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sábado, 31 de julho de 2010

Vida em Cristo - Fora da Bigorna

de Max Lucado

Enquanto digito a conclusão deste livro, meus pensamentos acabaram de sofrer um novo impacto. Minha esposa e eu voltamos há pouco de uma viagem de emergência para ver meu pai. Ele está muito doente. Sofre da doença Lou Gehrig (Esclerose Lateral Amiotrófica), que ataca os músculos e para a qual não se conhece cura, nem a sua origem. Fomos chamados para ir vê-lo sem saber se iríamos encontrá-lo vivo ao chegarmos. Mas ele estava vivo e ainda continua vivendo. "Todavia, embora tivesse melhorado bastante, nós sabemos (e ele também) que, a não ser pela intervenção divina, o tempo de sua partida está próximo.

Meu pai é um homem de grande fé. Um professor apto e um líder influente. Ele jamais deixou qualquer dúvida quanto à sua posição sobre Deus. Suas primeiras palavras para nós, quando fomos vê-lo na unidade de terapia intensiva foram: "Estou pronto para ir para o céu. Penso que chegou a minha hora".

Quando a doença foi diagnosticada, minha mulher e eu nos encontrávamos nos últimos estágios dos preparativos para trabalhar como missionários na cidade do Rio de janeiro, no Brasil. Quando soube que meu pai tinha uma doença terminal, escrevi-lhe oferecendo para mudar meus planos e ficar com ele. Mas imediatamente me respondeu, dizendo: "Não se preocupe comigo. Não temo a morte nem a eternidade. Vá... agrade a Ele".

A vida de meu pai é um exemplo de um coração derretido no fogo de Deus, formado em sua bigorna e usado em sua vinha. Ele sabia e sabe, qual o propósito de sua vida. Numa sociedade de dúvidas e confusão, a vida dele sempre foi definida.

Uma passagem pela bigorna de Deus deve fazer isso por nós: esclarecer nossa missão e definir nosso propósito.

Quando uma ferramenta emerge da bigorna do ferreiro, sabe-se perfeitamente para o que serve. Não há qualquer dúvida sobre a sua aplicação. Basta olhar para a ferramenta e você sabe na mesma hora qual a sua função. Se pegar um martelo, sabe que foi feito para bater pregos. A serra foi feita para cortar madeira. A chave de fenda serve para apertar parafusos.

Quando um ser humano sai da bigorna de Deus, o mesmo deveria acontecer. Ao sermos provados por Deus, nos lembramos que nossa função e tarefa é cuidar dos negócios dele; que nosso propósito é ser uma extensão da sua natureza, um embaixador de sua corte real e um arauto da sua mensagem. Devemos sair da oficina sem qualquer indagação sobre o motivo de termos sido feitos. Conhecemos nosso propósito.

Num mundo de confusão de identidade, de compromissos vacilantes e futuros incertos, vamos ser firmes em nosso papel. A sociedade precisa desesperadamente de um grupo de pessoas cuja tarefa seja clara e cuja determinação seja indiscutível.

Deus não escondeu sua vontade de seu povo. Nosso Mestre não brinca conosco. Sabemos quem somos. Sabemos para o que fomos feitos. Pode haver alguma pergunta de vez em quando sobre como e com quem devemos realizar a sua missão. Mas a verdade subjacente continua a mesma. Somos o povo de Deus e devemos cuidar dos seus negócios.

Se vivermos deste modo, poderemos, como meu pai, entrar nos últimos anos com a segurança de saber que a nossa vida foi bem gasta e que o céu está à nossa espera.

Existe recompensa maior que essa?

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Vida em Cristo - Dois pais, duas festas

de Max Lucado

Ontem à noite, levei a família à casa dos avós para comemorar o Dia de Ação de Graças. Depois de três horas, das seis que levaríamos durante toda a viagem, percebi que eu estava num laboratório teológico.

Um dia com o um carro cheio de crianças ensinará a você muito sobre Deus. Transportar a família de uma cidade para a outra é quase a mesma coisa que Deus nos transportar de nossa casa para a dele. E muitas das horas mais difíceis da vida acontecem quando o passageiro e o motorista discordam sobre o destino.

Uma viagem é uma viagem, seja o destino a mesa da refeição de ações de graças ou a mesa do céu. Ambas requerem paciência, um bom senso de direção e um motorista que saiba que a festa no fim da viagem vale a pena, apesar do sofrimento no meio do caminho.

O fato de que todos os meus viajantes tinham idade abaixo de sete anos, apenas contribuiu para enriquecer minha experiência de aprendizado.

Enquanto os minutos se transformavam em horas e nosso carro deslizava pelos montes, comecei a perceber que o que eu estava dizendo para minhas filhas possuía um tom familiar. Já havia escutado isso antes, e de Deus. De repente, o carro se transformou numa sala de aula. Percebi que eu estava fazendo, em poucos minutos, o que Deus fez durante séculos: encorajar aqueles viajantes que preferiam descansar, em vez de prosseguir a viagem.

