VERSÍCULO:
Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece
os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me
pelo caminho eterno.
-- Salmos 139:23-24
PENSAMENTO:
Deus nos conhece. Não podemos enganar a nós mesmos achando que
somos alguma coisa sem ele. Ele nos conhece - por dentro e fora, do
começo ao fim. Este fato deve nos liberar para compartilhar uma
grande intimidade com Ele, mas a maioria de nós fugimos de um
relacionamento íntimo com nosso Pai. Se o nosso desejo, no entanto,
é nos tornar mais como Ele, a única maneira de sermos transformados
é convidá-Lo a olhar o que temos no nosso coração, nossas
motivações e nossos desejos.
ORAÇÃO:
Ó Deus, eu sei que o Senhor é o Único que "examina corações e
mentes". Porém, por causa da graça demonstrada em Jesus, sou
confiante de que o Senhor me ama. Meu coração está sentido pelos
pecados que cometi, mas estou procurando servi-Lo em honra e
pureza. Por favor, encha-me com o seu Espírito para me capacitar a
me tornar mais como Cristo. No nome do seu santo Filho eu oro.
Amém.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Vida em Cristo : Deixar É Amar
de Max Lucado
"Mulher, eis aí o teu filho." - João 19.26
O evangelho está cheio de desafios retóricos que provam a nossa fé e
resistência contra a natureza humana.
"Mais bem-aventurado é dar que receber." 1
"Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; quem perder a vida
por minha causa, esse a salvará." 2
"Não há profeta sem honra senão na sua terra e na sua casa.”3
Mas nenhuma declaração é mais difícil de entender ou amedrontadora do
que a de Mateus 19.29: "E todo aquele que tiver deixado casas, ou
irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe (ou mulher), ou filhos, ou campos,
por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais, e herdará a vida
eterna."
A parte sobre deixar casas e propriedades posso compreender. É a
outra parte que me faz estremecer. A parte sobre deixar pai e mãe,
dizer adeus aos irmãos e irmãs, dar um beijo de despedida num filho
ou filha. É fácil comparar o discipulado com a pobreza ou a desgraça
pública, mas deixar minha família? Por que devo estar disposto a
deixar meus entes queridos? Pode o sacrifício ficar ainda mais
sacrificial do que isso?"
"Mulher, eis aí o teu filho."
Maria está mais velha agora. O cabelo nas têmporas ficou grisalho. As
rugas substituiram sua pele jovem. Tem as mãos calosas. Ela criou
vários filhos e agora contempla a crucificação do primogênito.
Ficamos pensando quais as lembranças que lhe passam pela mente
enquanto testemunha a tortura dele. A longa viagem para Belém,
talvez. Uma caminha de bebê feita de palha. Fugitivos no Egito. Em
casa em Nazaré. Pânico em Jerusalém. "Pensei que estava em sua
companhia!" Lições de carpintaria. Riso à mesa do jantar.
E aquela manhã que Jesus chegou cedo da oficina, seus olhos mais
firmes, sua voz mais direta. Ele ouvira as notícias. "João está
pregando no deserto." Seu filho tirou o avental, limpou as mãos e com
um último olhar despediu-se da mãe. Ambos sabiam que nada mais seria
igual de novo. Naquela último olhar eles compartilharam um segredo,
cuja extensão era demasiado penosa para ser repetida em voz alta.
Maria aprendeu naquele dia que o sofrimento vem com a despedida. A
partir daquele momento teria de amar o filho à distância; na
periferia da multidão, do lado de fora de uma casa cheia, na praia do
mar. Talvez ela até estivesse lá quando foi feita a promessa
enigmática: "E todo aquele que tiver deixado... mãe... por causa do
meu nome."
Maria não foi a primeira a ser chamada para despedir-se de seus entes
queridos por causa do reino. José foi chamado para ser órfão no
Egito. Jonas para ser um estrangeiro em Nínive. Ana levou seu
primogênito para servir no templo. Daniel foi enviado de Jerusalém
para a Babilônia. Neemias de Susã para Jerusalém. Abraão recebeu
ordem para sacrificar seu próprio filho. Paulo teve de despedir-se da
sua herança. A Bíblia está unida por trilhas de adeuses e manchada
por lágrimas de despedida.
