, os anabatistas rejeitavam todos os tipos de juramento como parte do seu repúdio do envolvimento com o mundo secular. Afirmavam que Jesus havia condenado os juramentos, sem perceber que, na verdade, ele argumentou contra o abuso desse tipo de declaração, e não contra os juramentos legítimos (Mt 5.33-37; cf Tg 5.12).
Os votos a Deus são o equivalente devocional dos juramentos e, como estes, devem ser tratados como extrema seriedade (Dt 23.21; Ec 5.4-6) e, uma vez feitos, devem ser cumpridos (Sl 15.4; cf Js 9.15-19). Deus exige que levemos a sério não apenas as palavras dele, mas também as nossas. No entanto, os votos nunca devem ser usados como desculpa para desobedecer à Palavra de Deus (Mc 7.11). Veja CFW 21.5; 22.1-5; CM 13; CH 101.
Fonte: Artigo extraido da Bíblia de Estudo de Genebra
2ª Edição Revisada e Ampliada
domingo, 3 de fevereiro de 2013
O padrão de Deus para a adoração: Como devo adorar a Deus?
Adorar significa honrar e glorificar a Deus reconhecendo com gratidão,
de maneiras prescritas por ele, a maravilha dos seus atributos e atos.
Pode-se fazer distinção entre a adoração particular, que inclui a
adoração com o sentido mais geral de um modo de vida (Rm 12.1; lCo
10.31), e a adoração pública, a reunião de cristãos na presença de Deus
(2Cr 20.18; 29.28; Ne 8.6).
A adoração é sempre acompanhada de reverência e alegria diante do privilégio de nos aproximarmos do poderoso Criador com absoluta humildade e confissão sincera dos nossos pecados e necessidades. Assim como a adoração é e continuará sendo um elemento central da vida nos novos céus e nova terra (Is 66.22-23; Ap 4.8-11,5.9-14; 7.9-17; 11.15-18; 15.2-4; 19.1-10), também deve ser central na vida da igreja na terra; a adoração deve ser uma das atividades mais importantes tanto na vida particular quanto comunitária de todos os cristãos (Cl 3.16-17).
As prescrições da lei de Moisés eram bem mais específicas para a adoração do que para qualquer outra área da vida. Esse fato não apenas mostra que a adoração devia ser cuidadosamente regulamentada pela Palavra de Deus, como também sugere que a lei mosaica revela diversos detalhes acerca da adoração agradável a Deus. Vários aspectos das prescrições mosaicas apontam para Cristo e perderam a validade depois que ele veio ao mundo. No entanto, os princípios morais subjacentes que essas prescrições ilustravam continuam em vigor. Ainda assim, no livro de Salmos e em várias outras fontes do Antigo Testamento, Deus fornece instruções, hinos e orações para a adoração em Israel e os cristãos de hoje podem usá-los em seu culto, aplicando-os devidamente à luz da revelação mais plena do Novo Testamento.
As principais características do padrão de adoração pública fornecido por Deus a Israel eram:
(1) O sábado - o sétimo dia depois de seis de trabalho devia ser separado como dia santo de descanso, a ser observado como memorial da criação (Gn 2.3; Êx 20.8-11) e redenção (Dt 5.12-15). Deus insistiu na observância do sábado (Êx 16.21-30; 20.8-9; 31.12-17; 34.21; 35.1-3; Lv 19.3,30; 23.3; cf. Is 58.13-14) e declarou a transgressão do mesmo um crime passível da pena capital (Êx 31.14; Nm 15.32-36).
A adoração é sempre acompanhada de reverência e alegria diante do privilégio de nos aproximarmos do poderoso Criador com absoluta humildade e confissão sincera dos nossos pecados e necessidades. Assim como a adoração é e continuará sendo um elemento central da vida nos novos céus e nova terra (Is 66.22-23; Ap 4.8-11,5.9-14; 7.9-17; 11.15-18; 15.2-4; 19.1-10), também deve ser central na vida da igreja na terra; a adoração deve ser uma das atividades mais importantes tanto na vida particular quanto comunitária de todos os cristãos (Cl 3.16-17).