Compartilhei a idéia com Denalyn e começamos a descobrir similaridades entre as duas viagens. Aqui estão algumas que notamos.

A fim de alcançar o destino, temos de dizer não aos pedidos.

Você pode imaginar o que aconteceria se um pai resolvesse atender cada pedido dos filhos durante uma viagem? Encheríamos nossa barriga com potes de sorvetes, um após o outro. Nossa prioridade seria pipocas e nosso itinerário mostraria um cardápio de comidas fast-food.

Vá para o Milk-Shake e vire à direita. Siga em frente até encontrar o Cheeseburguer. Siga em frente por mais 1.300 calorias e entre à esquerda na Pizza Gigante. Quando vir o Hot-Dog Especial, vire à esquerda na Coca-Cola e conte 5 lojas de conveniência. No sexto banheiro...

Pode imaginar o caos se um pai saciasse todos esses desejos?

Pode imaginar o caos se Deus resolvesse saciar todos os nossos desejos?

Não é uma palavra necessária para se levar numa viagem. O destino deve reinar sobre o Super Sundae Cremoso.

"Pois Deus não nos escolheu (ênfase minha) para sermos castigados, mas para sermos salvos por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” 1 Tessalonincenses 5:9

Note o destino de Deus para a sua vida: salvação.

O principal desejo de Deus é que você alcance seu destino. Seu itinerário inclui paradas que encorajam sua jornada. Ele não se alegra com paradas que detêm você. Quando o plano supremo dele e o seu plano terreno entram em conflito, uma decisão precisa ser tomada. Quem está na liderança dessa viagem?

Se Deus deve escolher entre sua satisfação terrena e sua salvação divina, o que você esperaria que ele escolhesse?

Eu, também.

Quando estou no assento do motorista como pai das crianças, lembro-me de que sou o responsável. Mas quando estou no banco dos passageiros como um filho do meu Pai, eu me esqueço de que ele é o responsável. Esqueço que Deus está mais preocupado com meu destino do que com minha barriga (embora minha barriga não esteja tão ruim). E eu reclamo quando ele diz não.

Os pedidos que minhas filhas fizeram, ontem à noite, a caminho da casa da vovó, não eram maus. Não eram injustos, nem rebeldes. Na verdade, tomamos muito sorvete e refrigerante, mas a maioria dos pedidos era desnecessária.

Minha filha de quatro anos queria discutir sobre esse fato. Do ponto de vista dela, um outro refresco era indispensável para sua felicidade. Eu sei o que poderia acontecer, por isso disse não.

Um adulto de quarenta anos discutiria sobre o fato. Do seu ponto de vista, um novo chefe seria necessário para sua felicidade. Deus sabe o que poderia acontecer, por isso diz não.

Uma mulher de trinta anos discutiria sobre o fato. Do ponto de vista dela, aquele homem com aquela função e aquele nome era exatamente do que ela precisava para ser feliz. Seu Pai, que está mais preocupado com que ela chegue na Cidade dele do que no altar, diz:

— Espere mais alguns quilômetros. Há uma opção melhor mais a frente no caminho. — Esperar?! — ela protesta. Por quanto tempo tenho que esperar?

Isso nos leva à segunda similaridade entre as duas viagens.

Crianças não compreendem os conceitos de minutos e quilômetros.
— Estaremos lá em três horas eu disse.
— Quanto tempo é três horas? — perguntou Jenna. (Como você explica sobre horas para uma criança que nem sabe ler as horas?)
— Bem, dura aproximadamente como três episódios de Vila Sésamo — eu me arrisquei a explicar.
As crianças gritaram em uníssono:
— Três episódios de Vila Sésamo?! Isso vai durar para sempre!
E para elas duraram.
E para nós, também.

Aquele que "habita a eternidade" Isaías 57:15 -- colocou a si mesmo como cabeça de um grupo de viajantes que só murmuram: "Até quando, ó Deus, até quando?" Salmos 74:10; 89:46

Até quando vou ter de agüentar essa doença?

Até quando devo aturar meu cônjuge?

Até quando devo tolerar esse salário?

Você realmente quer que Deus responda? Ele poderia fazer isso. Ele poderia responder nos termos do aqui e agora, ou com a idéia de tempo que conhecemos:

— Mais dois anos agüentando essa enfermidade.
— Vai aturar o casamento para o resto da vida.
— As contas só acabarão daqui 10 anos.

Entretanto, Deus raramente faz isso. Sempre opta por medir o aqui e o agora com o lá e o então. E quando você compara essa vida com aquela vida, essa vida não dura.