De fato, parece que adeus é uma palavra que prevalece no vocabulário
cristão. Os missionários a conhecem muito bem. Os que os enviam
também a conhecem de sobra. O médico que deixa a cidade para
trabalhar no hospital na selva já pronunciou essa palavra. O mesmo
acontece com o tradutor da Bíblia que mora longe de casa. Os que
alimentam os famintos, os que ensinam os perdidos, os que ajudam os
pobres, todos eles conhecem o termo "adeus".
Aeroportos. Bagagem. Abraços. Luzes de ré sumindo na distância. "Diga
até logo para a vovó." Lágrimas. Estações rodoviárias. Cais
marítimos. "Adeus, papai." Gargantas contraídas. Balcões de
passagens. Olhos molhados. "Escreva!"
Pergunta: Que tipo de Deus colocaria as pessoas em tal agonia? Que
tipo de Deus lhes daria famílias e depois pediria que as deixasse?
Que tipo de Deus lhes daria amigos e depois pediria que lhes dissesse
adeus?
Resposta: Um Deus que sabe que o amor mais profundo não é construído
sobre a paixão e o romance, mas sobre uma missão e um sacrifício
comuns.
Resposta: Um Deus que sabe que somos apenas peregrinos e que a
eternidade está bem perto e que qualquer "Adeus" é na verdade um "Te
vejo amanhã".
Resposta: Um Deus que também fez isso. "Mulher, eis aí o teu filho."
João abraçou Maria um pouco mais apertado. Jesus estava pedindo que
fosse o filho que uma mãe precisa e que de certa forma ele não fora.
Jesus olhou para Maria. Sua dor tinha uma origem muito mais profunda
que os pregos e espinhos. Em seu olhar silencioso eles trocaram de
novo um segredo e ele disse adeus.
"Mulher, eis aí o teu filho." - João 19.26
O evangelho está cheio de desafios retóricos que provam a nossa fé e
resistência contra a natureza humana.
"Mais bem-aventurado é dar que receber." 1
"Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; quem perder a vida
por minha causa, esse a salvará." 2
"Não há profeta sem honra senão na sua terra e na sua casa.”3
Mas nenhuma declaração é mais difícil de entender ou amedrontadora do
que a de Mateus 19.29: "E todo aquele que tiver deixado casas, ou
irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe (ou mulher), ou filhos, ou campos,
por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais, e herdará a vida
eterna."
A parte sobre deixar casas e propriedades posso compreender. É a
outra parte que me faz estremecer. A parte sobre deixar pai e mãe,
dizer adeus aos irmãos e irmãs, dar um beijo de despedida num filho
ou filha. É fácil comparar o discipulado com a pobreza ou a desgraça
pública, mas deixar minha família? Por que devo estar disposto a
deixar meus entes queridos? Pode o sacrifício ficar ainda mais
sacrificial do que isso?"
"Mulher, eis aí o teu filho."
Maria está mais velha agora. O cabelo nas têmporas ficou grisalho. As
rugas substituiram sua pele jovem. Tem as mãos calosas. Ela criou
vários filhos e agora contempla a crucificação do primogênito.
Ficamos pensando quais as lembranças que lhe passam pela mente
enquanto testemunha a tortura dele. A longa viagem para Belém,
talvez. Uma caminha de bebê feita de palha. Fugitivos no Egito. Em
casa em Nazaré. Pânico em Jerusalém. "Pensei que estava em sua
companhia!" Lições de carpintaria. Riso à mesa do jantar.
E aquela manhã que Jesus chegou cedo da oficina, seus olhos mais
firmes, sua voz mais direta. Ele ouvira as notícias. "João está
pregando no deserto." Seu filho tirou o avental, limpou as mãos e com
um último olhar despediu-se da mãe. Ambos sabiam que nada mais seria
igual de novo. Naquela último olhar eles compartilharam um segredo,
cuja extensão era demasiado penosa para ser repetida em voz alta.
Maria aprendeu naquele dia que o sofrimento vem com a despedida. A
partir daquele momento teria de amar o filho à distância; na
periferia da multidão, do lado de fora de uma casa cheia, na praia do
mar. Talvez ela até estivesse lá quando foi feita a promessa
enigmática: "E todo aquele que tiver deixado... mãe... por causa do
meu nome."
Maria não foi a primeira a ser chamada para despedir-se de seus entes
queridos por causa do reino. José foi chamado para ser órfão no
Egito. Jonas para ser um estrangeiro em Nínive. Ana levou seu
primogênito para servir no templo. Daniel foi enviado de Jerusalém
para a Babilônia. Neemias de Susã para Jerusalém. Abraão recebeu
ordem para sacrificar seu próprio filho. Paulo teve de despedir-se da
sua herança. A Bíblia está unida por trilhas de adeuses e manchada
por lágrimas de despedida.