As prescrições da lei de Moisés eram bem mais específicas para a adoração do que para qualquer outra área da vida. Esse fato não apenas mostra que a adoração devia ser cuidadosamente regulamentada pela Palavra de Deus, como também sugere que a lei mosaica revela diversos detalhes acerca da adoração agradável a Deus. Vários aspectos das prescrições mosaicas apontam para Cristo e perderam a validade depois que ele veio ao mundo. No entanto, os princípios morais subjacentes que essas prescrições ilustravam continuam em vigor. Ainda assim, no livro de Salmos e em várias outras fontes do Antigo Testamento, Deus fornece instruções, hinos e orações para a adoração em Israel e os cristãos de hoje podem usá-los em seu culto, aplicando-os devidamente à luz da revelação mais plena do Novo Testamento.
As principais características do padrão de adoração pública fornecido por Deus a Israel eram:
(1) O sábado - o sétimo dia depois de seis de trabalho devia ser separado como dia santo de descanso, a ser observado como memorial da criação (Gn 2.3; Êx 20.8-11) e redenção (Dt 5.12-15). Deus insistiu na observância do sábado (Êx 16.21-30; 20.8-9; 31.12-17; 34.21; 35.1-3; Lv 19.3,30; 23.3; cf. Is 58.13-14) e declarou a transgressão do mesmo um crime passível da pena capital (Êx 31.14; Nm 15.32-36).
(2) A instituição de três festas anuais (Êx 23.14-17; 34.23; Dt 16.16),
durante as quais os israelitas se reuniam no santuário de Deus,
ofereciam sacrifícios para celebrar a generosidade de Deus, buscavam e
reconheciam a reconciliação e a comunhão com ele e comiam e bebiam
juntos como expressão de alegria. As festas da Páscoa e dos Pães Asmas,
observadas no décimo quarto dia do primeiro mês, comemoravam o êxodo (Êx
12; Lv 23.5-8; Nm 28,16-25; Dt 16.1-8). A Festa das Semanas, também
chamada de Festa da Sega e dia das Primícias marcava o final da colheita
dos cereais e era realizada cinquenta dias depois do sábado que dava
início à Páscoa (Ex 23.16; 34.22; Lv 23.15-22; Nm 28.26-31; Dt 16.9-12).
Por fim, a Festa dos Tabernáculos, também chamada de Festa da Colheita,
realizada entre o décimo quinto e o vigésimo segundo dia do sétimo mês,
no final do ano agrícola, lembrava o povo como Deus havia conduzido
Israel pelo deserto (Lv 23.39-43; Nm 29,12-38; Dt 16.13-15).
(3) O Dia da Expiação era observado no décimo dia do sétimo mês. Nessa data importante do calendário anual, o sumo sacerdote aplicava sangue no altar central do santuário a fim de expiar pelos pecados cometidos por Israel no ano anterior, e o bode expiatório era enviado para o deserto como sinal de que os pecados não estavam mais no meio do povo (Lv 16).
(4) O sistema sacrificai regular incluía holocaustos diários e mensais (Nm 28.1-15), além de vários tipos de sacrifícios pessoais. A exigência comum a todos esses sacrifícios era que a oferta fosse perfeita e que o sangue do animal oferecido fosse derramado no altar de holocausto para fazer expiação (Lv 17.11).
Os rituais de purificação pessoal (Lv 12-15; Nm 19) e devoção pessoal (p, ex., consagração do primogênito; Êx 13,1-16) também faziam parte do padrão determinado por Deus.