"Como a sombra são os nossos dias na terra. " 1 Crônicas 29:15
"À tua presença, o prazo da minha vida é nada." Salmos 39:5
"Vocês são como neblina que aparece por um instante e logo desaparece. " Tiago 4:14
"Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ela floresce; pois, soprando nela o vento, desaparece; e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar. " Salmos 103:15-16

— É uma viagem curta. — ofereci uma resposta melhor – Estamos quase lá.

Eu sei, pois já estive lá antes, já dirigi nessa estrada, já passei por esse território. Para mim, não é nenhum desafio. Ah, mas para as crianças, era uma eternidade.

Então, tentei uma outra abordagem:
— Pensem como será bom, — eu tentava melhorar — peru, molhos, torta... eu prometo a vocês que quando chegarmos lá, a viagem terá valido a pena.

Mas elas ainda resmungavam.

O que nos leva para a terceira similaridade.

Crianças não conseguem visualizar a recompensa.

Para mim, seis horas na estrada é um preço pequeno a pagar para comer o bolo de morango que minha mãe faz. Não me importo de dirigir porque sei o que é a recompensa. Tenho três décadas de ações de graças na barriga, literalmente. Enquanto eu dirigia, podia degustar o peru, ouvir as risadas à mesa, sentir a fumaça da lareira.

Podia suportar a viagem porque sabia o meu destino.

Minhas filhas tinham esquecido o destino. Além disso, elas eram jovens demais. As crianças esquecem facilmente. A estrada era estranha e a noite estava chegando. Elas não podiam ver para onde estávamos indo. Era a minha função, como pai, guiá-las.

Tentei ajudá-las a enxergar o que elas não estavam conseguindo ver.

Disse a elas como daríamos comida aos patos, como brincaríamos nos balanços, como elas passariam a noite com os primos. Falamos sobre dormir dentro daqueles sacos no chão e levantar tarde, uma vez que não tinham aula.

E parece que funcionou. Os murmurinhos diminuíram à medida que a visão delas se tornava mais clara, à medida que o destino se desdobrava.

Talvez foi assim que o apóstolo Paulo obteve motivação. Ele tinha uma visão bem clara da recompensa:

"Por isso nós não desanimamos. Pelo contrário, mesmo que o nosso corpo esteja envelhecendo, nosso ser interior vai se renovando dia a dia. Pois as nossas dificuldades são peque-nas e passageiras em comparação com a imensa e eterna glória que elas nos produzem. Nós não nos concentramos nas coisas que podemos ver, mas nas coisas que não podemos ver. Pois o que nós podemos ver é temporário, mas o que não podemos ver é eterno. " 2 Coríntios 4:16-18

Não é fácil levar três crianças menores de sete anos para ver uma cidade que elas nunca viram. Mas é necessário.

Do mesmo jeito, não é fácil para nós vermos uma Cidade que nunca vimos antes, especialmente quando a estrada está ruim... a hora avançada... e os companheiros esperando para cancelar a viagem, parar e dormir em um hotel. Não é fácil fixar nossos olhos naquilo que é invisível. Mas é necessário.

Uma parte na passagem de 2 Coríntios, que acabamos de ler, me faz sorrir: "as nossas dificuldades são pequenas e passageiras".

Não teria considerado assim se eu fosse Paulo. Leia o que ele chamou de pequenas e passageiras, e acho que você vai concordar comigo:
• Estar preso;
• Ser açoitado cinco vezes;
• Encarar a morte;
• Ser fustigado com vara três vezes;
• Ser apedrejado;
• Naufragar três vezes;
• Ficar encalhado em alto mar;
• Ficar desprovido de casa;
• Estar em constante perigo;
• Ficar com fome e sede. 2 Coríntios 11:23-27

Longos sofrimentos, talvez, aflições árduas e mortais, tudo bem. Mas, pequenas e passageiras dificuldades? Como Paulo descreve esses duros momentos intermináveis com essa expressão?

Ele nos conta o que podia ver: "imensa e eterna glória".

Posso falar francamente por alguns instantes?

Para alguns de vocês, a jornada tem sido longa. Muito longa e tempestuosa. Não M. jeito de minimizar as dificuldades que precisam encarar ao longo caminho. Alguns de vocês carregaram nas costas pesos que poucos de nós poderiam carregar. Despediram-se de velhos amigos, tiveram seus sonhos roubados, têm feito amizades que não podem suportar seu espírito, possuem cônjuges que não toleram sua fé, têm contas que passam muito além do seu ordenado e desafios maiores que suas forças.

Conclusão: você está cansado.

É muito difícil, para você, ver a Cidade em meio às tempestades. O desejo de virar para o acostamento da estrada e sair dela o agrada. Você deseja continuar, mas há dias em que a estrada parece tão longa...

Deixe-me encorajá-lo com um paralelo final entre a jornada da sua vida e aquela que minha família fez ontem à noite.

Vale a pena.