De fato, parece que adeus é uma palavra que prevalece no vocabulário
cristão. Os missionários a conhecem muito bem. Os que os enviam
também a conhecem de sobra. O médico que deixa a cidade para
trabalhar no hospital na selva já pronunciou essa palavra. O mesmo
acontece com o tradutor da Bíblia que mora longe de casa. Os que
alimentam os famintos, os que ensinam os perdidos, os que ajudam os
pobres, todos eles conhecem o termo "adeus".
Aeroportos. Bagagem. Abraços. Luzes de ré sumindo na distância. "Diga
até logo para a vovó." Lágrimas. Estações rodoviárias. Cais
marítimos. "Adeus, papai." Gargantas contraídas. Balcões de
passagens. Olhos molhados. "Escreva!"
Pergunta: Que tipo de Deus colocaria as pessoas em tal agonia? Que
tipo de Deus lhes daria famílias e depois pediria que as deixasse?
Que tipo de Deus lhes daria amigos e depois pediria que lhes dissesse
adeus?
Resposta: Um Deus que sabe que o amor mais profundo não é construído
sobre a paixão e o romance, mas sobre uma missão e um sacrifício
comuns.
Resposta: Um Deus que sabe que somos apenas peregrinos e que a
eternidade está bem perto e que qualquer "Adeus" é na verdade um "Te
vejo amanhã".
Resposta: Um Deus que também fez isso. "Mulher, eis aí o teu filho."
João abraçou Maria um pouco mais apertado. Jesus estava pedindo que
fosse o filho que uma mãe precisa e que de certa forma ele não fora.
Jesus olhou para Maria. Sua dor tinha uma origem muito mais profunda
que os pregos e espinhos. Em seu olhar silencioso eles trocaram de
novo um segredo e ele disse adeus.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Vida em Cristo - A Vida Vista da Cabine de Imprensa
de Max Lucado
Acho que eu compreenderia, se alguém me explicasse porque nosso treinador de futebol da escola sempre desaparecia no meio do jogo.
Lembro-me que durante meu primeiro jogo na equipe do último ano do colégio olhei do banco de reservas (onde passava a maior parte do tempo) e notei que ele não estava. (Tudo parecia mais silencioso). Eu não conseguia imaginar o que poderia ter acontecido. Fiquei com medo que a outra equipe o tivesse seqüestrado, ou ele talvez tivesse ficado doente por mascar fumo. Perguntei então a um outro jogador mais velho (eles sabem tudo):
"Onde está o treinador?", pensando ter sido o único a notar a sua ausência, o que me fazia sentir-me importante.
"Na sala de imprensa", respondeu.
"Tomando café?", perguntei. "Não; ele está obtendo uma perspectiva."
Isso faz realmente sentido, não é? Não há meios de um treinador seguir bem o jogo se ficar nas laterais. Todo mundo gritando palpites. Os pais se queixando. Os jogadores berrando. Os líderes de torcida torcendo.
Algumas vezes você tem de sair do jogo para poder vê-lo.
Nós mesmos também temos de tentar isso ocasionalmente. É vital mantermos um dedo no pulso de nossa vida. Como esses períodos de autocríticas e avaliação são essenciais! Todavia, é difícil fazer uma estimativa quando estamos envolvidos no jogo. As horas correndo, telefones tocando, crianças chorando.
Tenho então uma sugestão a fazer. Vá para a cabine da imprensa de vez em quando. Tome tempo (pelo menos metade de um dia) e se afaste de tudo e de todos.
Leve a Bíblia e um caderno para tomar notas e tenha uma perspectiva de sua vida da "cabine de imprensa". Você está sintonizado com Deus como deveria estar? Como está seu relacionamento com seu cônjuge e filhos? Quais são os seus alvos na vida? Talvez algumas decisões tenham de ser tomadas. Passe muito tempo em oração. Medite sobre a palavra de Deus. Fique em silêncio. Jejue.
Não estou falando de um dia "afastado de tudo" em que você faz compras, joga tênis e relaxa tomando sol. (Embora essas coisas sejam também necessárias).