Sob a nova aliança, na qual os tipos do Antigo Testamento dão lugar aos seus cumprimentos, o sacerdócio, o sacrifício e a intercessão de Cristo suplantam todo o sistema mosaico de expiação pelo pecado (Hb 7-10). O batismo (Mt 28.19) e a Ceia do Senhor (Mt 26.26-29;1 Co 11.23-26) substituem a circuncisão (Gl 2.3-5; 6,12-16) e a Páscoa (1 Co 5.7-8). Do mesmo modo, os cristãos não precisam mais observar o calendário judaico de festas (Gl 4.10; Cl 2.16), e os conceitos de contaminação e purificação cerimonial impostos por Deus para criar a consciência veterotestamentária de que alguns comportamentos, condições e exposições separavam a pessoa de Deus, deixaram de ter aplicação direta (Mc 7.19; lTm 4.3-4). Até mesmo o sábado foi renovado é agora é observado no primeiro dia da semana, o dia da ressurreição de Jesus, também chamado de "dia do Senhor" (At 20.7; Ap 1.10). A princípio, essas mudanças foram sendo feitas de acordo com o que estava acontecendo no momento, mas o padrão de louvor, ações de graças, desejo, confiança, pureza e serviço que constitui e caracteriza a verdadeira adoração continua inalterado até os dias de hoje.
(3) O Dia da Expiação era observado no décimo dia do sétimo mês. Nessa data importante do calendário anual, o sumo sacerdote aplicava sangue no altar central do santuário a fim de expiar pelos pecados cometidos por Israel no ano anterior, e o bode expiatório era enviado para o deserto como sinal de que os pecados não estavam mais no meio do povo (Lv 16).
(4) O sistema sacrificai regular incluía holocaustos diários e mensais (Nm 28.1-15), além de vários tipos de sacrifícios pessoais. A exigência comum a todos esses sacrifícios era que a oferta fosse perfeita e que o sangue do animal oferecido fosse derramado no altar de holocausto para fazer expiação (Lv 17.11).
Os rituais de purificação pessoal (Lv 12-15; Nm 19) e devoção pessoal (p, ex., consagração do primogênito; Êx 13,1-16) também faziam parte do padrão determinado por Deus.
Sob a nova aliança, na qual os tipos do Antigo Testamento dão lugar aos seus cumprimentos, o sacerdócio, o sacrifício e a intercessão de Cristo suplantam todo o sistema mosaico de expiação pelo pecado (Hb 7-10). O batismo (Mt 28.19) e a Ceia do Senhor (Mt 26.26-29;1 Co 11.23-26) substituem a circuncisão (Gl 2.3-5; 6,12-16) e a Páscoa (1 Co 5.7-8). Do mesmo modo, os cristãos não precisam mais observar o calendário judaico de festas (Gl 4.10; Cl 2.16), e os conceitos de contaminação e purificação cerimonial impostos por Deus para criar a consciência veterotestamentária de que alguns comportamentos, condições e exposições separavam a pessoa de Deus, deixaram de ter aplicação direta (Mc 7.19; lTm 4.3-4). Até mesmo o sábado foi renovado é agora é observado no primeiro dia da semana, o dia da ressurreição de Jesus, também chamado de "dia do Senhor" (At 20.7; Ap 1.10). A princípio, essas mudanças foram sendo feitas de acordo com o que estava acontecendo no momento, mas o padrão de louvor, ações de graças, desejo, confiança, pureza e serviço que constitui e caracteriza a verdadeira adoração continua inalterado até os dias de hoje.
Fonte: Artigo extraido da Bíblia de Estudo de Genebra
2ª Edição Revisada e Ampliada
sábado, 2 de fevereiro de 2013
A lei de Deus: O que é essa lei?
A lei de Deus é uma expressão do caráter santo e moral d Deus (Tg 2.10-11). Nesse sentido, a lei de Deus é eterna, como o próprio Deus é eterno. Além disso, ela é também a boa dádiva de Deus para a humanidade (Rm 7.12). Deus criou a humanidade e o mundo para operar em conformidade com sua lei. Por esse motivo, quando a lei de Deus é compreendida e aplicada corretamente, ela é nosso deleite e alegria, nosso caminho para uma vida de sucesso, e não um fardo ou maldição (Js 1.8-9; Sl 112.1; 119.14, 16, 47-48, 97-113, 127-128, 163-167).