Enquanto eu escrevia, o jantar de Ação de Graças era finalizado. Minhas pernas estavam apoiadas na lareira e meu bloco de anotações, sobre elas.

Tinha a intenção de cochilar assim que terminasse o capítulo.

O peru havia sido atacado. Os restos mortais da pobre ave tinham sido devorados. A mesa estava limpa, as crianças dormiam e a família inteira estava feliz.

Enquanto sentávamos ao redor da mesa, ninguém comentou sobre a longa viagem até ali, ninguém mencionou os pedidos que não atendi, ninguém resmungou que meu pé continuara no acelerador, ao mesmo tempo que os coraçõezinhos estavam focalizados nos sorvetes.

Ninguém reclamou de chegar tarde.

Os desafios do dia anterior se dissiparam com a alegria daquele dia.

Era sobre isso que Paulo estava tentando explicar. Deus nunca disse que a jornada seria fácil, mas ele disse que a chegada valeria a pena.

Lembre-se disso: Deus pode não fazer o que desejamos, mas ele fará o que é correto... e melhor. Ele é o Pai do caminhar para frente. Confie nele. Ele o levará para casa, e os momentos difíceis da viagem se dissiparão com a alegria da festa.

Agora, se você me dá a licença, vou fechar meus olhos, pois estou um pouco cansado da viagem, e me parece muito bom descansar.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Vida em Cristo: Lembrando os Pais

de Dennis Downing

Alguns de nós não temos boas memórias dos nossos pais.
Alguns tiveram pais violentos, abusivos ou rudes.
Outros nem conheceram seus pais ou, se conheceram, foi muito pouco.

Minha mãe mal conheceu seu pai.
Se não me engano, ela disse que só lembra de duas ocasiões quando esteve com ele como menina.

Para alguns o dia dos pais, ao invés de ser um dia de comemoração e alegria, é um dia de tristes lembranças.

Para outros ainda é um dia triste porque, apesar de ter tido um pai que foi bom e muito amado, ele já partiu deste mundo.

Graças a Deus, alguns têm boas lembranças e seus pais ainda estão aqui para comemorar este dia especial.

Queremos saudar os pais desta igreja e reconhecer todos os pais que realmente têm se dedicado a cuidar bem dos seus filhos.

Quero dizer que até a tristeza de alguns que não têm boas memórias dos seus pais, ou que sentem uma enorme saudade do pai que já paritu desta vida
– para todos vocês
– há um sentido especial neste dia dos Pais.

Você tem um pai que sempre lhe amou.
Apesar das experiências que teve nesta vida
– Você tem um pai que nunca lhe abandonou.

Você tem um pai que, desde antes que você nasceu, tem trabalhado e operado para que você tivesse toda a felicidade possível a um ser humano.

Aquele pai é o nosso Deus.

João falou sobre esta realidade com as seguintes palavras:

“Aquele que é a Palavra veio para o seu próprio país, mas o seu povo não o recebeu. Porém alguns creram nele e o receberam, e a estes ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus. Eles não se tornaram filhos de Deus pelos meios naturais, isto é, não nasceram como nascem os filhos de um pai humano; o próprio Deus é que foi o Pai deles.” – João 1:11-13

Por melhor que seu pai seja, um dia ele será vencido pela morte.

Pode ser uma doença, um ato de violência, ou simplesmente o fim das forças desse corpo.

Um dia até o melhor dos pais desta vida deixará de estar lá para lhe ajudar como pai.

Mas Deus não morre, ele não vai embora.
Ele não esquece.
E mesmo que a luta seja longa, ele derrota qualquer inimigo.

Neste Domingo, ao invés de elogiar os pais humanos, nós vamos elogiar e louvar o pai de todos nós – Deus.

Os Evangelhos registram Jesus chamando Deus de Pai mais de 150 vezes.

Em suas primeiras palavras, Jesus falou:
"Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?" (Lc 2.49, ARA).

Nas suas últimas palavras, Jesus clamou: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lc 23.46).

Só no Evangelho de João, o Senhor Jesus repetiu este nome mais de 100 vezes.
Não foi Jesus que nos ensinou a começar nossa oração com a frase "Pai nosso"?

Deus gosta de ser chamado de Pai. Ele gosta de ser chamado de Pai porque é assim que Ele olha para nós – como filhos dEle.

Eu sei que é difícil pensar em Deus como pai, porque nós não O vemos.

Nós não sentimos a mão dele nos nossos ombros, não ouvimos a voz dEle nos encorajando.
Não O vemos nos defendendo ou protegendo.

Ele parece mais austente do que qualquer pai terrestre.
Mas a chave é justamente esta – é só a aparência.

Deus está conosco.
Deus está aqui, agora neste salão.
Deus está presente na sua vida, cuidando, guiando, protegendo.