Estou sugerindo um dia intenso de pesquisa de alma, passado em reverência diante de Deus e em absoluta sinceridade consigo mesmo. Escreva a história de sua vida. Releia a história de Deus. Entregue de novo seu coração ao seu Criador.
Quero mencionar finalmente que um dia como esse não acontece sozinho. Ele precisa ser planejado. Você nunca vai acordar e ter um dia livre nas mãos "de repente". Você terá de estudar sua agenda de compromissos, espremer daqui e dali um período de tempo e apropriar-se dele. Seja firme. Você precisa disso. Sua família tem necessidade de que o faça.
Pense nisso: ter uma "perspectiva da cabine de imprensa" pode mudar completamente o jogo.
Acho que eu compreenderia, se alguém me explicasse porque nosso treinador de futebol da escola sempre desaparecia no meio do jogo.
Lembro-me que durante meu primeiro jogo na equipe do último ano do colégio olhei do banco de reservas (onde passava a maior parte do tempo) e notei que ele não estava. (Tudo parecia mais silencioso). Eu não conseguia imaginar o que poderia ter acontecido. Fiquei com medo que a outra equipe o tivesse seqüestrado, ou ele talvez tivesse ficado doente por mascar fumo. Perguntei então a um outro jogador mais velho (eles sabem tudo):
"Onde está o treinador?", pensando ter sido o único a notar a sua ausência, o que me fazia sentir-me importante.
"Na sala de imprensa", respondeu.
"Tomando café?", perguntei. "Não; ele está obtendo uma perspectiva."
Isso faz realmente sentido, não é? Não há meios de um treinador seguir bem o jogo se ficar nas laterais. Todo mundo gritando palpites. Os pais se queixando. Os jogadores berrando. Os líderes de torcida torcendo.
Algumas vezes você tem de sair do jogo para poder vê-lo.
Nós mesmos também temos de tentar isso ocasionalmente. É vital mantermos um dedo no pulso de nossa vida. Como esses períodos de autocríticas e avaliação são essenciais! Todavia, é difícil fazer uma estimativa quando estamos envolvidos no jogo. As horas correndo, telefones tocando, crianças chorando.
Tenho então uma sugestão a fazer. Vá para a cabine da imprensa de vez em quando. Tome tempo (pelo menos metade de um dia) e se afaste de tudo e de todos.
Leve a Bíblia e um caderno para tomar notas e tenha uma perspectiva de sua vida da "cabine de imprensa". Você está sintonizado com Deus como deveria estar? Como está seu relacionamento com seu cônjuge e filhos? Quais são os seus alvos na vida? Talvez algumas decisões tenham de ser tomadas. Passe muito tempo em oração. Medite sobre a palavra de Deus. Fique em silêncio. Jejue.
Não estou falando de um dia "afastado de tudo" em que você faz compras, joga tênis e relaxa tomando sol. (Embora essas coisas sejam também necessárias).
Estou sugerindo um dia intenso de pesquisa de alma, passado em reverência diante de Deus e em absoluta sinceridade consigo mesmo. Escreva a história de sua vida. Releia a história de Deus. Entregue de novo seu coração ao seu Criador.
Quero mencionar finalmente que um dia como esse não acontece sozinho. Ele precisa ser planejado. Você nunca vai acordar e ter um dia livre nas mãos "de repente". Você terá de estudar sua agenda de compromissos, espremer daqui e dali um período de tempo e apropriar-se dele. Seja firme. Você precisa disso. Sua família tem necessidade de que o faça.
Pense nisso: ter uma "perspectiva da cabine de imprensa" pode mudar completamente o jogo.
sábado, 3 de julho de 2010
Vida em Cristo - Zidane - 'Prefiro morrer a pedir desculpas'
De acordo com um artigo recente, o famoso jogador francês Zinedine Zidane ainda guarda mágoa do italiano Marco Materazzi, a quem derrubou com uma cabeçada no final da Copa do Mundo de 2006. O choque pessoal se deu no final da Copa na Alemanha, onde a França e a Itália estavam empatadas em 1 a 1. Após ser expulso do jogo, Zidane assisitu à derrota do seu time nos pênaltis finais. Imagine como ele se sentiu naquela hora.
Zidane admitiu ao jornal espanhol “El Pais” que errou ao reagir ao que disse ser xingamentos do jogador italiano à sua mãe, que se encontrava hospitalizada. Até hoje Zidane se recusa a pedir desculpas a Materazzi.