Porém, a identificação, a interpretação e a aplcação correta da lei de Deus é uma tarefa complexa que exige uma análise das Escrituras como um todo. Deus revelou a sua lei a Adão e Eva na forma de suas responsabilidades gerais como portadores da imagem de Deus (Gn 1.27-30) e na proibição com respeito ao fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.15-17). Deus também revelou a sua lei a Noé e aos patriarcas israelitas de várias maneiras apropriadas às suas respectivas circunstâncias. No tempo de Moisés, Deus descreveu a sua lei em detalhes, de acordo com o estágio da história da salvação em que seu povo se encontrava e também inspirou a sua primeira codificação. Outras revelações transmitidas ao povo de Deus pelos profetas do Antigo Testamento também aplicaram a lei eterna de Deus a Israel, especialmente durante o período monárquico (2Sm 23.1-2; 24.11). Por fim, a lei eterna de Deus foi revelada por Cristo e seus apóstolos, cujos ensinamentos são sintetizados como sendo de autoridade no Novo Testamento (p. ex., Mt 5-7). Uma vez que o caráter de Deus é imutável e nunca se contradiz, em nenhum momento os princípios de conduta exigidos num estágio da revelação contradizem outras prescrições. E, no entanto, nunca são exatamente iguais.
A expressão mais complexa da lei eterna de Deus na revelação bíblica aconteceu no período de Moisés, o grande legislador de Israel. Tradicionalmente, a teologia reformada dividiu a lei mosaica em três partes: a lei moral, a lei cerimonial (rituais, cultos, etc) e as leis civis ou judiciais (regras socias e criminais). Desde que nos lembremos que essas categorias se sobrepõem de várias maneiras, essa distinção tríplice é útil.
Os Dez Mandamentos expressam os princípios morais básico da lei de Deus em dez regras simples, mas abrangentes. Essas leis são declaradas de modo um tanto abstrato e, portanto, podem ser aplicadas com relativa facilidade a todas as pessoas, lugares e épocas. As leis judiciais e cerimoniais, porém, são estreitamente ligadas a aspectos e circunstâncias da época. As cerimônias foram criadas para o culto no tabernáculo e no templo, e as leis judiciais visavam guiar Israel como nação teocrática. Esses aspectos da lei Moisés são relativamente difíceis de serem aplicados à ea do Novo Testamento, pois as cerimônias e a organização política de Israel se cumpriram em Cristo. Ainda assim, os princípios morais que alicerçam as leis cerimoniais e judiciais ainda devem ser aplicados ao nosso tempo.
Por fim, o próprio Novo Testamento orienta o modo de vida dos cristãos do período posterior ao ministério de Cristo aqui na terra ao fornecer suas próprias regras ou leis. A vida cristã não é desprovida de leis externas. Jesus ensinou vários princípios morais e demonstrou repetidamente como seus ensinamentos eram aplicações verdadeiras da lei de Moisés (Mt 5-7; 12.11-12; Mc 2.23-28). Os apóstolos também ensinaram os mandamentos de Deus à igreja (Jo 13.34; 1Co 14.37; 1Jo 2.7-8) e mostraram em várias ocasiões que essas prescrições eram aplicações da revelação do Antigo Testamento. Quando Paulo declarou, não estar "sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo" (1Co 9.21), po exemplo, quis dizer que tinha a obrigação de guardar toda a lei de Deus do mesmo modo que Cristo e os apóstolos a haviam aplicado às circunstâncias da igreja primitiva. Devemos seguir o exemplo de Jesus e de ser apóstolos e discernir os princípios morais ensinados ao longo das Escrituras e aplicá-los zelosamente à igreja e ao mundo de nosso tempo.
Fonte: Artigo extraido da Bíblia de Estudo de Genebra
2ª Edição Revisada e Ampliada
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