Creio que só lá no céu é que vamos descobrir o quanto Deus estava cuidando de nós, nos protegendo, nos guidando pelo seu Espírito, pela Palavra, pelos conselhos de nosso irmãos (outros filhos que Ele deixou aqui para nos ajudar) e assim por diante.

Na verdade, Deus está mais presente do que qualquer pai biológico poderia ser.

** Um irmão muito querido para mim, Carlos Eduardo, me chama com todo carinho de “pai”. E eu agradeço porque em Carlos Eduardo Deus, meu Pai, me deu um filho.

Mas, quando eu escuto Carlos falando de como ele era, por onde ele andava, o que ele fazia, o caminho no qual ele andava, descendo para o Inferno sem perceber - e daí escuto ele falando sobre como Deus o pegou e o levou pela mão para a salvação em Cristo Jesus, eu sei que estou escutando alguém que viu como Deus é o melhor Pai que qualquer pessoa pode sonhar.

Nós queremos louvar a Deus e agradecer a Ele porque Ele é o nosso verdadeiro Pai.

Este culto é dedicado a Deus como nosso Pai.
Quando você cantar, pense em Deus.
Pense em ficar frente a frente com Ele, agradecendo a Ele por tudo que Ele tem feito na sua vida.

** Uma das reclamações dos filhos quando se aproxima o dia dos pais é “o que dar para papai” de presente?

Afinal, parece que ele tem tudo que precisa.
Parece assim com Deus também.

Mas uma coisa que você pode dar, que ele nunca vai recusar, é isso – o louvor de um coração sincero e grato por tudo que Ele tem feito.

Dê a Ele agora este louvor de todo seu coração.
Vamos agradecer agora ao nosso Pai por tudo que Ele tem feito, por tudo que Ele é para nós – seus filhos.

[Esta mensagem foi elaborada com o uso de textos de Max Lucado do livro "A Grande Casa de Deus" – Rio de Janeiro: CPAD, 2001]

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Vida em Cristo: Conhecendo a Deus com seus filhos

de John Maxwell

Traduzido e adaptado de um artigo de John C. Maxwell chamado “Getting to Know God With Your Children” (Conhecendo Deus Com Seus Filhos). Alguns exemplos acrescentados por Dennis Downing.

O que vou passar aqui não são leis. Elas são tiradas em boa parte mais da experiência do que da Palavra de Deus. Mesmo assim creio que a maioria tem base na Palavra.

Estes princípios não garantem nenhum sucesso com a conversão dos nossos filhos. Há pais que fazem de tudo para levar seus filhos ao Senhor, contudo alguns não O aceitam. Há crianças que se rendem ao menor chamado, e há outras cujas pais morrem sem ver nenhuma mudança. Minha esperança e oração é de que estas dicas lhe ajudem, mas não garantem sucesso, porque a decisão de seguir o Senhor é, no final, feito por cada um individualmente.

Pode ser que na sua casa não houve nada de Deus ou da sua palavra. Ou, pode ser que Deus estava presente em tudo. Seja qual for a situação da sua criação, quem vai determinar como sua casa vai ser é você e seu cônjuge. E, por causa do impacto que seu exemplo terá em seus filhos, se você der uma boa direção a eles agora, eles irão criar os filhos deles (seus netos) no Caminho e assim por diante por várias gerações. Tudo pode começar a mudar agora.

Finalmente, não sou expert em criar filhos no Senhor. Sou pai há apenas seis anos. Não tenho nem exemplo já criado para provar o que vou dizer. Mas, creio ter aprendido alguma coisa com meus pais, que me criaram no Senhor e isso espero poder lhe passar.

1. Seja um exemplo
Não podemos subestimar o poder do nosso exemplo nos nosso filhos. Albert Schweitzer, um médico e missionário que dedicou boa parte da sua vida pregando o evangelho e construindo hospitais na África disse: “Exemplo não é o fator principal em influenciando outras pessoas … é o único fator.” Alguém disse “Nós ensinamos o que sabemos. Nós reproduzimos o que somos.” Ou seja, seus filhos vão ouvir o que você diz, mas, eles vão imitar o que você faz.

Uma mãe tentou encorajar seu filho a ler mais a Bíblia. A resposta dele? “Eu não vejo você lendo a Bíblia.” A mãe tinha um tempo de leitura da Bíblia e de orar, mas era depois que os filhos iam dormir. Daí, ela passou a ler mais cedo no dia e seu filho foi encorajado pelo seu exemplo. Seja pronto para fazer ajustes no seu horário e nos seus hábitos para ser um modelo melhor para seus filhos.

2. Mantenha tudo básico
Pais não precisam se intimidar com a educação espiritual de seus filhos. Você não tem que ser o pregador da igreja ou professor de Escola Dominical. De fato, quanto menos formal sua transmissão da vontade de Deus a seus filhos, melhor.