Zidane disse que, após o jogo, entrou no vestiário e disse aos companheiros ‘"Perdoem-me. Isso não muda nada. Mas perdão a todos". Mas a ele (Materazzi) não posso. Nunca, nunca... Seria desonrar-me. Prefiro morrer’, ele declarou à reportagem do jornal espanhol.
Há pelo menos duas grandes lições aqui. Você prefere morrer a pedir desculpas ou perdoar? Tem alguém que lhe fez sofrer injustiça, lhe agrediu ou lhe ofendeu? O que seria necessário para você perdoar aquela pessoa? Como Zidane, você preferia morrer do que pedir desculpas ou perdoar? Será que você não está morrendo, lentamente, por causa daquela mágoa? Será que o mal daquela pessoa vai lhe atingir duas vezes, lhe atormentando nesta vida, e eternamente no porvir? Jesus disse “Se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas.” (Mateus 6:15 NVI) (Textos relevantes: Mateus 6:15; 18:23-35; Macos 11:25)
Especula-se até hoje se o final daquela competição mundial, assistido por um público estimado em mais de 700 milhões de pessoas, não teria sido diferente, não fosse um homem dando lugar à sua ira. Imagine quanta diferença você pode fazer, se na próxima vez em que alguém lhe provocar, você resolver se controlar, não reagir e até procurar o bem que lhe espera naquela situação. Não é fácil, mas, nós temos um exemplo para seguir: “Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos. “Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca.” Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça.” (Textos relevantes: 1 Pedro 2:21-23). Veja também Prov 25:28; 27:4; Hebreus 12:1.)
Zidane admitiu ao jornal espanhol “El Pais” que errou ao reagir ao que disse ser xingamentos do jogador italiano à sua mãe, que se encontrava hospitalizada. Até hoje Zidane se recusa a pedir desculpas a Materazzi.
Zidane disse que, após o jogo, entrou no vestiário e disse aos companheiros ‘"Perdoem-me. Isso não muda nada. Mas perdão a todos". Mas a ele (Materazzi) não posso. Nunca, nunca... Seria desonrar-me. Prefiro morrer’, ele declarou à reportagem do jornal espanhol.
Há pelo menos duas grandes lições aqui. Você prefere morrer a pedir desculpas ou perdoar? Tem alguém que lhe fez sofrer injustiça, lhe agrediu ou lhe ofendeu? O que seria necessário para você perdoar aquela pessoa? Como Zidane, você preferia morrer do que pedir desculpas ou perdoar? Será que você não está morrendo, lentamente, por causa daquela mágoa? Será que o mal daquela pessoa vai lhe atingir duas vezes, lhe atormentando nesta vida, e eternamente no porvir? Jesus disse “Se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas.” (Mateus 6:15 NVI) (Textos relevantes: Mateus 6:15; 18:23-35; Macos 11:25)
Especula-se até hoje se o final daquela competição mundial, assistido por um público estimado em mais de 700 milhões de pessoas, não teria sido diferente, não fosse um homem dando lugar à sua ira. Imagine quanta diferença você pode fazer, se na próxima vez em que alguém lhe provocar, você resolver se controlar, não reagir e até procurar o bem que lhe espera naquela situação. Não é fácil, mas, nós temos um exemplo para seguir: “Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos. “Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca.” Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça.” (Textos relevantes: 1 Pedro 2:21-23). Veja também Prov 25:28; 27:4; Hebreus 12:1.)
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Vida em Cristo - O Motorista Herói da Copa do Mundo de 1994
de Dennis Downing
Na Copa do Mundo de 1994, o goleiro Taffarel ajudou a levar o time Brasileiro à sua quarta vitória em Copas do Mundo - e por esquecimento quase perdeu a medalha da vitória. Numa curta viagem entre hotéis no dia seguinte ao jogo final, Taffarel deixou uma pochette com os passaportes dele e de sua família, $60,000 dólares e sua medalha da Copa num taxi.
O motorista do taxi, Juan Blanco, da cidade de Santa Ana, louco por futebol, havia torcido pelo Brazil no jogo final. Impedido de assistir ao jogo ao vivo, porque não podia pagar o ingresso de $180-$475, Juan teve que se contentar em ver o jogo pela televisão. Juan disse depois que, no curto trajeto entre hotéis naquele dia, achou algo familiar no passageiro, mas, só quando chegou ao destino e Taffarel pediu para ir à entrada de trás para evitar os fãs, é que percebeu que se tratava do próprio goleiro do time vitorioso. Não querendo incomodar o astro, Juan o deixou na entrada, recebeu a modesta quantia da corrida, e voltou para casa para tomar seu café da manhã e descansar. Só depois, quando voltou ao carro é que ele descobriu uma pochette no banco do passageiro. Quando abriu, Juan encontrou os passaportes da família Taffarel, os $60,000 dólares e a medalha da Copa.