Você pode fazer comparações a coisas do mundo atual para seus filhos. Esta semana eu trouxe umas lagartas que achei comendo folhas em arvore para casa. As meninas ficaram admiradas. Daí Paulina começou a perguntar se elas iam fazer o casulo para daí virar borboleta. A gente falou um pouco sobre isso e minha esposa disse “Sabe, Paulina quando a gente morre e vai para o céu Jesus vai nos transformar e nos dar um outro corpo. Este novo corpo é como o corpo da borboleta para a lagarta.” Daí, ela deu um ótimo exemplo de como pegar as coisas da vida cotidiana para ensinar verdades espirituais aos filhos.

O que minha esposa disse não era algo profundo com passagens da Bíblia. Era simples e verdadeira. Ela usou informações que uma criança da idade de Paulina pode compreender. Par comunicar com seus filhos, busque objetos e exemplos do seu dia a dia. Mas, mantenha tudo básico e simples.

3. Seja sensível
Às vezes o melhor devocional com seus filhos pode ser simplesmente escutando eles e respondendo às suas dúvidas. Jesus fazia isso muito com seus discípulos. Houve coisas que Jesus os ensinou em tempo que ele escolheu. Mas, houve também ocasiões em que Jesus deixou os discípulos escolherem o tempo, como a pergunta deles de como se deve orar.

4. Seja breve
Não é preciso uma aula de quarenta minutos para ensinar seu filho. Crianças têm um tempo de atenção muito curto. Por isso, precisamos abreviar nossas lições e ensino com elas. Mantendo um tempo de leitura bíblica ou de ensino bíblico curto mantém a atenção e o interesse delas. Assim, elas vão esperar com ânimo o próximo tempo juntos na Palavra.

5. Anime seu devocional com seus filhos
Seja criativa. Além de ler histórias da Bíblia você pode assistir um desenho animado bíblico. Orar sobre coisas que eles querem. Usar jogos. Um jogo é vinte perguntas. Um membro da família pensa em um personagem da Bíblia. Os outros fazem perguntas para tentar descobrir quem era. Para a leitura da Bíblia com seu filho, compre uma Bíblia especialmente para crianças. Há desenhos e uma linguagem simples. Há Bíblias para crianças adequadas para todas as idades.

6. Seja flexível
Orando com seu filho antes de dormir é um momento íntimo e gratificante. Mas, não é o único horário ou jeito de passar tempo com seu filho conhecendo Deus melhor. Você pode falar de Deus e das coisas espirituais na hora das refeições, após assistir algo na televisão, depois que algo acontece que marcou a vida deles. Há oportunidades durante o dia todo para olhar o lado espiritual das coisas nas vidas dos nossos filhos. A nossa flexibilidade mostra a eles que Deus não é só presente na Igreja ou na Bíblia, mas no nosso dia a dia e nas coisas comuns da vida.

7. Seja consistente
Tente equilibrar a flexibilidade com a consistência.Deut 6:7 “Repitam essas leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem.” Ou seja, falando sobre Deus e ensinando nossos filhos o Caminho deve virar um estilo de vida, não somente uma atividade planejado para ocorrer uma vez ao dia. Faça com que falando sobre Deus com seus filhos se torne parte de como você pensa e age o tempo todo. Ao mesmo temo que fazemos isso de várias e variadas maneiras (flexibilidade), nós devemos tentar fazer isso de forma consistente e integrada no nosso dia a dia.

8. Seja realista
Certa vez um homem levou seu filho para ver o Grande Canhão. O filho estava mantendo anotações da viagem. O pai ficou ansioso que o filho apreciasse toda a grandeza e beleza desta obra de Deus. O menino parecia totalmente encantado com a profundidade do vale. Aquela noite o pai leu o que seu filho escreveu no seu jornal. O jornal apenas disse “Hoje eu cuspi um quilometro!” Não podemos esperar que nossos filhos reagem como adultos. Às vezes suas mentes vagam. Ou, eles podem responder sem compreensão às nossas perguntas. Eles esqueçam coisas que acabamos de ensiná-los. Mas, não fique desesperado. Lembre-se que o tempo que você gasta com eles não vai mudá-los hoje - mas, vai transformá-los durante uma vida toda.

9. Seja transparente
Não estamos ajudando nossos filhos se damos a entender que somos algo além de pecadores salvos somente pela graça de Deus - gente verdadeira com medos e falhas como eles. Quando confessamos nosso erros e pecados diante de Deus e deles mostramos nossa humildade. Estamos mostrando um relacionamento legítimo com Deus, e nos tornamos mais acessível aos nosso filhos. Quando seu filho vê que você lida com suas fraquezas e tentações, ele sentirá mais à vontade para lhe procurar quando ele também enfrenta a tentação e o pecado.

10. Começa hoje
Pode ser que você seja nervoso sobre começando a orar e ler a Bíblia, a falar com seus filhos sobre coisas espirituais. Mas, lembre-se que o tempo que você passa com seus filhos conhecendo Deus não tem que ser perfeito, só precisa acontecer. Permita que Deus aperfeiçoe o que você faz, e, Ele vai.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Vida em Cristo: Conselhos Para Pais

de Charles Swindoll

"Para Pais" Traduzido e adaptado por Dennis Downing de conselhos de Charles Swindoll do livro “The Finishing Touch” (“O Toque Final”), Dallas: Word Publishing, 1994. pp. 282-284.

1. Resista à tentação de dar coisas ao invés de dar de si mesmo - nossa presença, nosso envolvimento pessoal.

Prover para a família é bíblico e temos um dever de providenciar para nossos filhos. 1 Tim. 5:8 chama aquele que fracassa em prover para sua família “pior que o descrente”.
Mas a tentação à qual estou me referindo vai além das necessidades básicas. É a batalha entre brinquedo versus tempo.

Às vezes o pai deseja tentar compensar as longas horas que ele passa ausente com coisas materiais, ao invés de estar “lá” quando precisam dele.

Não tem como substituir sua presença, seu tempo em:
- festas da escola;
- ajudar no dever de casa, quando há necessidade;
- assistir o jogo quando o filho está competindo;
- estar por perto, quando ele está aprendendo a jogar bola ou quando ela quer ajuda para fazer um desenho ou armar uma pipa.


* Jesus veio aqui nos mostrar o amor de Deus pelos seus filhos.
O que foi que Jesus deu aos seus discípulos? Roupas? Bens? Dinheiro? O que Jesus mais deu a seus discípulos foi seu tempo.

Mat 28:20 “E eis que estou convosco todos os dias ….”
Vamos ver nessas seis dicas que Jesus tratou seus discípulos como nós pais devemos tratar nossos filhos.



2. Não dê o melhor no trabalho e apenas o que sobrar em casa.

Todos nós temos limites de energia, entusiasmo, idéias, humor, e paixão pela vida.
É fácil para os pais usar todas essas coisas no trabalho, deixando quase nada para o final do dia.
Resultado, a esposa e os filhos recebem só os restos.

Pais, nossas famílias merecem mais! Se você não reservar parte da sua energia e força para sua família, você chega lá no final do dia cansado, irritado e sem disposição para “dar” mais nada!

Vamos ser homens que pensam primeiro no bem estar de nossas famílias.
Vamos conservá-las como a prioridade nas nossas vidas.
Vamos preservar o melhor que temos para nossas famílias.

* Jesus ensinou muitas pessoas, às vezes milhares.
Ele teve que enfrentar inimigos decididos a matá-lo.
Mas, Jesus sempre guardou o melhor dele mesmo para seu tempo com seus discípulos.
A passagem mais famosa nos ensinamentos de Jesus, o “Sermão do Monte” é direcionada não às multidões, mas aos discípulos.

Em Mateus 5:1-2, quando Jesus viu o tamanho da tarefa diante dele, quando ele tinha muito trabalho a fazer, ele se dedicou a ensinar aqueles poucos que Deus tinha dado especialmente a ele.


João 17 mostra o apego especial que Jesus tinha para com esses discípulos:

João 17:6-9 “Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra. Agora, eles reconhecem que todas as coisas que me tens dado provêm de ti; porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste. É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus…”
… v. 12 Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.”

Jesus olhou para estes homens como uma dádiva preciosa de Deus. E nós ainda mais, devemos olhar nossos filhos assim!
Jesus se esforçou para guardar, para preservar e para não perder nenhum.
Vemos o carinho, a afeto que Jesus tinha para com seus discípulos.

É verdade que Jesus não se casou, não teve filhos, nunca foi “pai” enquanto esteve aqui na terra.
Mas, dizer que ele não sabia como um pai sente é esquecer que, se ele e Deus são um, então ele sente o que um pai sente.
É assim que Deus quer que nós pais sintamos para com nossos filhos.



3. Ao invés de dar “sermões” sobre tudo que precisa mudar em seus filhos, que tal dar um bom exemplo através de uma atitude de escutar e aprender com a família.

Tiago 1:19: “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.”

Quando as coisas fogem do controle em casa, temos a tendência natural de inverter a ordem do que Tiago disse.
Primeiro, ficamos com raiva.
Daí gritamos (sempre a mesma coisa…”Quantas vezes eu tenho que lhe dizer para não mexer com a antena da televisão quando estou vendo o jogo…!!!.).
Finalmente, nós ouvimos.

Quando isso acontece, nós perdemos o mais importante.
Nossos filhos podem parar. Pode ser que eles olhem para nós.
Mas eles não estão ouvindo.
Eles se calam. Eles param. Eles nos temem, mas, eles não nos respeitam.
Nossa casa não é uma extensão do nosso escritório ou sala de trabalho.
Sua esposa e filhos não são seus empregados.