Juan confessou que foi tentado a voltar para o México com o dinheiro. Ele pensou no quanto aquele dinheiro poderia ajudar a sua família. Mas, ele sabia que a coisa certa era devolver tudo ao verdadeiro dono. Com seu irmão junto, Juan voltou para o hotel. No caminho, ele ouviu no rádio que a polícia estava à procura do motorista que havia levado Taffarel. Quando ele chegou no hotel, no entanto, ele fez questão de entregar os pertences pessoalmente. Taffarel também queria conhecer o motorista honesto. Segundo Juan, Taffarel agradeceu com um forte abraço e disse que não havia muita gente que faria o que ele fez. Em compensação, Juan recebeu um moletom do time do Brazil assinado pelo goleiro e $1,000 dólares.
Nem sempre a coisa certa traz o retorno que a gente queria. Às vezes custa, e caro. Mas, se é a coisa certa para fazer, então temos que fazê-la. Há muita coisa boa em futebol e esportes. Há inúmeras oportunidades para atletas e torcedores servirem a Deus e darem glórias a Ele. Tomara que mais atletas fizessem isso. Não sabemos se, para Deus, a vitória do Brasil na Copa de 1994 valia muita coisa. Mas, acredito que aquele motorista de táxi voltou para sua casa, um herói para Taffarel, e um vencedor aos olhos do Rei.
Na Copa do Mundo de 1994, o goleiro Taffarel ajudou a levar o time Brasileiro à sua quarta vitória em Copas do Mundo - e por esquecimento quase perdeu a medalha da vitória. Numa curta viagem entre hotéis no dia seguinte ao jogo final, Taffarel deixou uma pochette com os passaportes dele e de sua família, $60,000 dólares e sua medalha da Copa num taxi.
O motorista do taxi, Juan Blanco, da cidade de Santa Ana, louco por futebol, havia torcido pelo Brazil no jogo final. Impedido de assistir ao jogo ao vivo, porque não podia pagar o ingresso de $180-$475, Juan teve que se contentar em ver o jogo pela televisão. Juan disse depois que, no curto trajeto entre hotéis naquele dia, achou algo familiar no passageiro, mas, só quando chegou ao destino e Taffarel pediu para ir à entrada de trás para evitar os fãs, é que percebeu que se tratava do próprio goleiro do time vitorioso. Não querendo incomodar o astro, Juan o deixou na entrada, recebeu a modesta quantia da corrida, e voltou para casa para tomar seu café da manhã e descansar. Só depois, quando voltou ao carro é que ele descobriu uma pochette no banco do passageiro. Quando abriu, Juan encontrou os passaportes da família Taffarel, os $60,000 dólares e a medalha da Copa.
Juan confessou que foi tentado a voltar para o México com o dinheiro. Ele pensou no quanto aquele dinheiro poderia ajudar a sua família. Mas, ele sabia que a coisa certa era devolver tudo ao verdadeiro dono. Com seu irmão junto, Juan voltou para o hotel. No caminho, ele ouviu no rádio que a polícia estava à procura do motorista que havia levado Taffarel. Quando ele chegou no hotel, no entanto, ele fez questão de entregar os pertences pessoalmente. Taffarel também queria conhecer o motorista honesto. Segundo Juan, Taffarel agradeceu com um forte abraço e disse que não havia muita gente que faria o que ele fez. Em compensação, Juan recebeu um moletom do time do Brazil assinado pelo goleiro e $1,000 dólares.
Nem sempre a coisa certa traz o retorno que a gente queria. Às vezes custa, e caro. Mas, se é a coisa certa para fazer, então temos que fazê-la. Há muita coisa boa em futebol e esportes. Há inúmeras oportunidades para atletas e torcedores servirem a Deus e darem glórias a Ele. Tomara que mais atletas fizessem isso. Não sabemos se, para Deus, a vitória do Brasil na Copa de 1994 valia muita coisa. Mas, acredito que aquele motorista de táxi voltou para sua casa, um herói para Taffarel, e um vencedor aos olhos do Rei.
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