Talvez consigamos respeito automaticamente onde trabalhamos; mas em casa precisamos ganhá-lo à moda antiga: através de nosso exemplo.

O difícil não é dominá-los, mas dominar a nós mesmos, e ganhar a luta contra nosso próprio temperamento.

Em Lucas 9:46 Jesus viu os discípulos discutindo quem era maior.
Talvez dois anos mais tarde a mesma discussão começa na hora da última ceia em
Lucas 22:24
Suscitaram também entre si uma discussão sobre qual deles parecia ser o maior. 25 Mas Jesus lhes disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. 26 Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve. 27 Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve.

Qual a atitude de Jesus? Gritos? Desespero? Frustração?
Jesus falou as mesmas palavras, com a mesma paciência que tinha falado dois ou três anos antes.

Jesus lembrou os discípulos de seu exemplo.
Como pais, não podemos ter exemplo melhor do que Jesus. Vamos tratar nossos filhos com a mesma paciência com a qual Jesus tratou seus discípulos.
E, quem sabe, eles acabam um dia sendo igual àqueles mesmos discípulos do Mestre Jesus.



4. Vamos não exigir a plena perfeição dos nossos filhos.

Nós pais às vezes exigimos demais, não é?
Às vezes esperamos que nossos filhos sejam quase perfeitos em tudo.
Se um terço dos chutes contra a rede de um jogador resultarem em gol, isso é o que?
É um ótimo resultado!
De fato, se ele mantiver essa marca, será um sucesso no campeonato.
Mas nós muitas vezes esperamos demais de nossa esposa e filhos, como se todos os chutes deles tivessem que resultar em gols.

Seu filho vai ter notas baixas, ele vai ter brigas com colegas.
Ele vai esquecer de lhe dar um recado importante.
Mas, tenha cuidado em como você reage às falhas dele.

Col 3:20 “Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados.”

Uma criança irritada é alguém que não consegue saltar alto o suficiente, graças a um pai exigente, que por ignorância pensa que ser um bom técnico significa estar sempre subindo a barra.
Já vimos na vida de Jesus como ele foi paciente com as falhas de seus discípulos.
Não podemos esquecer que ele continua paciente para conosco.
Devemos ter cuidado não somente no julgamento dos outros, mas de nossos filhos também:

Mat 7:2 “Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também.”



5. Resista à tentação de encontrar intimidade ou prazer fora da sua casa.

Graças à nossa habilidade de racionalizar, nós homens podemos nos envolver nos casos mais ridículos que alguém pode imaginar. Eu já ouvi diversas estórias.
Eu também já escutei os filhos dos adúlteros depois do ocorrido, que nunca conseguiram compreender, que sofrem mais do que podemos descrever, que carregam cicatrizes permanentes.

O charme da paixão sedutora é incrivelmente forte, capaz de cegar até os santos.
A tentação pode ser o suficiente para fazer um pai esquecer por um momento até sua família.

O desejo pode fazê-lo menosprezar as conseqüências devastadoras do seu pecado.
Mas, há conseqüências e elas podem destruir não somente sua família, mas seus filhos também.

** É por isso que eu sugiro que os pais carreguem consigo uma foto da sua família, e que a olhem com freqüência.
É difícil ter fantasias sexuais enquanto se olha para os rostos sorridentes e crédulos dos seus familiares.
Qual a atitude de Jesus perante as tentações que ele enfrentou?

João 17:19 “E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade.”

Jesus se manteve puro e se negou, porque era certo e justo.
Mas, também sabemos que ele fazia isso pensando nos seus discípulos e na importância disso para eles.



6. Assuma seu papel de líder espiritual da sua família.

Sua esposa e filhos desejam que você os guie espiritualmente.
Os filhos adoram saber que seu pai ama a Deus, anda com Deus e fala sobre Deus.
Nunca esqueça seu valor como líder espiritual da família.
Deut 4:10-11
Reúne este povo, e os farei ouvir as minhas palavras, a fim de que aprenda a temer-me todos os dias que na terra viver e as ensinará a seus filhos. Então, chegastes e vos pusestes ao pé do monte; e o monte ardia em fogo até ao meio dos céus, e havia trevas, e nuvens, e escuridão.

Deut 6:1-7
Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o SENHOR, teu Deus, se te ensinassem, para que os cumprisses na terra a que passas para a possuir;
para que temas ao SENHOR, teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida; e que teus dias sejam prolongados. Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.

Está pronto para um desafio?
Comece a passar tempo com Deus, torne-se num homem de oração, ajude sua família a saber o quanto você ama a Cristo e deseja honrá-lO.

Por que não começar hoje?
Vamos lá, é um dos maiores presentes que um homem pode dar a sua família.

E, não há dia melhor para começar do que no seu dia.
 

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